
A vida é o que fazemos dela. As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos. [Bernardo Soares - Livro do Desassossego]
18 setembro 2023
10 setembro 2023
Acordes
Ao longo da estrada
ouço a mistura dos sons e dos sentimentos
as luzes meio apagadas da manhã o nevoeiro
os cinzas e os riscos de vermelho que me acordam a alma
bato as palmas no ritmo do volante e
as cordas da guitarra arrepiam-me os dedos.
Tão tristes sinceros duros
os acordes desta estrada.
Limão

Sinto que a vida me vai espremendo
como a um limão
transformando-me numa casca dura e seca
azeda e ácida
sedenta da frescura de uma rodela
em dias de Verão.
15 agosto 2023
... ou de hospitais públicos?

O relatório da ERS.

Nota: "mercados substancialmente concentrados" é um eufemismo para regiões onde a oferta de serviços médicos é escassa, predominantemente privada, e com muito pouca concorrência.
Títulos versus textos
O título e o (um fragmento) texto de um artigo do Público de hoje.


Nota: O aumento a que se refere o título resulta de um maior número de horas extraordinárias realizadas, ou seja, mais trabalho.
Limites do infinito

A simplicidade é uma utopia. Mas olhar para o mundo e os seus problemas, complexos e irresolúveis, dividi-lo em pequeníssimas parcelas despidas de ruído, peso, nevoeiro, lodo, limpando-as para que apenas fique o essencial, para que o todo se vá moldando à simplicidade, não é utópico.
O infinito não alcançamos, mas podemos tender para ele, uma expressão da matemática que sempre me fascinou. Se x tende para infinito significa que, numa determinada função, x vai assumindo uma sequência crescente de números até um limite, que seria o infinito, sem nunca o atingir; se x tende para menos infinito, significa que, nessa função, a sequência de números é sempre decrescente, até ao infinitamente pequeno ou inexistente, o que nunca acontece (no conjunto de números reais).
Podemos tender para a simplicidade, sendo cada vez mais simples (mais infinito) ou reduzindo-nos cada vez mais à essência (menos infinito).
É por vivermos na complexidade que ansiamos pela simplicidade, com os limites do infinito.
Ao décimo terceiro dia do mês de outubro
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