16 outubro 2020

Controlo da epidemia e aplicações

Através deste artigo da Susana Peralta, cheguei a este estudo do The Lancet Digital Health:


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A informação e a CIÊNCIA são as melhores armas na defesa de todo o tipo de ameaças aos cidadãos.


 

15 outubro 2020

Há que reagir

Declaração De Great Barrington


"Como epidemiologistas de doenças infecciosas e cientistas da saúde pública, temos sérias preocupações sobre os impactos prejudiciais para a saúde física e mental das políticas prevalecentes da COVID-19, e recomendamos uma abordagem a que chamamos Protecção Focalizada.


Viemos tanto da esquerda como da direita, e de todo o mundo, e temos dedicado as nossas carreiras à protecção das pessoas. As actuais políticas de confinamento estão a produzir efeitos devastadores na saúde pública a curto e longo prazo. Os resultados (para citar alguns) incluem taxas mais baixas de vacinação infantil, agravamento dos prognósticos das doenças cardiovasculares, menos exames oncológicos e deterioração da saúde mental – levando a um maior excesso de mortalidade nos próximos anos, com a classe trabalhadora e os membros mais jovens da sociedade a carregar um fardo mais pesado. Manter os alunos fora da escola é uma grave injustiça.


Manter estas medidas em vigor até que uma vacina esteja disponível causará danos irreparáveis, com os mais desfavorecidos a serem desproporcionadamente prejudicados.


Felizmente, a nossa compreensão do vírus está a crescer. Sabemos que a vulnerabilidade à morte da COVID-19 é mil vezes maior nos idosos e doentes do que nos jovens. De facto, para as crianças, a COVID-19 é menos perigosa do que muitos outras doenças, incluindo a gripe.


À medida que a imunidade se desenvolve na população, o risco de infecção para todos – incluindo os vulneráveis – diminui. Sabemos que todas as populações acabarão por atingir a imunidade de grupo – ou seja, o ponto em que a taxa de novas infecções é estável – e que isto pode ser assistido por (mas não depende de) uma vacina. O nosso objectivo deve ser, portanto, minimizar a mortalidade e os danos sociais até atingirmos a imunidade de grupo.


Uma abordagem mais compassiva que equilibra os riscos e benefícios de alcançar a imunidade de grupo, é permitir que aqueles que estão em risco mínimo de morte vivam normalmente a sua vida para construir imunidade ao vírus através da infecção natural, ao mesmo tempo que protege melhor aqueles que estão em maior risco. Chamamos a isto Protecção Focalizada.


A adopção de medidas para proteger os vulneráveis deve ser o objectivo central das respostas de saúde pública à COVID-19. A título de exemplo, os lares devem utilizar pessoal com imunidade adquirida e realizar testes PCR frequentes a outro pessoal e a todos os visitantes. A rotação do pessoal deve ser minimizada. Os reformados que vivem em casa devem mandar entregar alimentos e outros bens essenciais ao seu domicílio. Quando possível, devem encontrar-se com membros da família no exterior e não no interior. Uma lista abrangente e detalhada de medidas, incluindo abordagens a famílias de várias gerações, pode ser implementada, e está bem dentro do âmbito e da capacidade dos profissionais de saúde pública.


Aqueles que não são vulneráveis devem ser imediatamente autorizados a retomar a vida normal. Medidas simples de higiene, tais como a lavagem das mãos e a permanência em casa quando estão doentes devem ser praticadas por todos para reduzir o limiar de imunidade de grupo. As escolas e universidades devem estar abertas ao ensino presencial. As actividades extracurriculares, como o desporto, devem ser retomadas. Os jovens adultos de baixo risco devem trabalhar normalmente, e não a partir de casa. Restaurantes e outras empresas devem ser abertos. As artes, música, desporto e outras actividades culturais devem ser retomadas. As pessoas que estão mais em risco podem participar se o desejarem, enquanto a sociedade como um todo goza da protecção conferida aos vulneráveis por aqueles que acumularam imunidade de grupo."


Dr. Martin Kulldorff, Dr. Sunetra Gupta, Dr. Jay Bhattacharya

14 outubro 2020

Discordo frontalmente...

... da obrigatoriedade do uso da aplicação StayAway COVID, da obrigatoriedade do uso de máscaras na via pública, e da hipótese de um novo confinamento.


É óbvio que estamos no meio de um aumento do número de casos positivos para SARS-Cov-2, o que não é o mesmo de um aumento de casos de COVID-19. É claro que teremos todos que reforçar a nossa responsabilidade pessoal de prevenção e cuidado, com distanciamento social, higienização das mãos, etiqueta respiratória, para reduzir ao máximo o número de contágios.


Mas não podemos continuar a condenar a sociedade a uma crise sanitária gravíssima no que diz respeito a todas as outras patologias não COVID-19, à continuação de uma crise económica gravíssima de cujas consequências ainda não nos apercebemos bem, a um desmantelamento das redes sociais e familiares que são a essência da vivência dos seres humanos.


Não é possível manter as comunidades transidas de medo, procurando afincadamente notícias de alarme. A letalidade da COVID-19 está a descer (hoje é de 2,32), mesmo com o aumento dos casos positivos; o período de quarentena pode ser reduzido de 14 para 10 dias (caso os sintomas não existam ou sejam ligeiros); embora esteja a aumentar, e são precisos planos de contingência, o número de internamentos (principalmente em UCI) mantém-se controlado.


Espero que o Parlamento tenha calma e bom senso. É tudo o que se pede. Calma e bom senso.

13 outubro 2020

Sustento

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Stuart Carvalhais


 


Nem no fado me detenho


Se a tua mão se insinua


A ternura do desenho


Que na pele se habitua


 


Nem com fado me sustenho


Se a tua mão acentua


O murmúrio que retenho


No deserto que recua


 


      Basta já pouco de nós


      Já pouco de nós sobrou


      No fado de estarmos sós


      Que a sós de pouco chegou


 


Nem do fado me contenho


Se a tua mão perpetua


No sorriso que mantenho


Se a carícia continua


 


      Basta já pouco de nós


      Já pouco de nós sobrou


      No fado de estarmos sós


      Que a sós de pouco chegou


 

28 setembro 2020

Fuga aos impostos

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The New York Times


Será que os americanos dão mais importância à fuga aos impostos que a todas as outras misérias de Trump?

Neurótica, eu?

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Neurótica, eu?


Nem pensar. Estou calma e serena, aliás como sempre.


É claro que toda esta situação é desafiante, mas estamos à altura dos acontecimentos.


Tenho mantido uma distância confortável dos telejornais, comentadores e programas de (des)informação, tal a vontade de usar todos os métodos de tortura conhecidos e desconhecidos em todos os que me aparecem pela frente, perorando sobre vírus, medidas de saúde pública, estatísticas de infecções e óbitos.


Também me tenho poupado a tudo o que nos mostre como esta experiência nos melhora e enriquece, principalmente no vocabulário vernáculo e na criatividade com que se procuram projécteis à mão de semear.


Estou portanto a evoluir no sentido positivo de alguém que vê fantásticas oportunidades no obscurantismo e na histeria das redes sociais, na ignorância e demissão dos nossos jornalistas, na mediatização da insanidade.


Neurótica, eu?


Nem pensar!

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...