... e o espectáculo começa às 9 e três quartos...
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
01 julho 2019
29 junho 2019
Das antigas novidades
Nada do que se está a passar no SNS, em termos de escassez de recursos humanos, pelo menos médicos, é novidade e estava prevista e diagnosticada há décadas. Gostaria muito de ouvir alguém, nomeadamente jornalista, a informar sobre o seguinte:
- Qual a percentagem de médicos com idade superior a 55 anos - é que os médicos com mais de 50 anos deixam de fazer urgências nocturnas, e com mais de 55 anos deixam de fazer urgências diurnas.
- Quais as especialidades com maior percentagem de população acima dos 50 anos.
- Porque se continua a repetir que não há falta de médicos quando os concursos para o SNS abrem e muitas vezes fecham sem que as vagas sejam preenchidas.
- Porque não se pondera a possibilidade de haver um determinado número de anos em que os médicos deverão prestar serviço no SNS, aonde for necessário - o serviço médico à periferia foi uma obrigação das gerações que estão agora perto da idade da reforma.
- Porque motivo a Ordem dos Médicos demora uma infinidade de tempo a despachar os pedidos de validação de licenciatura e títulos de especialista a muitos emigrantes médicos que gostariam de trabalhar no SNS?
- Porque razão se mantém a MAC a funcionar, quando há uns anos se chegou à conclusão de que 4 maternidades na zona de Lisboa eram de mais? Tanto quanto sei pelas estatísticas que vão aparecendo, a natalidade mantém-se num nível baixíssimo.
- Poque não se reorganizam todas as urgências e não se constituem serviços rotativos, não só para a Obstetrícia mas também para as outras urgências dentro da cidade de Lisboa? Há uns anos falou-se da premência dessa medida a propósito da urgência de neurocirurgia.
- Porque não se altera a forma de entrada nas Universidades de Medicina, porque não se aumentam as vagas? O afunilamento da profissão médica, apadrinhado pela Ordem, é uma das causas, se não a principal, da presente situação (um médico demora entre 10 a 12 anos a formar).
- Porque não se revêem as carreiras e as remunerações dos médicos no SNS, porque não se implementam incentivos e prémios baseados no desempenho?
- Porque não se revêem as carreiras dos enfermeiros e dos técnicos de saúde, redefinindo as suas competências e dando-lhes remunerações dignas e que reflictam a sua formação exigente e contínua, de forma a que esses profissionais tenham um papel mais activo, partilhando tarefas para as quais tenham formação?
- Porque não se investe em equipamentos, nomeadamente informáticos, para libertar os profissionais das horas gastas ao computador?
- Porque não se organizam centros de meios complementares de diagnóstico junto de centros de saúde para libertar os hospitais de exames que poderiam e deveriam ser feitos fora das unidades hospitalares?
- Porque não de dotam os centros de saúde com consultas de especialidade, libertando as horas dos médicos para trabalho exclusivamente hospitalar?
Estes problemas não são de agora e chega a ser pornográfico ouvir agentes políticos e jornalistas repetirem aquilo que existe há décadas como se fosse novidade, ouvir repetir mentiras sobre as PPP, como se o SNS se resumisse a 4 hospitais em PPP.
É tudo demasiado triste e muito cansativo.
https://www.edulog.pt/artigos/em-analise/em-debate-ha-falta-de-medicos-em-portugal
https://www.spp.pt/UserFiles/file/Publicacoes/Estudo_Evolucao_Prospectiva_Medicos_Relatorio.pdf
28 junho 2019
Do ensino das gaivotas

Do ensino das gaivotas pelo areal dos sentidos
alisamos dúvidas esfregamos asas
recebemos das ondas o primordial alimento
de olharmos o mundo no bico do vento.
26 junho 2019
18 junho 2019
Let's Do It
Ella Fitzgerald & Duke Ellington
Cole Porter
Birds do it, bees do it
Even educated fleas do it
Let's do it, let's fall in love
In Spain, the best upper sets do it
Lithuanians and let's do it
Let's do it, let's fall in love
The dutch in old Amsterdam do it
Not to mention the fins
Folks in Siam do it, think of Siamese twins
Some Argentines, without means, do it
People say in Boston even beans do it
Let's do it, let's fall in love
Romantic sponges, they say, do it
Oysters down in oyster bay do it
Let's do it, let's fall in love
Cold cape cod clams, 'gainst their wish, do it
Even lazy jellyfish, do it
Let's do it, let's fall in love
Electric eels I might add do it
Though it shocks em I know
Why ask if shad do it, waiter bring me
"shad roe"
In shallow shoals english soles do it
Goldfish in the privacy of bowls do it
Let's do it, let's fall in love
In old Japan, all the Japs do it
Up in Lapland little laps do it
Let's do it, let's fall in love
The chimpanzees in the zoos do it
Some courageous kangaroos do it
Let's do it, let's Fall in love
I'm sure giraffes on the sly do it
Even eagles as they fly do it
Let's do it, let's fall In love
Electric eels I might add do it
Though it shocks em I know
Why ask if shad do it, garcon de
"shad roe"
The world admits bears in pits do it
Even pekingeses at the Ritz do it
Let's do it, let's Fall in love
The royal set sans regret did it
And they considered it fun
Marie Antoinette did it
With or without napoleon
Anósia

Que marinais sob tão pora luva
de esbanforida pel retinada
não dão volpúcia de imajar anteada
a que moltínea se adamenta ocuva?
Bocam dedetos calcurando a fuva
que arfala e dúpia de antegor tutada,
e que tessalta de nigrors nevada.
Vitrai, vitrai, que estamineta cuva!
Labiliperta-se infanal a esvebe,
agluta, acedirasma, sucamina,
e maniter suavira o termidodo.
Que marinais dulcífima contebe,
ejacicasto, ejacifasto, arina!...
Que marinais, tão pora luva, todo..
15 junho 2019
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...
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Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...

