14 maio 2017

Do horror indizível

 


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À entrada do campo


 


No meio de um paraíso florestal, do ar e do canto dos pássaros, esconde-se um dos espaços das ruínas do espírito humano.


 


O campo de concentração de Natzweiler-Sturdhof, construído junto a afloramentos de granito rosa, foi construído pelos alemães precisamente para a sua exploração. Nada melhor que juntar o agradável - a estância turística onde se praticava sky - ao útil – campo de internamento e trabalhos forçados para presos de delito comum, presos políticos, prisoneiros de guerra, resistentes e, por fim, judeus.


 


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Campo de concentração


 


Campo de detenção, de morte, de fome, de tortura, de experiências pseudocientíficas com agentes químicos e para recolha de cadáveres com o objectivo de fornecer esqueletos de judeus para a uma colecção para o Instituto de Anatomia da Reichsuniversität Straßburg. Escolherem-se pois 115 judeus, homens e mulheres, 86 dos quais morreram na câmara de gás existente no campo.


 


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À entrada do museu


 


O museu tem uma mostra dos vários campos de concentração e extermínio, com alguns dados sobre cada um, inclusivamente a estimativa de mortos por campo. Observam-se ainda as reproduções de desenhos efectuados por Henri Gayot, um pintor e professor de pintura deportado para este campo após ser capturado pelas suas actividades na Resistência francesa. Depois há o campo, como os socalcos onde se localizavam as barracas dos deportados, o crematório, a prisão – sim, também havia uma prisão – o arame farpado, as torres de vigia, a porta de entrada sinistra, e a câmara de gás, afastada cerca de 1 Km do campo.


 


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Henri Gayot


 


Há um silêncio que nos incomoda, pesado, aflito e de culpa, mesmo que já tenham passado gerações após estas atrocidades. Não sei se é compreensível como foi possível a seres humanos submeterem outros seres humanos a este tipo de crueldade, até porque a achavam natural e não a consideravam crime. O que pensavam? Como dormiam, comiam, amavam os seus filhos, os seus amantes, os seus semelhantes? Como poderiam aceitar tais horrores?


 


E mais assustador e incompreensível ainda é o facto de continuar a existir, tal como nessa época e nos muitos séculos anteriores, um doentio racismo larvar, uma xenofobia persistente que, mal se fazem sentir os rigores das crises financeiras e sociais, renascem das névoas invisíveis mas permanentes que assolam os corações dos povos.


 


Combater a penúria, a fome, a crise, o egoísmo, o racismo, a xenofobia, contribuir para uma efectiva cultura de solidariedade e tolerância, de respeito pelas diferenças sem abafar nenhuma minoria ou maioria, sem perder as características identitárias, e mostrar o que se passou, com rigor, sobriedade e verdade, mas sem ceder à preguiça de nos escondermos dos horrores pelos quais, com mais ou menos consciência, fomos de certa forma cúmplices, mesmo que em tempos e de maneiras distintas. A divulgação do que se passou no regime nazi, como em todos os totalitarismos, é obrigatório e deve ser uma preocupação permanente. Porque é de tal forma inacreditável que podemos mesmo enterrar esse conhecimento no mais fundo das nossas consciências. É muito mais fácil.

13 maio 2017

Dos intervalos recriativos

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Estrasburgo é uma cidade muito bonita, acolhedora, de uma cor ocre acastanhada, casas típicas alsacianas, muito bem cuidadas, muita gente na rua, flores e mais flores, cafés, brasseries, restaurantes, esplanadas. As pessoas tem um aspecto próspero sem luxo nem sofisticação demasiados. É um sítio onde parece viver-se bem e normalmente.


 


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A catedral (Catedral de Nossa Senhora de Estrasburgo) é deslumbrante. Repentinamente saídos de uma rua lateral, damos com a enormíssima fachada, toda esculpida e rendilhada, que esmaga pelo esplendor. Lá dentro há um relógio astronómico, semelhante ao de Praga, que é uma maravilha. É a terceira versão do mesmo, datando a primeira de 1352 / 1354. As ruas são encurvadas, deixando entrever ao longe as fachadas das casas. De vez em quando pinga mas a temperatura está mesmo boa para passear. Entramos na livraria Kleber, numa das esquinas da praça do mesmo nome, e quase nos perdemos. Muitos e belos livros, dispostos por colecções, por autores, por temas, ficção, não ficção, história, romance, política, banda desenhada, enfim, uma perdição.


 


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Depois de alguns quilómetros a pé, temos direito a uns éclaires numa Pâtisserie digna do mesmo nome. À noite provámos a tarte flambée, parecida com uma pizza, e um croque-monsieur (uma espécie de tosta mista), acompanhadas por uma cerveja de seu nome Rouge Kasteel – forte, mas muito boa, ideal para acabar o dia.


 


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Da imprevisibilidade das previsões

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 Forte de Schoenenbourg


 


 


A linha Maginot é uma estrutura defensiva que a França construiu após o fim da I Guerra Mundial, imaginada como uma espécie de upgrade da guerra de trincheiras, mas desta vez de betão, pensada e planeada para manter uma grande quantidade de tropas, desde os soldados aos seus comandantes, com todas as infra-estruturas necessárias. Era constituída por vários fortes ao longo da fronteira franco-alemã. Um deles foi o Forte de Schoenenbourg.


 


Não foi muito fácil lá chegar, pois as indicações eram escassas e pouco claras. Mas com GPS, mapas e atenção, lá chegámos. Na bilheteira uma jovem rapariga, cujo copain é português, avisou-nos de que deveríamos contar com 1,5 a 2 horas de visita. A descida pelo elevador, embora opcional (há escadas), levou-nos a cerca de 30 metros de profundidade.


 


É difícil descrever a sensação meio claustrofóbica, mesmo sendo os corredores amplos, que experimentei. No chão dois carris por onde passavam as carruagens eléctricas, para transporte de equipamentos, armas, munições, comestíveis e, provavelmente, pessoas. Nas paredes laterais, a todo o comprimento daqueles corredores um pouco labirínticos, cabos de electricidade, telefónicos, etc. Depois percorremos as instalações dos soldados, camaratas, cozinhas, despensaa, farmácias, enfermarias, alojamentos dos oficiais, postos de comando, prisão, capela e casa mortuária, nada tinha sido esquecido.


 


Após alguns quilómetros percorridos, no lado oposto, ficavam os blocos de bombardeamento, onde se encontravam os vários locais (6) com a maquinaria para bombardear e observar, abaixo de umas cúpulas semiesféricas que se vêm de fora.


 


É extraordinário o esforço de construção daquelas estruturas, não só o planeamento mas também a execução, a enorme quantidade de recursos que ali foram empregues, e que se revelaram totalmente inúteis. Aquilo que, quem imaginou e decidiu a sua construção, previa como uma especialização da guerra de trincheiras, errou totalmente pois na II Guerra Mundial as trincheiras estavam obsoletas. É quase inacreditável percorrer aquela cidade militar subterrânea, imaginando a azáfama, a preparação, a tensão, a vida sem ar nem luz, que nunca depois se concretizou, nunca chegando a defender a França contra o seu agressor que, pelo seu lado, fez uma coisa semelhante – a linha Siegfried.


 


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Murais feitos pelos soldados


 


Quando ouvimos tantas previsões para o futuro, em relação a energias renováveis, carros eléctricos, etc., convém lembrarmo-nos de que há muitas previsões que nunca se concretizam. Na verdade é muito complicado saber e decidir para onde se devem concentrar os esforços de desenvolvimento de uma qualquer ideia de futuro. Há quem acerte, de facto, mas são raros os que o conseguem e muitos os que o não fazem. Além disso, quantos recursos se não desviaram de outros investimentos bem mais úteis, até mesmo militares?


 


Foi uma visita longa, um pouco cansativa, que me deixou com um mal-estar difuso e a certeza da inutilidade de tantas construções humanas. Lembrei-me ainda de um programa que ouvi há algumas semanas - Um certo olhar, na Antena 2, em que se falava de Turismo Negro. Discordei de muito do que foi dito nesse programa, pois penso que é muito importante que se visitem e estudem estes locais (assim como Oradour-sur-Glane, campos de concentração, etc.) para que nunca nos esqueçamos da pequenez, da crueldade, da loucura, mas também da grandeza de que somos capazes. Por outro lado concordo que se deve manter este tipo de visitas com grande rigor e sobriedade, não permitindo que se transformem em locais de brincadeiras de mau gosto.


 


Cruzámo-nos com um grande grupo de miúdos italianos, aí com os seus 14 anos que, ao aperceberem-se da nossa proveniência lusitana, nos cumprimentaram efusivamente ao som de Cristiano Ronaldo e Euro 2016 – o futebol como ícone nacional.


 


O dia acabou calmamente, a jantar muito bem no Hotel, em que a tarte de maçã e ruibarbo e a eau de vie Gewurztraminer foram uns verdadeiros pontos altos. E, ao contrário do que tinha acontecido na noite anterior, num quarto quentíssimo e abafado, a noite foi reconfortante, dormindo o sono dos justos.

12 maio 2017

Do deambular sem fronteiras

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Citadela de Biche


 


 


A Europa é isto mesmo, passear do Luxemburgo para França, de França para a Alemanha, da Alemanha para França de novo, sem passaportes, alfândegas e polícias, sem trocar de moedas, sem trocar de carro, etc. É já difícil lembrarmo-nos de como era antes de existir um espaço comum, em que há livre circulação de pessoas e bens.


 


Deambulando pela região de Saar ou de Sarre, conforme em Alemão ou Francês, passando por Sarreguemines, uma vila mesmo junto à fronteira franco-alemã, parámos para uma pausa de chocotat chaud aux menthe. Arrancando depois pela Forêt des Voges até Bitche que descobrimos por acaso, mas com uma citadela lindíssima e uma vista deslumbrante pela região. O senhor que vendia os bilhetes e nos deu explicações sobre a visita era luso descendente e, com um grande sorriso e uma extraordinária amabilidade, falou-nos em português, desculpando-se pela sua insuficiência, que era inexistente, e pelo seu carregado sotaque.


 


O almoço foi despachado num Kebab, nome de restaurante que não engana nas origens, onde servem umas saladas muito interessantes, a muito bom preço, e que respeitam (mais ou menos) os rigorosos limites dietéticos. Vi várias pessoas irem buscar sanduíches e pratos de kebab para almoçarem noutro local. Sempre que falamos dos imigrantes esquecemo-nos rapidamente como eles se inserem nas nossas comunidades, nos nossos hábitos e nas nossas necessidades, nomeadamente a nível gastronómico.


 


Continuando até Climbach, onde ficaríamos para visitarmos o Forte de Schoennenourg, passamos por várias aldeias/ vilas que pareciam desertas. Nem vivalma na rua, mesmo com as casas de tipo alsaciano cuidadas, com os jardins e as sebes arranjadas, cortinas nas janelas, enfim, parecia que algum extraterrestre as tinha raptado.


 


O mesmo em Climbach. Localizámos o Hotel, parámos o carro e batemos à porta (fechada) várias vezes. Nada, ninguém, silêncio absoluto, fora e dentro. Demos a volta ao edifício, uma casa com a arquitectura típica desta zona, muito bem arranjada, mas com aspecto abandonado. Batemos nas traseiras, uma e outra vez, e nada. Mais uma vez temendo o desastre, decidimos telefonar ao Hotel. Atendeu-nos uma senhora a quem dissemos que estávamos à porta.


 


Lá nos abriram, com grandes desculpas e sorrisos, uma senhora já com alguma idade e, talvez, um pouco dura de ouvido. Escalámos as escadas e todos os nossos receios se desvaneceram – lindíssimo quarto, confortável, com uma banheira daquelas que quase precisa de livros de instruções, cama grande, tudo espaçoso e acolhedor.


 


Com grandes suspiros de alívio, preparámo-nos para encontrar a linha Maginot.

Dos planeamentos ineficazes

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Luxemburgo


 


Exactamente, de partida, feliz e contente, malas aviadas a preceito e revisão oral da matéria, antes de fechar a porta de casa às 06:00 da manhã, para que tudo se proceda de modo calmo e fluido no aeroporto: cartão do cidadão, cartão de embarque, cartão de crédito, aluguer de carro e reservas de hotéis, tudo na sua ordem perfeita e natural.


 


Avião maneirinho, viagem sem história, bagagem sem mácula, empresa de rent a car facilmente acessível. Bonjour madame, bonjour monsieur, entregamos o comprovativo previamente impresso (à antiga portuguesa), et voilávotre permis de conduire, madame, s'il vous plait...


...esquecido em casa, ou deverei mesmo dizer, cuidadosamente deixado de parte com os papéis e a chave do carro, dos quais não iria obviamente necessitar. Portanto tudo em meu nome, pagamento, cartão de crédito, etc., e nada de carta de condução. E não, não se poderia aceitar a carta da minha cara metade parce que vous n’avez pas le méme nom de famille!


 


Depois de um pequeno mas intenso momento de pânico silencioso, a simpática senhora que nos atendeu lá foi pedir autorização para mudar tudo para o nome do meu apreensivo e ligeiramente irritado esposo.


 


En route, enfin! Allons enfants pour l´hôtel. E chegámos sem problemas, a um IBIS que, como é hábito, é de dimensões bastante diminutas...


...mas também não era preciso exagerar. O parking era minuscule, sendo as manobras para entrar e sair do dito trabalhosas e delicadas. Lá retirámos as malas, subindo dois íngremes lanços de escada até à recepção. Entrar no quarto revelou-se um verdadeiro dilema, pois o objectivo era cabermos os dois. Entrava um, arrastava-se a cama, felizmente com facilidade, voavam as malas por cima, e só depois entrava o outro. A casa de banho revelou-se um prodígio de malabarismo, mas nada que nos retirasse a felicidade.


 


Cidade plana e simpática, com portugueses nas esquinas, nos cafés, nas lojas, a passear, à espera de autocarro. Na fachada do edifício da Caixa Geral de Depósitos um enorme painel de azulejos da Fábrica de Sant’Anna. O tempo ajudou e o passeio foi agradável, mas Luxemburgo não me deixou impressionada.

09 maio 2017

I’m a Stranger Here Myself

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Anne Sofie von Otter


fotografia de Ewa-Marie-Rundquist


 


 


Muitos parabéns a Anne Sofie von Otter, que faz hoje anos. É uma excelentíssima mezzo-soprano que eu admiro imenso.


 


Ouvi-a hoje, numa canção de Kurt Weill, com letra de Ogden Nash, do disco Speak Low com John Eliot Gardiner). 


 



 


 


Tell me is love still a popular suggestion


Or merely an obsolete art?


Forgive me for asking, this simple question


 


 


I'm unfamiliar with his heart


I am a stranger here myself


 


Why is it wrong to murmur, "I adore him"


When it's shamefully obvious I do?


Does love embarrass him, or does it bore him?


I'm only waiting for my clue


I'm a stranger here myself


 


I dream of a day of a gay warm day


With my face between his hands


Have I missed the path? Have I gone astray?


I ask but no one understands


 


Love me or leave me


That seems to be the question


I don't know the tactics to use


But if he should offer


 


A personal suggestion


How could I possibly refuse


When I'm a stranger here myself?


 


Please tell me, tell a stranger


My curiosity goaded


Is there really any danger


That love his now out-moded?


 


I'm interested especially


In knowing why you waste it


True romance is so fleshly


With what have you replaced it?


 


What is your latest foibal?


Is Gin Rummy more exquisite?


Is skiing more enjoyable?


For heaven's sake what is it?


 


I can't believe


That love has lost its glamor


That passion is really passé


If gender is just a term in grammar


How can I ever find my way?


Since I'm a stranger here myself


 


How can he ignore my


Available condition?


Why these Victorian views?


You see here before you


 


A woman with a mission


I must discover the key to his ignition


And then if he should make


A diplomatic proposition


 


How could I possibly refuse?


How could I possibly refuse


When I'm a stranger here myself?

Dos preparativos

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Harry Rabinger


 


 


A idade traz destas coisas: não só ficamos mais vagarosos, a mexer-nos, a pensar, a decidir como, e talvez por isso, mais cautelosos, mais pensativos, mais prudentes. Planear uma viagem de 10 dias com alguns jovens adultos por perto, habituados a ver num avião um sucedâneo de um autocarro ou de um comboio, com inúmeras vantagens, é um exercício de divertimento dos mesmos perante a abordagem de expedição ao fim do mundo a que assistem.


 


Para mim o planeamento e a antecipação de uma tão desejada viagem são elementos indispensáveis para a felicidade, que começa precisamente pela degustação do prazer que se vai ter. Além disso, como somos nós próprios a fazer tudo, desde a criteriosa escolha dos locais a visitar, necessariamente muito poucos em comparação com o desejado, usando todas as ferramentas antigas e modernas, até às marcações das viagens, reserva de hotéis, carros de aluguer, museus, monumentos históricos, etc., a viagem não se reduz a ela própria mas expande-se a toda a uma constelação de cumplicidades e gozo da antevisão do paraíso.


 


Sob o olhar de condescendência ternurenta dos profissionais, imprimimos os cartões de embarque, os comprovativos do aluguer da viatura, os comprovativos dos hotéis, carregamos e actualizamos o GPS, confirmamos as previsões meteorológicas (que muitas vezes não acertam), avaliamos as possíveis dimensões e pesos das malas, ponderamos a necessidade de agasalhos, listamos os medicamentos (sim, também já temos essa parte), pedimos o táxi para o aeroporto, fazemos as contas aos horários para não nos atrasarmos, etc.


 


Se pensar bem, a primeira vez que me lembro de ter viajado de avião para um país estrangeiro - para França (não contando com Angola e Cabo Verde que, quando lá vivi, não eram estrangeiros) - já era (jovem) mãe de 2 filhos. Por muito que as viagens pela Europa se tenham banalizado, se calhar nunca conseguirei encará-las com a naturalidade de quem já nasceu numa Europa sem fronteiras e sem passaportes, que é o caso do pessoal mais novo. A liberdade de circulação de pessoas e bens é uma grande conquista do espaço europeu e uma grande vantagem destas gerações em relação à minha. A casa deles é mesmo o mundo.


 


Pois bem, estou de partida para uns dias de recreio e evasão.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...