07 maio 2017

Éramos mães

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Family of Birmingham


Gillian Wearing


 


 


 


Éramos três mães e oito filhas e filhos.


Tão poucas mães para tantos filhos e filhas


que se vão alastrando e diluindo


refazendo e diferindo


noutros pais e mães


o total da soma de todos os filhos e filhas


e de todas as mães


desde que o jardim de pai e mãe


passou a ser a terra de filhas e filhos.

06 maio 2017

Youkali

 



 


Kurt Weill & Roger Fernay & Teresa Stratas


 


C’est presque au bout du monde


Ma barque  vagabonde


Errant au gré de l’onde


M’y conduisit un jour


L’île est toute petite


Mais la fée qui l’habite


Gentiment nous invite


À en faire le tour


 


Youkali, c’est le pays de nos désirs


Youkali, c’est le bonheur, c’est le plaisir


Youkali, c’est la terre où l’on quitte tous les soucis


C’est, dans notre nuit, comme une éclaircie


L’étoile qu’on suit, c’est Youkali


 


Youkali, c’est le respect de tous les vœux échangés


Youkali, c’est le pays des beaux amours partagés


C’est l’espérance qui est au cœur de tous les humains


La délivrance que nous attendons tous pour demain


 


Youkali, c’est le pays de nos désirs


Youkali, c’est le bonheur, c’est le plaisir


Mais c’est un rêve, une folie


Il n’y a pas de Youkali


Mais c’est un rêve, une folie


Il n’y a pas de Youkali


 


Et la vie nous entraîne


Lassante, quotidienne


Mais la pauvre âme humaine


Cherchant partout l’oubli


A, pour quitter la terre


Su trouver le mystère


Où nos rêves se terrent


En quelque Youkali


 


Youkali, c’est le pays de nos désirs


Youkali, c’est le bonheur, c’est le plaisir


Youkali, c’est la terre où l’on quitte tous les soucis


C’est, dans notre nuit, comme une éclaircie


L’étoile qu’on suit, c’est Youkali


 


Youkali, c’est le respect de tous les voeux échangés


Youkali, c’est le pays des beaux amours partagés


C’est l’espérance qui est au cœur de tous les humains


La délivrance que nous attendons tous pour demain


 


Youkali, c’est le pays de nos désirs


Youkali, c’est le bonheur, c’est le plaisir


Mais c’est un rêve, une folie


Il n’y a pas de Youkali


Mais c’est un rêve, une folie


Il n’y a pas de Youkali

Dos populismos caseiros

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A peseudo-tragédia das candidaturas da autarquia portuense, com a pseudo-bravata de Rui Moreira contra as declarações de Ana Catarina Mendes, é uma pequena amostra, para quem ainda não quis ver, do que é o populismo dos tão propalados independentes.


 


Rui Moreira é mais um exemplo do nojo anti-partidário com tiques autoritários e trauliteiros, neste caso com a pronúncia do norte. É fantástico, muito sério e muito honesto e não precisa nada da peçonha partidária, com excepção dos votos, claro.


 


Manuel Pizarro é bom como cidadão, mas como dirigente do PS deve ser mantido a uma sanitária distância. Nada de lugares para os membros dos partidos, deles só necessita da campanha, da máquina de angariar votos e do trabalho posterior.


 


A responsabilidade é mesmo do PS, não por causa das observações de Ana Catarina Mendes que, mesmo que infelizes, não me parecem graves a nenhum título, mas porque prescindiu de assumir um candidato, mesmo não ganhador.


 


Espero que Manuel Pizarro se candidate autonomamente e que defenda as suas ideias e os votos no seu partido. A democracia sem partidos e com movimentos abrangentes e de cidadãos todos eles muito fantásticos, sérios e apartidários, é uma falácia que só quem não quer não entende. E talvez os portuenses o possam dizer nas urnas.

05 maio 2017

Do problema das retenções

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Não, não é da retenção de IRS, mas sim de fluidos. Ao contrário do que aprendi no curso de Medicina, por certo já muito desactualizado, agora todas as pessoas, mais as mulheres, claro, fazem retenção de líquidos, mesmo que não tenham qualquer tipo de insuficiência cardio-vascular, qualquer estado de mal absorção e/ ou hipoproteinémia, qualquer tipo de insuficiência renal.


 


A retenção de fluidos, conforme tenho aprendido nos últimos tempos, é qualquer coisa também ela muito fluida que nos faz aumentar de peso e que passa com a ingestão obsessiva de drenantes, outra palavra que começou a fazer parte do meu léxico. Portanto temos chás drenantes e líquidos drenantes, tudo para reter a retenção de fluidos, sejam eles quais forem. Também é preciso beber litradas de água que, paradoxalmente, acelera a drenagem dos ditos.


 


Para além das várias intolerâncias da humanidade, onde se destacam as recentíssimas intolerâncias ao glúten e à lactose, temos agora que ingerir chás de hibisco, alcachofra, gengibre e dente-de-leão, sumos detox com estranhas misturas de ervas e frutos, banir para todo o sempre o açúcar, deliciando-nos com doces que não têm doce, sobremesas sem açúcar e comendo muita gelatina, daquela dietética, queijo magro, manteiga que não é manteiga, pão das mais diversas farinhas, nomeadamente de farelo (lembro-me sempre que o meu avô compunha a comida dos porcos com farelo), com excepção absoluta do trigo, esquecer a existência da batata (a não ser que seja batata-doce, o novo milagre que cura todos os males do corpo), da massa e do arroz.


 


Portanto, para além de todas as culpas ancestrais que carregamos, as culpas da educação judaico-cristã, as culpas do escasso tempo livre que temos para a família e os amigos, soma-se agora a culpa de comer, porque não sabemos e porque estamos viciados em açúcar. Substituímos o silício pelos complicados e restritos menus a que nos obrigamos, tudo para acabar com a retenção de gordura, de açúcar e, principalmente, dos tais famigerados líquidos que teimam em acumular-se nos nossos martirizados organismos, mesmo depois de uma extremamente saudável sopa de couve-flor com orégãos e de uma saciante beringela gratinada com cogumelos.

03 maio 2017

Das declarações de princípios

Não sei se o facto de Mélenchon não apelar ao voto em Macron tem ou não influência nas pessoas que votaram nele na 1ª volta das presidenciais francesas. Também não sei se, caso ele apelasse ao voto em Macron, houvesse alguma diferença na votação dos seus eleitores.


 


Mas isso não me impede de considerar um erro histórico o facto de Mélenchon não fazer tudo o que é possível para derrotar Marine Le Pen, para que a expressão eleitoral dela seja a menor possível, para mobilizar todos os eleitores a votar na 2ª volta das presidenciais. E isso só se consegue votando em Macron.


 


É uma questão de princípios e de prioridades, da essência da escolha. Acho um tremendo erro. E espero sinceramente que o seu calculismo político não o venha fazer arrepender-se desta posição.

30 abril 2017

It seemed the better way

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It seemed the better way


When first I heard him speak


But now it’s much too late


To turn the other cheek


 


It sounded like the truth


It seemed the better way


You’d have to be a fool


To choose the meek today


 


I wonder what it was


I wonder what it meant


He seemed to touch on love


But then he touch on death


 


Better hold my tongue


Better learn my place


Lift my glass of blood


Try to say the Grace


 


25 abril 2017

Dos que morreram pelos cravos

Guerra colonial: 1961 - 1974 (13 anos)



  • cerca de 10% da população portuguesa e mais de 90% dos mancebos foi envolvida na guerra;

  • terão morrido 8.831 militares portugueses, 4.027 em combate

  • embora de difícil contabilização, mais de 140 mil portugueses terão sido afectados psicologicamente


 


Mãe, a guerra


O capitão que quase enganou a tristeza


 



Manuel Alegre & Adriano Correia de Oliveira


 


 


Já lá vai Pedro Soldado


Num barco da nossa armada


E leva um nome bordado


Num saco cheio de nada


Triste vai Pedro Soldado


 


Branda rola não faz ninho


Nas agulhas do pinheiro


Não é Pedro Marinheiro


Nem no mar é seu caminho


 


Nem anda a branca gaivota


Pescando peixes em terra


Nem é de Pedro essa rota


Dos barcos que vão à guerra


 


Onde não anda ceifando


Já o campo se faz verde


E em cada hora se perde


Cada hora que demora


Pedro no mar navegando


 


Não é Pedro pescador


Nem no mar vindimador


Nem soldado vindimando


Verde vinha vindimada


Triste vai Pedro Soldado


 


Já lá vai Pedro Soldado


Num barco da nossa armada


Deixa um nome bordado


E era Pedro Soldado


 


Branda rola não faz ninho


Nas agulhas do pinheiro


Não é Pedro Marinheiro


Nem no mar é seu caminho


 


Deixa um nome bordado


E era Pedro Soldado


E era Pedro Soldado

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...