25 abril 2017

Da vermelhidão dos cravos

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Adres


 


 


Consternada dei-me conta de que não tenho nenhuma peça de roupa, lenço de pescoço ou sapatos de cor vermelha.


 


Não faz mal. O meu amor pela liberdade e pela democracia fazem-me a alma tão vermelha quanto a mais vermelha paixão, o mais vermelho sangue, os mais vermelhos cravos.

23 abril 2017

Dos prováveis impossíveis

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Depois do referendo inglês em que o BREMAIN estava seguro e as eleições americanas com a vitória certa de Hillary Clinton, esperemos que não venham as presidenciais francesas com a óbvia derrota à segunda volta de Marine Le Pen.


 


Nada é previsível com uma percentagem de indecisos e de abstenções tão grande. Mas ao contrário das outras duas situações, desta vez tenho uma terrível premonição.


 


O que vale é que eu nunca acerto! Tal como o princípio da anti-bússola, que cá em casa me atribuem descaradamente, pode ser que tenha também o princípio da anti-adivinhação eleitoral! Neste caso dava algum jeito!

22 abril 2017

Manhã

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Jason deCaires Taylor


 


Resta-me gostar


não sei bem se da vida se das pessoas que contém


não sei bem se de ti se da vida que nos tem.


Resta-me tocar


a noite com a certeza de acordar


nem que seja no outro lado da vida


com que renovo os dias por te amar.

21 abril 2017

Das cautelosas cautelas do PCP

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O PCP só tem certezas quando se trata dos desmandos dos EUA, dos seus aliados capitalistas e opressores do povo trabalhador. Quanto à Rússia e aos seus amigos e protegidos, tudo são dúvidas existenciais e cautelas adicionais.


 


Será que há uma perseguição contra os LGBT na Chechénia? Será que estão a colocar pessoas em campos de concentração devido à sua orientação sexual? Será que a Coreia do Norte é uma democracia? Será que o regime Sírio tem armas químicas e as pode usar contra o seu povo? Será?

20 abril 2017

Da manipulação participativa

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Vivemos tempos perigosos, se calhar como sempre, mas quanto mais dentro deles estamos mais perigosos os sentimos. O que mais mudou, pelo menos para mim, é a credibilidade das notícias que circulam pelos media, multiplicados e amplificados pelas redes sociais. Nunca se sabe o que é verdade, o que foi truncado, o que foi escondido, o que foi manipulado.


 


Por isso mesmo a cautela deve ser cada vez maior, quando pretendemos formar uma opinião e partilhar as nossas conclusões, pois os factos são cada vez mais alternativos. Tenho assistido estupefacta à divulgação e partilha de artigos, excertos de reportagens, declarações inflamadas sobre o ataque com armas sírias a 4 de Abril, correspondentes a 2013, 2014 e 2016, mas nunca a este ataque específico. Aliás a única notícia do Conselho de Segurança das Nações Unidas que encontrei em relação ao assunto, realça a impossibilidade de ter sido aprovada uma resolução que condenava o ataque e pedia ao governo sírio que cooperasse numa investigação ao incidente, pelo veto da Rússia (e da Bolívia), que foi consentânea com a do PCP em Portugal, ao recusar-se a votar favoravelmente a condenação parlamentar desse crime de guerra, redireccionando as suas críticas aos EUA por terem retaliado de imediato.


 


É tal a cegueira que muitos não se dão sequer ao trabalho de ler os artigos que linkam, pois se o fizessem aperceber-se-iam de imediato do logro. Há de tudo: repórteres a falarem de um ataque químico de 2013, excertos de um relatório das Nações Unidas, de 2013, sobre o facto dos "Rebeldes" terem acesso armas químicas, documentários de uma televisão de extrema direita sobre os sírio, enfim, um manancial de desinformação que conta com a activa participação da nossa negligência.


 


Não sei quem perpretou o ataque com armas químicas. Fosse quem fosse que o fez, é um crime e deve ser unanimemente condenado. Quanto à Administração Trump, ela é uma ameaça à estabilidade e à paz mundial, antes e depois do ataque à Síria.

19 abril 2017

18 abril 2017

O verdadeiro problema...

... não é a existência de um referendo ou de referendos em democracias, mas sim a inexistência da democracia onde se fazem referendos, como parece ser o caso do votado na Turquia, há 2 dias.


 


Os referendos são instrumentos de democracia directa utilizados em casos específicos, regulados pela lei dos países democráticos. O resultado desses referendos, por muito que nos penalizem, devem ser respeitados, como é o caso do referendo relativo ao BREXIT. Percebe-se agora que os defensores do BREXIT não faziam a mínima ideia do que fariam caso o ganhassem, que não antecipavam, mas o resultado não pode ser escamoteado - a maioria dos cidadãos do Reino Unido quer sair da União Europeia.


 


O mesmo não se pode afirmar confiadamente sobre o referendo turco que pedia autorização para o reforço dos poderes de Erdogan. A Turquia não é uma democracia - perseguições políticas a intelectuais, professores, juízes, queima de livros, censura, prisões, manipulação da informação antes e durante o período de propaganda. Não é o resultado do referendo (que não é fidedigno) que reduz ou pode terminar a democracia quando ela já não existia.

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...