07 setembro 2015

A pouco recomendável coligação retrógrada

legislativas 2015.JPG


 


A marcação de jogos de futebol no dia das eleições é pouco recomendável.


 


Tudo tem sido muito pouco recomendável, de há 4 anos a esta parte - a actuação do governo, a irrevogabilidade de Portas, o colossal ministro das Finanças, a revolta do pastel de Belém, o nosso inexcedível Professor de Economia que ocupa o mais alto cargo da Nação, os jornalistas que se trocaram por mexeriqueiros incompetentes, a imparcialidade dos comentadores, a miséria medíocre e mesquinha das nossas elites, os jornais, a deseducação do Ministro Crato, o assistencialismo caritativo, a venda a patacos do Estado e dos serviços públicos.


 


Estamos todos a recomendar-nos outro País, outra capacidade de confiar, outra esperança no futuro. Precisamos de nos recomendar mais resistência, mais e maior força para chegar a 4 de Outubro. Desistir não é opção.


 


Para que possamos derrotar estes representantes pouco recomendáveis, que transformaram o nosso mundo num lugar pouco recomendável e nos recomendam que continuemos e que gostemos.


 


Não vale a pena compararmos António Costa a António José Seguro, como não vale a pena compararmos António Costa a Passos Coelho ou a Paulo Portas - não têm comparação possível.


 


Recomendemo-nos combater esta direita que nos encomenda as almas ao purgatório ressuscitada em 2011 ao ganhar as eleições. Não nos deixemos desanimar pela campanha de desinformação que nos enterra. A 4 de Outubro vamos votar e voltar a acreditar que há uma alternativa à pobreza, à descrença, à modorra assassina dos retrógrados.

06 setembro 2015

Triste, preocupante e deprimente.

Estou, neste momento, a assistir ao jornal da SIC: começou com Paulo Portas, continua com Sócrates e Marques Mendes, volta a Sócrates e ao seu aniversário (já passaram as imagens dos abutres em cima de Mário Soares), com longa reportagem sobre os vários visitantes - passaram 12 minutos do telejornal. Logo a seguir passa para Marcelo Rebelo de Sousa de boina, na Festa do Avante, com algumas declarações de Jerónimo de Sousa - passaram 16 minutos. Vamos agora ouvir Pedro Passos Coelho numa entrevista à CMTV - passaram 18 minutos. Clara de Sousa publicita o debate entre Pedro Passos Coelho e António Costa. Estou agora a ouvir que há muito mais gente a entrar este ano no Ensino Superior - a mensagem está dada - tudo a melhorar - passaram 21 minutos. E lá vamos nós ao Papa e aos refugiados.


 


Nem António Costa nem o PS têm lugar nos telejornais.


 


Nas próximas eleições legislativas está em causa a governação destes últimos 4 anos, a cargo da coligação PSD/ CDS. Foi durante estes últimos 4 anos que Portugal regrediu em matéria de desigualdades sociais, aumento do número de pobres, redução de todos os apoios sociais aos mais desfavorecidos e vulneráveis, aumento dos impostos, redução do valor do trabalho, aumento do desemprego, aumento da imigração de quadros qualificados, destruição dos serviços públicos, privatizações selvagens, etc.


 


Mas nada disso interessa discutir. É triste, preocupante e deprimente.

O esconso lugar da Democracia

A democracia deixou de ser uma prioridade. É avassalador o silêncio que se ouve nos vários meios de informação tradicionais, que ainda são aqueles a que mais gente tem acesso e acede, sobre os desenvolvimentos da campanha eleitoral e sobre os indispensáveis debates que deveriam incidir nas escolhas que se nos vão colocar a 4 de Outubro.


 


Todos os comentadores são unânimes em opinar que a alteração da medida de coacção de José Sócrates prejudica António Costa e o PS. E afirmam com ar sério e vozes de crítica que deveríamos estar a discutir as opções governativas e não José Sócrates, gastando horas sem fim a falar dele e a discutir a a sua desimportante importância.


 


Arrasta-se penosamente esta pré campanha e arrastar-se-á a campanha, com a PAF a aparecer hegemonicamente debitando as manipulações que lhe interessam e a apagar do espaço tudo o que minimamente se assemelhar à realidade.


 


Resta apenas a esperança de que, tal como aconteceu no PREC de 1975, os cidadãos façam a leitura desta lavagem cerebral e tal como a fizeram aquando das primeiras eleições legislativas.

02 setembro 2015

Tudo como dantes

debate be pcp.jpg


Ouvi hoje alguns excertos da entrevista de ontem com os líderes do BE e do PCP. Aquilo que ouvi é coerente com a atitude destes dois partidos - os tais que se dizem de esquerda - para com o PS, eleito como já é hábito, no seu verdadeiro adversário político, afirmando que o PS tem votado sempre ao lado do PSD e do CDS:


 


(...) a vida tem demonstrado que o PS, em minoria ou em maioria absoluta, sempre, mas sempre, ao longo destes 39 anos, fez uma opção - a política de direita - e a verdade é que os portugueses têm prova de facto, incluindo neste programa eleitoral (...)[do PS]" - Jerónimo de Sousa.


 


Claro que o facto de terem sido estes dois partidos a votarem ao lado da direita para derrubar o governo do PS, o que levou à queda do mesmo e à tomada do poder pela coligação PSD/ CDS é uma cruel ironia e uma triste e recorrente realidade.


 


Quanto à hipótese de haver coligações para viabilizar um governo de esquerda, é apenas mais uma hipocrisia de quem ainda não conseguiu aceitar a democracia que o 25 de Abril de 1974 inaugurou e que o 25 de Novembro de 1975 reatou.

01 setembro 2015

Blackout a apagão informativo

Como apenas ouvimos e lemos notícias sobre os partidos do governo, como se os outros não existissem, num apagão político e mediático que pretende dar vantagem à direita nas próximas eleições legislativas, vale a pena ir divulgando, pelos meios alternativos, à campanha e às propostas do PS.


 


É excelente esta iniciativa do PS e excelente a prestação de António Costa. Vale a pena ouvir e partilhar.


 


Não podemos desistir. Façamos blackout ao apagão a que nos condenam.


 


Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...