A nova estratégia mediática da direita é tentar convencer os incautos que votar no PS ou no PSD/CDS é a mesma coisa. O Expresso de hoje mostra bem como a informação pode ser manipulada:
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
A nova estratégia mediática da direita é tentar convencer os incautos que votar no PS ou no PSD/CDS é a mesma coisa. O Expresso de hoje mostra bem como a informação pode ser manipulada:
Mário Soares, Manuel Alegre e a Associação 25 de Abril prestaram um mau serviço à credibilização do Parlamento como Casa da Democracia ao recusarem-se a estar presentes na cerimónia solene de hoje.
Independentemente do que possamos pensar deste governo e deste Presidente, eles foram o resultado do voto livre e universal, resultado da vivência democrática que hoje comemoramos. É com grande tristeza que os vejo, mais uma vez, confundir luta partidária com liberdade e democracia.
(Na continuação da conversa):
- Então onde almoçaram?
- Fomos ao Porcão*
- O Porcão está aberto? Mas isso é muito fascista, estar aberto no 25 de Abril...
- ... está a dar de comer aos revolucionários... (isto não disse, mas pensei)
(* nome revolucionariamente terno com que se trata a cantina cá de casa)
Ao deparar-me com um dos comensais cá de casa, ainda agora:
- Então?! Não foi à manifestação do 25 de Abril?!?!
- Não. Tenho que trabalhar...
- Mas isso é de direita reaccionária e fascista...
- ... nos dias que correm trabalhar é revolucionário!
Desde que foi apresentado o estudo Uma década para Portugal que recomeçou a discussão política. Finalmente!
Há propostas, há alternativas, há ideias. Vamos lê-las, ouvi-las, discuti-las, compará-las com a velha ordem exausta e depauperada, vamos reacender a esperança.
O Parlamento foi bem o cenário do arrepio que alastra por esta maioria que nos governa. A nova Troika tem os dias contados. Resta ao PS tudo fazer por uma maioria absoluta de forma a poder concretizar um programa credível em que nos possamos rever e aglutinar.
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...