19 junho 2014

João e Maria

É difícil escolher uma canção, de tantas e tão maravilhosas com que Chico Buarque nos tem presenciado.


 


Muitos e muitos parabéns para um dos grandes autores de música brasileira. Fica uma.


 






Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês


 


Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país


 


Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido


 


Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?


40 anos de Abril na Saúde


 


 

16 junho 2014

Menos ais


 


Nada de queixas nem desculpas. Toaca a jogar como deve ser contra os Yankees.


 


Ainda há muita bola, convém que haja também pernas, vontade e brio.


 


Tudo e todos a torcer!

Das campanhas negras

 



 


Regressaram as notícias das corrupções de Sócrates. A direita tem receio de que alguma coisa comece a mexer, no PS.

15 junho 2014

Do desespero

Alberto Martins quer uma coligação com o PCP e o BE - a sério?


 


Com os mesmos partidos que consideram que o PS tem prosseguido, desde 1975, uma política de direita, de destruição do Estado Social e dos direitos dos trabalhadores?


 


Com os mesmos partidos que elegem o PS como um dos seus principais inimigos e que, sempre que consideram que isso serve os seus intentos particulares, se coligam com a direita para derrotar o PS, independentemente do que isso signifique para o Estado Social e os direitos dos trabalhadores?


 


Desespero, a quanto obrigas.

Da mediocridade reinante

É patética a figura de António José Seguro. Agarrado que nem uma lapa aos estatutos que impedem a disputa interna do seu lugar, arrasta-se penosamente, lançando veneno contra António Costa, esquecendo que vai estraçalhando o partido e o País. De uma coisa estamos certos - o PS com este líder está cada vez mais longe de uma vitória nas eleições legislativas.


 


António Costa tem resistido a responder no mesmo tom. Ainda bem. Que se demarque desta mediocridade imatura e infantil, desta péssima peça teatral em que ninguém acredita e em quem ninguém se revê.

Papa Francisco


 


Desconfiei sempre muito do que se dizia do Papa Francisco. De repente, logo após a sua eleição, o Papa Francisco era, praticamente, o novo Messias.


 


Assisti à entrevista que deu a Henrique Cymerman, com interesse crescente. É excelente e reveladora de alguém que se despoja do título mas entende a solenidade do mesmo e que dá a ideia de viver o que sente. Extraordinário o que diz sobre a globalização, a ideologia económica e social de hoje, as desigualdades, a nobreza da política, o anti-semitismo, o diálogo inter-religioso, as perseguições a cristãos. Não tem medo de ser politicamente incorrecto mas tem o cuidado de não ofender nem dividir.


 


Muito, muito interessante. Vale a pena ouvir e meditar.


 


 


 

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...