05 maio 2013

Pudim de café

 



 


Bem sei que o dia da mãe foi hoje. Mas foi ontem que me apeteceu fazer o pudim de café. Hoje, após uma caminhada bem apressada de cerca de 50 minutos, com um intervalo para uma rosa vermelha com a qual presenteei a minha mãe, vários cafés e copos de água, tivemos a brilhante ideia, e muitíssimo original, de ir almoçar para a beira rio. Quando lá chegámos, para além das filas de carro para parquear, da infrutífera procura de uma esplanada que não estivesse vazia, mas com todas as mesas reservadas, acabámos por abancar dentro do restaurante. O serviço foi mau e demorado, a comida veio fria, as doses eram milimétricas o que, para mim, até é uma vantagem, e os preços não estavam conforme a crise.


 


Enfim, voltemos ao pudim de café. Esta é uma receita precisamente dada pela minha mãe, que a aprendeu da sua, minha avó.


 


Ingredientes:


O mesmo volume de - ovos inteiros, leite e açúcar. Esta base serve para tudo. Eu usei 6 ovos que correspondem a cerca de 300ml de leite, aos quais juntei 2 saquetas de café solúvel, e 300g de açúcar, embora eu só tenha usado 270g (mas penso que com 250g também ficará maravilhoso).


 


Preparação:


A primeira coisa a fazer é caramelizar a forma do pudim: colocam-se 3 a 4 colheres de sopa de açúcar e a mesma quantidade de água dentro da forma, ao lume. Quando o açúcar começar a ficar amarelo retira-se a forma e, com uma colher de pau, barra-se por dentro com o caramelo. Tem que ser depressa porque começa a solidificar.


A seguir liga-se o forno.


Mistura-se o leite com o café e aquece-se. Entretanto juntam-se os ovos ao açúcar e mexe-se bem, com uma colher de pau. Incorpora-se o leite quente, com cuidado para não cozer os ovos. Depois de bem homogéneo, deita-se o preparado na forma. Coloca-se a forma com o pudim dentro de um pirex com água, até cobrir metade da forma, e leva-se a cozer no forno (médio) cerca de 40 minutos. Está pronto quando o palito que se espetar sair seco.


 


Deixa-se arrefecer e desenforma-se.


 


Ficou muito bom.


 

Já faltou mais

 



Daqui


timeanddate.com


 

À Presidência (2)

 



António Costa


 

Da indispensabilidade da demissão do governo

 


Não tenho esperança na actual liderança do PS, nem nas dos outros partidos (PCP e BE). Não há sinais de uma alternativa credível protagonizada pela oposição em contraponto ao que temos. Mas de uma coisa estou cada vez mais convencida - este governo tem de acabar. Para isso terá que ser o CDS a romper a coligação, pois o Presidente já demonstrou que não demitiria o governo. Em democracia há sempre alternativas.


 


Espero bem que haja pessoas, no meio dos responsáveis partidários, com um mínimo de responsabilidade, que estejam a participar em conversações longe dos holofotes dos media, sem necessidade de cartas e email, telefonemas ou outras vacuidades para enganar o país, que cheguem a um mínimo de consenso em relação aos mais graves problemas que enfrentamos:



  1. A política de Portugal em relação à União Europeia e restantes credores.

  2. A política em relação ao combate ao desemprego.

  3. A política em relação às funções do Estado - segurança, defesa, soberania, justiça, educação e saúde.

  4. A política em relação à sustentabilidade do estado social.


É urgente que a sensatez tome conta dos eleitos e dos partidos políticos. Já todos percebemos e comprovámos a falácia e o perigo do governo dos técnicos iluminados. As opções são políticas e têm a ver com aquilo que consideramos ser o contrato que o Estado tem com os seus cidadãos - direitos e deveres, de parte a parte. Não é concebível continuarmos a ter um governo que não defenda os superiores interesses do País. Não é concebível termos um governo que, do alto dos seus conhecimentos técnicos, se é que os tem, se desligue totalmente da realidade e não se saiba adaptar às alterações dos contextos e dos desafios que enfrenta.


 


Paulo Portas perderá mais uma oportunidade de acabar com esta loucura. Sou totalmente a favor do cumprimento dos mandatos - foi assim com José Sócrates, tem sido assim com Passos Coelho. Não me revejo neste PS que será o partido que poderá liderar uma alternativa. Mas enquanto este governo continuar, todos os dias serão mais difíceis, masi deprimentes e será mais funda a cova onde nos afundamos.


 

01 maio 2013

Singing Black Coffee

 



 The Soaked Lamb


 


A happy/unhappy life


its the only cause


of true unhapiness and blue finesse


 


Singing black coffee


for moaning breakfast


those blues that bakes the morning heartaches


 


My mourning blues


is a gray mood


of every colors and breakfast food


 


And for breakfast


a violin section closes my eyes


in your direction


 

Primeiro de Maio

 



Chico Buarque & Milton Nascimento

 


Hoje a cidade está parada


E ele apressa a caminhada


Pra acordar a namorada logo ali


E vai sorrindo, vai aflito


Pra mostrar, cheio de si


Que hoje ele é senhor das suas mãos


E das ferramentas


 


Quando a sirene não apita


Ela acorda mais bonita


Sua pele é sua chita, seu fustão


E, bem ou mal, é seu veludo


É o tafetá que Deus lhe deu


E é vendito o fruto do suor


Do trabalho que é só seu


 


Hoje eles hão de consagrar


O dia inteiro pra se amar tanto


Ele, o artesão


Faz dentro dela a sua oficina


E ela, a tecelã


Vai fiar nas malhar do seu ventre


O homem de amanhã


 


Maio maduro Maio


Zeca Afonso

 


Maio maduro Maio, quem te pintou


Quem te quebrou o encanto, nunca te amou


 


Raiava o sol já no Sul, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru


E uma falua vinha lá de Istambul


 


Sempre depois da sesta chamando as flores


Era o dia da festa Maio de amores


Era o dia de cantar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru


E uma falua andava ao longe a varar


 


Maio com meu amigo quem dera já


Sempre no mês do trigo se cantará


Qu'importa a fúria do mar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru


Que a voz não te esmoreça vamos lutar


 


Numa rua comprida El-rei pastor


Vende o soro da vida que mata a dor


Anda ver, Maio nasceu, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru


Que a voz não te esmoreça a turba rompeu


 


Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...