Nada como começar o dia com o Inspector Jaime Ramos, as insónias, minhas e dele, e a forma como as vencemos - eu a ler as suas aventuras, ele a cozinhar tortilha de chouriço e batatas salteadas, com uma nuvem de colorau. Também conversamos sobre ideias para o almoço, entre elas a novidade de um arroz de sardinhas.
O mais engraçado é que o café da manhã de domingo, hoje numa esplanada aquecida pelo sol que ilumina estes dias de luto, o Público tem precisamente uma entrada sobre a culinária de Jaime Ramos e sobre "O coleccionador de Erva". A ideia de se fazer um livro com as receitas de Jaime Ramos parece-me fantástica. Também Maigret nos brindou com uma colectânea de receitas, essas mais pesadas que as de Jaime Ramos. Cá em casa experimentámos a brandade de bacalhau e mouclade dos mexilhoeiros.
O arroz de sardinha terá que ficar para outro dia. Entretanto vou assar um coelho, que já está a marinar, com tempero de sal, louro, pimenta, alho, alecrim, tomilho, vinho e um golpe de vinagre. Ainda não sei bem como acompanhar o assado, mas estou a pensar em algo do tipo migas de couve. Logo se verá, conforme a inspiração do momento.