Ninguém pode acreditar que o governo não tinha preparado a previsível opinião do Tribunal Constitucional. Mesmo que esperasse o melhor, tinha que ter estudado o pior cenário. Colocar a hipótese de que não havia noção deste desfecho, é passar um atestado de ainda maior incompetência a este Primeiro-ministro, a esta maioria governamental.
É claro que a estratégia é culpar tudo e todos do que se está a passar. O que está errado é a existência de um Tribunal Constitucional, de uma Constituição, de um povo português e de um povo europeu que não se comportam como Vítor Gaspar observa nos modelos que projecta. Ou seja, o governo não se demite e tenta fazer crer que a seguir virá o dilúvio.
É deste tipo de irresponsabilidade e de cegueira que não precisamos. António José Seguro espreita a sua oportunidade. Estamos rodeados de políticos que não se apercebem do todo, só vêm a sua pequena parte. Se houver eleições agora, a abstenção é capaz de vencer, quase com maioria absoluta.
Sem comentários:
Enviar um comentário