07 julho 2012

Conhecimento imaginário

 



 


Gostava de conhecer Pedro Tamen. Gostava de conhecer o seu silencioso estar, fora das televisões, dos blogues, dos facebooks, fora da incrível tentação de dizer coisas, muitas e importantes coisas, tão interessantes, literárias, mundanas e triviais, aquelas coisas que todos estamos sempre com tanta vontade de dizer.


 


Gostava de conhecer Pedro Tamen. Ou se calhar não. Gosto só da ideia, da imagem que tenho dele, por não ter nenhuma, a não ser da poesia que escreve e de que eu gosto tanto.


 


 


17.


No clandestino recanto


com que sentado labuto


os pespontos do meu canto,


 


neste perdido reduto


em que as mãos amadurecem


a peça que fugirá


das mãos dos que não merecem


para andar ao deus-dará


num universo de espanto


 


em que o amor vai curtido,


calado, surdo, tingido


de uma cor que é o sentido


da salvação que acalanto


 


- aqui me caio e levanto.

Um dia como os outros (113)

 



(...) Não há duas interpretações possíveis para estas palavras, apenas esta: o indivíduo que é pago pelo Estado para exercer o cargo de Presidente da República está a invocar um acordo de empréstimo com entidades estrangeiras em ordem a justificar a sua demissão voluntária para respeitar e fazer respeitar a Constituição. Ainda por cima, o indivíduo, e quem o apoia, tudo fez para que Portugal fosse obrigado a recorrer a esse empréstimo, e nas piores condições negociais. Era o três em um: queda de Sócrates, subida da direita ao poder e licença ao abrigo da Troika para uma experiência de reengenharia social nascida da mais irresponsável ignorância. (...)


 


Valupi


 

Iogurtes magros, cá por casa

 



 


Iogurte natural, magro 



  • 1l leite magro (do dia)

  • 2 colheres sopa leite em pó, magro

  • 200g de iogurte natural, magro 


Misturar o iogurte, o leite e o leite em pó e deitar nos copinhos da iogurteira. Deixar ligada durante 12h. Consumir depois de 3h no frigorífico.


 


Iogurte de chocolate, magro 



  • 40g chocolate culinária negro

  • 1l leite magro (do dia)

  • 2 colheres sopa leite em pó magro

  • 200g de iogurte natural, magro 


Derreter o chocolate partido aos bocadinhos no leite e deixar ferver. Depois de arrefecer misturar o iogurte e o leite em pó e deitar nos copinhos da iogurteira. Deixar ligada durante 10h. Consumir depois de 3h no frigorífico.


 


Iogurte de baunilha, magro 



  • 2 vagens de baunilha

  • 1l leite magro (do dia)

  • 2 colheres sopa leite em pó, magro

  • 200g de iogurte natural, magro 


Abrir as vagens de baunilha e raspar o conteúdo para dentro de um fervedor. Juntar o leite e deixar ferver durante 10 minutos. Depois de arrefecer, misturar o iogurte e o leite em pó e deitar nos copinhos da iogurteira. Deixar ligada durante 12h. Consumir depois de 3h no frigorífico. 


 


Iogurte de coco, magro 



  • 50g de coco ralado

  • 1l leite magro (do dia)

  • 2 colheres sopa leite em pó, magro

  • 200 g de iogurte natural, magro 


Juntar o leite ao coco ralado e deixar ferver durante 10 minutos. Depois de arrefecer, misturar o iogurte e o leite em pó e deitar nos copinhos da iogurteira. Deixar ligada durante 10h. Consumir depois de 3h no frigorífico.


 


Iogurte de banana, magro 



  • 1 banana madura

  • 1l leite magro (do dia)

  • 2 colheres sopa leite em pó, magro

  • 200g de iogurte natural, magro 


Fazer um batido com a banana e o leite. Misturar o iogurte e o leite em pó e deitar nos copinhos da iogurteira. Deixar ligada durante 10h. Consumir depois de 3h no frigorífico.


 


Iogurte de cacau, magro 



  • 50g cacau em pó, magro 

  • 1l leite magro (do dia)

  • 2 colheres sopa leite em pó magro

  • 200g de iogurte natural, magro 


Ferver o pó de cacau com o leite e, depois de arrefecer, misturar o iogurte e o leite em pó. Deitar nos copinhos da iogurteira que se deixa ligada durante 12h. Consumir depois de 3h no frigorífico.


 


Nota: Quem quiser pode substituir a palavra magro por gordo ou meio-gordo, aumentar a quantidade de chocolate e cacau, ou juntar açúcar (ao gosto de cada um, habitualmente 50g/1l leite).

Um dia como os outros (112)

 



(...) Tem Miguel Relvas toda a razão: todo o cidadão tem direito ao bom nome. Até ele, que o negou a outros. Curioso que só se dê disso conta quando é à sua porta que as acusações e insinuações batem, depois de tudo ter feito, como tantos "notáveis" do seu partido, de Santana a Ferreira Leite, de Marques Mendes a Menezes, de Pacheco Pereira a Passos, para que a doença do ad hominismo infetasse o combate político, banalizando as considerações sobre "o carácter", o percurso académico e até a família dos adversários. (...)


 


Fernanda Câncio

A falácia dos subsídios

 


É bom não esquecer que os 13º e 14º meses não são prendas de bom comportamento nem mordomias dos funcionários públicos. São cerca de 14% da remuneração anual, que é paga em 14 prestações. Por isso, o corte destes pagamentos corresponde a um corte de 14% dos ordenados.


 


Ou seja, um corte de 7% do ordenado a todos os trabalhadores, corresponde a metade do que foi cortado aos funcionários públicos, não contando, evidentemente, com os 10% que já lhes tinham sido subtraídos


 


Não estou a defender que se cortem ordenados a todos os trabalhadores. Mas se a necessidade que levou à redução correspondente a 14% dos ordenados dos funcionários públicos é assim tão premente, ela deve ser dividida por todos. Os resultados, no entanto, estão à vista de todos.


 


Porque é que o governo não aproveita a oportunidade e não passa a pagar em 12 prestações, acabando definitivamente com a semântica dos subsídios, que é uma falácia completa? E, já agora, porque é que não aproveita para repôr o que retirou, visto que a situação só piorou?

06 julho 2012

Estado de direito

 


A decisão do Tribunal Constitucional (TC) foi, como disse Guilherme de Oliveira Martins, a prova de que o Estado de Direito funciona, mesmo que disso tenhamos dúvidas todos os dias, muitas delas bem fundadas. Percebo o facto dos Juízes terem tornado o ano corrente numa excepção, embora considere que foi uma opção política. Se é uma medida inconstitucional o Estado deveria ressarcir os cidadãos do que já lhes foi retirado. Desta forma o TC dá uma folga ao governo que, inclusivamente, pode ser usada para estender esse imposto ao sector privado.


 


No entanto, penso que o governo não tem condições políticas para se atrever a retirar o subsídio aos restantes trabalhadores. Neste momento, a paciência esgotou-se e não haverá vozes internas que sustentem mais austeridade, por muito que a vontade expressa de Passos Coelho e Vítor Gaspar seja de cumprir o défice a todo o custo. Já todos perceberam que não há margem para mais medidas recessivas e o que, provavelmente, acontecerá, é um imposto que seja distribuído por todos, substituindo o corte dos dois subsídios ao funcionalismo público.


 


Para além disso, deva dizer-se que esta decisão assina mais uma derrota de Cavaco Silva, com a demonstração da sua arrogante inutilidade, mais uma derrota do governo, pela incompetência e cegueira patentes, e mais uma derrota de António José Seguro, pela vacuidade da oposição que pratica.

05 julho 2012

A vez dos privados

 


A decisão de inconstitucionalidade em relação ao corte dos subsídios de férias e de Natal aos funcionários públicos, por violação do princípio da igualdade, deu a desculpa perfeita para a extensão do mesmo corte aos trabalhadores e pensionistas do sector privado.


 


Via Aspirina B.


 


Nota 1: Parafraseando a Shyznogud: (...) E uma vénia aos deputados do Bloco, do PCP e do PS (estes contrariando a sua direção de bancada) que fizeram o que Cavaco não fez.


 


Nota 2: Corrigindo a mesma, como ela própria: (...) E uma vénia aos deputados do Bloco e do PS (estes contrariando a sua direção de bancada) que fizeram o que Cavaco não fez.

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...