12 julho 2011

Para combater a crise (2)

 



 



 



Classificação etária M/12


 


Informações e reservas:


Tel: 21 868 92 45


Abertura da bilheteira 1h antes do espectáculo


 


Reservas antecipadas através do Tlf 218689245 / 918046631 ou
e-mail geral@teatromeridional.net


 


Rua do Açucar, 64 
Beco da Mitra - Poço do Bispo  
1950-009 Lisboa-Portugal


Autocarros: 28, 210, 718


 


 


Nas sociedades contemporâneas proliferam os Especialistas. Eles trabalham arduamente no sentido de clarificarem as causas dos acontecimentos nas suas áreas de competência, fechando-as em linguagens, técnicas, números, estatísticas e experiências por eles dominadas e referidas, fazendo-nos crer que só têm acesso a esse conhecimento os seus pares, que vivem e dominam essa mesma área de intervenção.


 


A preparação de Comunicações Especializadas sobre Sustentabilidade Ambiental, será o pretexto para se falar deste mecanismo das sociedades actuais e da importância conferida ao estatuto do Especialista, estatuto esse que tantas vezes possibilita a defesa de pontos de vista nem sempre claros e éticos, o que torna o exercício da democracia num fenómeno muito parecido com a ordem das ditaduras.


 


Brincar seriamente com as certezas e com a relatividade do conhecimento foi a proposta de partida deste espectáculo que quer divertir, mas sobretudo reflectir e a provocar-nos enquanto cidadãos, a não nos demitirmos de construir pontos de vista, implicando-nos a pensar o mundo nas suas certezas e paradigmas.


 


Ficha Artística 


Criação Teatro Meridional Encenação Miguel Seabra Dramaturgia Natália Luíza Assistência de encenação Susana Madeira Interpretação Emanuel Arada, Filipe Costa, Rui M. Silva Espaço Cénico e Figurinos Marta Carreiras Música Original e Sonoplastia Rui Rebelo Desenho de Luz Miguel Seabra Fotografia Susana Paiva


Assistência de Cenografia e Construção de Adereços Marco Fonseca Montagem Marco Fonseca e Nuno Figueira Operação Técnica Nuno Figueira Design Gráfico e Registo Vídeo Patrícia Poção Assessoria Jurídica Diogo Salema da Costa Produção Executiva Natália Alves Direcção de Produção Maria Folque
Direcção Artística do Teatro Meridional Miguel Seabra e Natália Luíza


11 julho 2011

Para combater a crise (1)

Já aqui referi o blogue Garfadas on line mais do que uma vez. Volto a fazê-lo pela excelência dos posts, de que este é apenas um exemplo, e para que estejam atentos a este convite:


 



 


 


 


A autora, Ana Marques Pereira, para além de um saber enciclopédico, documenta-se muito bem para tudo o que diz e escreve. Não percam.


 

09 julho 2011

J'ai deux amours


Madeleine Peyroux 

 


On dit qu'au delà des mers
Là-bas sous le ciel clair
Il existe une  cité
Au séjour enchanté
Et sous les grands arbres noirs
Chaque soir
Vers elle s'en va tout mon espoir

J'ai deux amours
Mon pays et Paris
Par eux toujours
Mon coeur est ravi
Ma savane est belle
Mais à quoi bon le nier
Ce qui m'ensorcelle
C'est Paris, c'est Paris tout entier

Le voir un jour
C'est mon rêve joli
J'ai deux amours
Mon pays et Paris

Ma savane est belle
Mais à quoi bon le nier
Ce qui m'ensorcelle
C'est Paris, c'est
Paris tout entier

Le voir un jour
C'est mon rêve joli
J'ai deux amours
Mon pays et Paris


 

O negócio da saúde

Fiquei a saber, através do Expresso (Economia, pág. 19), que o grupo HPP está a tentar acabar com a sua participação no Hospital de Cascais, o que pode acontecer vendendo o Hospital a um grupo privado ou integrando-o no SNS, para gestão pública.


 


Isto porque, segundo a mesma notícia, para além de não haver lucros com esta parceria, para o HPP, há mesmo prejuízos e, pelo que se deixa entender, avultados. A reboque fala-se também do Hospital de Braga, cuja parceria é com a José de Mello Saúde, que também estaria a ter dificuldades na gestão do projecto.


 


As razões apontadas pelo HPP são o contrato efectuado com o Estado que não estará a ser cumprido, e as altas remunerações dos quadros médicos que, para além do mais, teriam transitado todos do hospital antigo. A hipótese de má gestão não foi aflorada. Porque será? Não é possível que a gestão privada não resulte nalguns casos por haver maus gestores? Ou estes só são maus quando estão nos serviços públicos?


 


Pelos vistos o negócio da saúde, ao contrário do que afirma Isabel Vaz, pode não ser o melhor negócio do mundo, principalmente quando se é obrigado a prestar serviço público. Quando corre mal… o Estado fica com ele.

News of the World

 



 


encerramento do jornal tablóide britânico News of the World, em resposta ao escândalo sobre as escutas ilegais que jornalistas mantiveram a um alargado leque de pessoas, desde os pertencentes à Casa Real aos familiares de vítimas da guerra do Iraque, deverá fazer-nos a todos estremecer de espanto e horror, e pensar na ultrapassagem de limites de ética e de decência, para não dizer legais, a que as democracias estão a ser expostas.


´


Agências de rating a ditarem o futuro dos países, do euro, da União Europeia, acordos com organismos internacionais que impõem medidas de governação, sem que estes organismos tenham sido sujeitos a qualquer sufrágio pelos cidadãos, um jornalismo que se torna hegemónico e sem qualquer regulação, interna ou externa, pela falência dos organismos reguladores e pela falência da exigência dos leitores, começam a ser vistos como desvios da normalidade.


 


O poder económico, em todas as suas facetas, está a sobrepor-se ao poder político, de forma directa ou indirecta, pela manipulação da informação e daquilo que é importante divulgar para o espaço público. Este é, talvez, um dos maiores desafios à nossa sociedade moderna ocidentalizada – a manutenção da democracia e da liberdade de expressão, de escolha informada, da capacidade de regular os poderes não democráticos, de que este género de jornalismo é um exemplo, e que não deverá ser só em Inglaterra, nem apenas com o News of the World.


 


Parece-me muito significativo (e preocupante) que, com excepção dos jornais (Expresso, Público e outros), tanto quanto consegui aperceber-me, este assunto não tenha suscitado reflexões em blogues que têm a participação de vários jornalistas. Apenas o Jugular aflorou o assunto, em dois artigos, um de Fernanda Câncio e outro de Shyznogud.


 


Ler também António Granado (através de Shyznogud).


 

08 julho 2011

Presidente da República e Primeiro-ministro

 


Mais uma vez o Presidente Cavaco Silva é quem assume a política governamental, falando sobre o pagamento dos cuidados de saúde conforme os seus rendimentos. Considero estas intervenções absolutamente lamentáveis pelo que elas significam e por ser uma ingerência do presidente na esfera do executivo.


 

Debate europeu - precisa-se

A descida do rating da República pela Moody’s foi o gatilho para uma enorme quantidade de declarações, das mais desavergonhadas, de pessoas com responsabilidades públicas e políticas, desdizendo tudo o que tinham dito até hoje, com grande vantagem para Cavaco Silva.


 


A campanha mediática que foi movida durante a anterior legislatura, em que o Chefe de Estado tomou a dianteira, é uma evidência. E os jornalistas, tão rápidos na crítica e na amplificação de tudo o que na direita se aproveitava para achincalhar Sócrates e o governo, mantém uma atitude seráfica, de quem não se apercebe de nada, calando as discrepâncias entre as declarações anteriores e posteriores às eleições.


 


O mais grave é se o próprio PS começa também a desmarcar-se das políticas que apoiou, numa tentativa de negar o seu passado recente e o seu património. A desistência das políticas da renovação tecnológica, a aposta nas energias alternativas, na ciência, no TGV, as reformas na educação e no SNS (em banho-maria desde a saída de Correia de Campos) são bandeiras de que o PS não pode, e na minha opinião não deve, abdicar.


 


Não falo do PS por ser o PS, mas apenas porque foi e é o único representante da esquerda democrática em Portugal. Penso que é mais do que óbvio que o BE e o PCP não são alternativa, solução ou sequer ajuda para a necessária refundação da esquerda. Como penso que o PS não deve negar a avaliação do que correu mal, para que mude, refaça, renove.


 


Antes de 5 de Junho era, como agora é, urgente um debate aprofundado sobre esta União Europeia, sobre o papel de Portugal e dos pequenos países nesta Europa, debate tabu em Portugal e, mais grave ainda, nas instâncias europeias. O problema é político, de política europeia. E é de todos os países da Europa, não só dos periféricos, com a nós próprios nos classificamos.

  Erwin de Vris Aguardo. A música varre o tempo amena a brisa que consola. Aguardo a voz de quem se esconde a terra aprisionada ...