Orlando Zapata
Guillermo Fariñas
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
As sondagens que têm saído nos últimos dias, mesmo com valores percentuais diferentes, apontam, no entanto, para as mesmas conclusões:
Apenas com discussão política de alternativas e ideias para a governação haverá lugar à alternância no poder. A enorme responsabilidade dos partidos da oposição não parece acordar as consciências dos seus militantes e dirigentes. Porque a democracia constrói-se com debate a sério e que tem sido praticamente inexistente, por falta de comparência.
Tenho um enorme respeito por Teixeira dos Santos que também me merece confiança. Ao contrário de muitos que passam a sua vida a dizer como é que se deve fazer ele mostrou que sabe fazer.
Mas não é possível deixar em claro o desrespeito que mostrou ontem ao chamar boys aos Presidentes das Juntas de Freguesia. Mesmo que tenha razão ao não concordar com transferência de mais 5 milhões de euros para remunerações, não se pode confundir os representantes eleitos com os assentos dourados que todos os partidos no poder arranjam aos aos seus acompanhantes.
O Parlamento fez muito bem em pedir que Teixeira dos Santos se retratasse e o Ministro fez muito mal em não ter pedido desculpa.
Sondagem realizada pelo Centro de Estudos e Sondagens de Opinião da Universidade Católica Portuguesa
6 - 9/Março/2010
O Presidente da República foi ontem entrevistado por Judite de Sousa. Já outros se expressaram com pormenor sobre a entrevista.
Na verdade, nada de novo.
Claro que Judite de Sousa nunca se lembrou das quebras do segredo de justiça, não se lembrou do caso BPN nem de Dias Loureiro, e o episódio das escutas de Fernando Lima foram uma ligeira inconveniência a fazer ao Presidente.
Claro que o Presidente se referiu sempre a ele próprio de uma forma bastante presidencial.
Nada de novo, portanto.
A administração da TAP mostrou intenções de pedir estatuto de excepção para poder aumentar os salários, pois deveriam estar congelados como em toda a função pública e empresas públicas. Mas os pilotos acham que 1,8% é muito pouco e resolvem entrar em greve durante uma semana, precisamente na altura da Páscoa.
Há reivindicações que, sinceramente, estão para além da minha compreensão, comum mortal que sou.
Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...