02 novembro 2009

I am I

 


To John Middleton Murry

Mid-April (?), 1925, London





In the last 10 years — gradually, but deliberately — I have made myself into a machine. I have done it deliberately — in order to endure, in order not to feel — but it has killed V. In leaving the bank I hope to become less a machine — but yet I am frightened — because I don’t know what it will do to me — and to V — should I come alive again. I have deliberately killed my senses — I have deliberately died — in order to go on with the outward form of living — This I did in 1915. What will happen if I live again? “I am I” but with what feelings, with what results to others — Have I the right to be I — But the dilemma — to kill another person by being dead, or to kill them by being alive? Is it best to make oneself a machine, and kill them by not giving nourishment, or to be alive, and kill them by wanting something that one cannot get from that person? Does it happen that two persons’ lives are absolutely hostile? Is it true that sometimes one can only live by another’s dying? (...)


 



 


Cartas inéditas de T. S. Eliot


 


V (Vivienne Eliot) - mulher de T. S. Eliot


 


John Middleton Murry - escritor, crítico literário e marido da escritora Katherine Mansfield


 

O cerco

 



The Siege of a Castle

George Kruger Gray


 


Mário Nogueira desdobra-se em conselhos e declarações ao governo e à oposição, chegando ao desplante de avisar o governo que era melhor que este suspendesse a marcação dos calendários para o novo ciclo avaliativo.


 


Mário Nogueira desdobra-se em contactos e compromissos, chegando-se ao espantoso de se ouvir, no último expresso da meia-noite, o CDS, pela voz de Diogo Feio, dizer que o modelo de avaliação do desempenho deve basear-se na auto-avaliação e que deve ser feito apenas de 4 em 4 anos.


 


Ouvimos também a defesa, por parte de Mário Nogueira, Diogo Feio e Pedro Duarte, do fim da divisão artificial entre duas categorias de professores, acabando com o Estatuto da Carreira Docente.


 


Ouvimos Diogo Feio dizer que o governo, cujos secretários de estado ainda não tinham tomado posse e cujo programa ainda nem sequer tinha sido aprovado, deveria ter dado um importantíssimo sinal no importantíssimo dia 31 de Outubro, de que suspenderia a política de educação do último governo.


 


Talvez fosse conveniente ler a famosa proposta do CDS/PP, se é a que consegui encontrar na internet (penso ser a proposta elaborada para a Assembleia da República, que foi convenientemente chumbada pela ausências dos deputados do PSD) e compará-la com a lei em vigor que, já agora, convinha cumprir.


 


Ouvimos Mário Nogueira dizer que tinha sido uma boa notícia para os professores a substituição de Maria de Lurdes Rodrigues como ministra da Educação. Pois é pena que também não tivesse sido substituído o líder da FENPROF. Teria sido uma excelente notícia para os professores e para o país.


 


(Também aqui)

 

Histórias

 



Museu Casa das Histórias


 


Dalila Rodrigues é uma pessoa polémica e pouco consensual, o que não é necessariamente uma boa ou uma má característica.


 


Mas o que a mim me espanta é a falta de pedidos de esclarecimento, de indignação e de manifestações de apoio pela anunciada não recondução de Dalila Rodrigues como directora do museu Casa das Histórias.


 


Será que o facto de ter sido a Câmara de Cascais, cuja presidência é do PSD, a colocar reticências à sua recondução, ao contrário do que aconteceu com o Museu de Arte Antiga, em 2007, que foi protagonizado pela Ministra da Cultura, do PS, é apenas uma simples e peculiar coincidência?


 


Adenda: estou sempre a ser ultrapassada pelos acontecimentos.


 


(Também aqui)


 

01 novembro 2009

Um dia como os outros (2)

 


Um novo começo


 


(...) Mas não escamoteamos o facto de ser nossa primeira obrigação repor essa credibilidade ameaçada, conscientes que estamos da percepção pública de um excesso de peso ideológico no jornal. Acreditamos num jornalismo culto e responsável, que desafia o sensacionalismo e as agendas informativas cada vez mais estreitas. (…)




Os editoriais, a partir de hoje, deixarão de ser assinados. Os editoriais expressarão o pensamento desta direcção e deste jornal sobre o mundo que procuramos descrever, compreender e analisar página a página. Não queremos doutrinar nem vender receitas. Queremos interrogar o mundo. Daremos expressão a todos os pontos de vista, mas afirmaremos os nossos. (...)


 



Não serviremos governos, nem procuraremos certificados de bom comportamento. Prosseguiremos uma nova etapa do caminho, no respeito pelos valores que nos guiam desde o primeiro dia. (...)

 


(Também aqui)


 

Detalhes

 



Salvador Dali


Les Chants de Maldoror


 


Nas sombras que nos distinguem

no arrastar do tempo em que já não seremos

há sólidos murmúrios de cansaço

em que contamos os dias sem somar

pequenos detalhes de desgaste.


 

Sinfonia em Fá (1º andamento)

 



P. G. Avondano


Divino Sospiro


Capela da Bemposta


 

Danças de salão

 


A coreografia montada visando a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa como presidente do PSD é mais um passo atrás na resolução da substituição geracional que, tal como noutros partidos, é indispensável que se faça no PSD.


 


A rapidez e os apoios à candidatura de Marcelo Rebelo de Sousa, que surge mais uma vez como a única salvadora e credível, para o partido e para o país, são tanto mais estranhos quanto seria razoável o resguardar da figura do Professor para a Presidência da República, já que a recandidatura de Cavaco Silva é cada vez mais improvável.


 


O que levanta a questão de haver sectores no PSD que não verão com grande entusiasmo a hipótese de Marcelo Rebelo de Sousa ser Presidente da República. Estou convencida que o próprio Marcelo deve pensar que esta é a pior altura para tal dilema.


 


Assistiremos portanto a várias danças de salão, umas mais sofisticadas que outras, entre os vários actores na esfera do PSD, mais interessados na sua ambição e nas suas carreiras que na construção de uma oposição a sério e de uma alternativa de governação.


 


(também aqui)


 

Os pacotes

Sábado Há sempre uma forma mais ou menos enviesada de falar de coisas pouco simpáticas. Além disso, hoje em dia privilegiam-se epítetos mais...