02 novembro 2009

O cerco

 



The Siege of a Castle

George Kruger Gray


 


Mário Nogueira desdobra-se em conselhos e declarações ao governo e à oposição, chegando ao desplante de avisar o governo que era melhor que este suspendesse a marcação dos calendários para o novo ciclo avaliativo.


 


Mário Nogueira desdobra-se em contactos e compromissos, chegando-se ao espantoso de se ouvir, no último expresso da meia-noite, o CDS, pela voz de Diogo Feio, dizer que o modelo de avaliação do desempenho deve basear-se na auto-avaliação e que deve ser feito apenas de 4 em 4 anos.


 


Ouvimos também a defesa, por parte de Mário Nogueira, Diogo Feio e Pedro Duarte, do fim da divisão artificial entre duas categorias de professores, acabando com o Estatuto da Carreira Docente.


 


Ouvimos Diogo Feio dizer que o governo, cujos secretários de estado ainda não tinham tomado posse e cujo programa ainda nem sequer tinha sido aprovado, deveria ter dado um importantíssimo sinal no importantíssimo dia 31 de Outubro, de que suspenderia a política de educação do último governo.


 


Talvez fosse conveniente ler a famosa proposta do CDS/PP, se é a que consegui encontrar na internet (penso ser a proposta elaborada para a Assembleia da República, que foi convenientemente chumbada pela ausências dos deputados do PSD) e compará-la com a lei em vigor que, já agora, convinha cumprir.


 


Ouvimos Mário Nogueira dizer que tinha sido uma boa notícia para os professores a substituição de Maria de Lurdes Rodrigues como ministra da Educação. Pois é pena que também não tivesse sido substituído o líder da FENPROF. Teria sido uma excelente notícia para os professores e para o país.


 


(Também aqui)

 

2 comentários:

  1. Cara Sofia,
    Sempre que vejo a direita trauliteira e irresponsável em concubinato com os oportunistas da chamada esquerda, fico informado.
    Produz em mim o efeito dum pneu furado no meio de nenhures: Começo por dizer uns vernáculos que rapidamente esmorecem, para darem lugar a muita agonia. Confesso, tenho um estômago que já não é o que era!
    Apenas começou a caça ao voto, e 120 mil professores desmiolados mais as respectivas famílias constituem um naco muto apetecível a quem tenha por finalidade esvaziar de conteúdo uma regulamentação exigente mas, todavia, ao arrepio das corporações que alimentam essa esquerda dos irrespnsáveis. São irresponsáveis i) porque não atendem aos interesses básicos do País, e são irresponsáveis ii) quando levam a direita pela mão, de patamar em patamar, a caminho da destruíção da Escola Pública. Esse sim o único objectivo do PP.
    O resto é a imprensa que temos, às punhadas no peito, mas servindo e pastoreando a pior da ideologia da direita: A que deseja apropriar-se dos meios ao dispor da democracia para tirar da ignorância grande parte dos votantes dessa mesma direita. Parece complicado mas não é: Os pobres continuam a votar nos ricos e em quem os defende.
    E nada mais falso do que osprofessores se oporem à avaliação. Estão-se nas tintas para isso: O que de facto e unicamente os preocupa é o Estatuto da Carreira Docente: Qerem mais dinheiro do contribuinte. E o CDS está disposto a isso: por mais um punhado de votos. A Escola Pública é apenas um detalhe pouco significativo!
    MFerrer

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  2. Cara Sofia

    O tema deste texto traz-me curiosa quanto às posições dos vários protagonistas.
    A sua síntese mostra muito bem o oportunismo revelado pelos partidos e pelo MN em particular.

    :))

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