27 junho 2009

Intacta memória

 



poema de Sophia de Mello Breyner


pintura de Emre Hüner


 


Intacta memória – se eu chamasse

Uma por uma as coisas que adorei

Talvez que a minha vida regressasse

Vencida pelo amor com que a lembrei.


 

25 junho 2009

A direita em crescendo

 


Melhor ou pior a estratégia do PSD está a resultar. O PSD invadiu e manipulou a discussão política à volta dos investimentos públicos, a coberto dos grandes investimentos (aeroporto e TGV), da crise e do endividamento externo, vieram à tona os economistas e as suas cautelas de 200 anos, que pedem estudos de estudos, dos estudos que estudarão.


 


A simultaneidade das datas das eleições é agora uma melopeia que agrada apenas oas ouvidos do PSD. O negócio da PT e do grupo da TVI é outro mote que agrada ao PSD e que invadiu os media.


 


Pacheco Pereira na Quadratura do Círculo vende uma líder sem jeito para falar, que não é vaidosa mas que é verdadeira. Uma mulher casada com a Pátria.


 


O PS está a reboque do PSD. Ninguém discute ou faz balanço das políticas da governação dos últimos 4 anos, na saúde, na educação, na administração pública, etc. Ninguém fala de alternativas ou de programas de governo à direita. O PS não está a conseguir fazer esse balanço e não está a conseguir mostrar que o PSD não tem políticas alternativas. Porque o que o PSD propõe é nada de nada.


 


Que seria de nós se, não havendo capacidade de prover a todas as unidades hospitalares aquilo que todos nós consideramos o estado da arte na totalidade das especialidades, não tivéssemos grupos de ponta ou alguns serviços em que se fizesse investigação, bancos de células estaminais, etc.


 


Além disso há um novo actor em cena, a complementar a peça teatral do PSD – o Presidente da República.


 


O PS parece oprimido e com medo de defender alto e bom som a suas propostas. Se o país não gostar delas votará noutros partidos, mas o PS não pode desistir ou titubear nas suas convicções.


 


Neste momento, o PSD tomou a iniciativa; o PS está parado.

 

21 junho 2009

Todos estamos a assistir

 


É muito difícil falar do que apenas se sabe por filmagens mais ou menos amadoras, mais ou menos imparciais, do que se está a passar no Irão.


 


Mas é muito mais difícil não falar. E o que se passa em Teerão é a repressão da liberdade de manifestação, da contestação ao regime e ao ditador, é aquilo que se passa numa ditadura.


 


Muito mais difícil é ficar indiferente. Felizmente já não é possível impedir que o exterior vá assistindo aos gritos, às balas, às multidões, aos protestos, ao sangue.


 


Todos estamos a assistir.


 


 


Adenda: vale a pena ler este excelente post de A. Teixeira.


 

Abruptamente ao contrário

 



 


É sempre tão fácil falar da liberdade de expressão e do situacionismo quando eles não nos batem à porta.


 


A 1ª página do I é pouco simpática para Pacheco Pereira. Quantas vezes não foi ele simpático para Luís Filipe Menezes? O que é que ele está a pagar? Que vingança é a dos jornalistas que puxaram aquela frase para título, que não tenham puxado outras de Pacheco Pereira, sobre colegas de partido, sobre opositores políticos, etc.?


 


A liberdade de imprensa, para Pacheco Pereira, é algo que está entre publicar o que ele escreve e diz e não publicar quem o contradiz.


 


A propósito: ler Tomás Vasques, Nuno Ramos de Almeida e Fernanda Câncio.


 


 

Prémio Lemniscata

 



 


Carlos Santos, do blogue O valor das ideias que é um blogue de verdadeira informação e debate de ideias, pelos textos profundos e bem fundamentados que escreve, decidiu distinguir-me com o prémio Lemniscata.


 


Para além de ficar muito sensibilizada e vaidosa com o significado que se atribui a este prémio, aproveito para lhe dizer que há blogues muito mais merecedores do que o meu, como decerto descobrirá pelos 7 blogues que, seguindo as regras que se impõem, nomearei.




Para já segue-se este texto explicativo:


 


“O selo deste prémio foi criado a pensar nos blogs que demonstram talento, seja nas artes, nas letras, nas ciências, na poesia ou em qualquer outra área e que, com isso, enriquecem a blogosfera e a vida dos seus leitores."


 


Sobre o significado de LEMNISCATA: LEMNISCATA: “curva geométrica com a forma semelhante à de um 8; lugar geométrico dos pontos tais que o produto das distâncias a dois pontos fixos é constante.”


 


Lemniscato: ornado de fitas - do grego Lemniskos, do latim, Lemniscu: fita que pendia das coroas de louro destinadas aos vencedores (in Dicionário da Língua Portuguesa, Porto Editora).


 


Acrescento que o símbolo do infinito é um 8 deitado, em tudo semelhante a esta fita, que não tem interior nem exterior, tal como no anel de Möbius, que se percorre infinitamente. (Texto da editora de “Pérola da cultura”)


 


Descobri que há várias curvas resultantes de várias equações:



  • a Lemniscata de Bernoulli - (x2 + y2)2 = 2a2 (x2 - y2)


 



  • a Lemniscata de Booth - (x2 + y2)2 +4y2 =4c(x2 - y2)


 


 



  • a Lemniscata de Geronox4 - x2 + y2 = 0


 


 


 


Os 7 blogues que considero terem as características acima descritas são:



  1. blogOperatório

  2. Contra Capa

  3. Delito de Opinião

  4. DER TERRORIST

  5. Herdeiro de Aécio


  6. jugular

  7. Ponto de Cruz


É difícil escolher apenas 7 pois haveria mais a nomear. Agradeço a quem me nomeou e a todos os que me visitam e comentam.


 

20 junho 2009

Ciclos eleitorais

 


(…) Em declarações à Lusa, Silva Lopes rejeitou a utilização do manifesto para efeitos de "luta política". "Tenho algum receio que [o manifesto] seja explorado para a luta política e rejeito esta manipulação. O meu objectivo é puramente técnico", disse. (…) - DN, 20/06/2009


 


Esta notícia parece-me vagamente familiar…


 


Ex-ministros do PS criticam grandes obras

Luís Campos Cunha, Daniel Bessa, Augusto Mateus, Eduardo Catroga, Henrique Medina Carreira, João Salgueiro, Miguel Beleza, Manuel Jacinto Nunes, Miguel Cadilhe, Sérgio Rebelo. (DN, 20/06/2009)


 


Porque será?


 


Economistas portugueses criticam investimento em "grandiosos projectos"

António Carrapatoso, António Nogueira Leite, José Silva Lopes, João Salgueiro, Fernando Ribeiro Mendes, Miguel Beleza, Henrique Medina Carreira, João Ferreira do Amaral, Augusto Mateus e Vítor Bento. (Público, 27/07/2005)


 

Continuam

E continuam. Assassinos travestidos de lutadores pela liberdade e soberania de um povo.


 


E continuam.


 


(via Café del Artista)

Mudanças

  Las manos Eduardo Kingman Aos poucos vou mudando a casa, vou adaptando o espaço à minha pessoa. Reduzir coisas e coisas e coisas. Clarear,...