20 junho 2009

Ciclos eleitorais

 


(…) Em declarações à Lusa, Silva Lopes rejeitou a utilização do manifesto para efeitos de "luta política". "Tenho algum receio que [o manifesto] seja explorado para a luta política e rejeito esta manipulação. O meu objectivo é puramente técnico", disse. (…) - DN, 20/06/2009


 


Esta notícia parece-me vagamente familiar…


 


Ex-ministros do PS criticam grandes obras

Luís Campos Cunha, Daniel Bessa, Augusto Mateus, Eduardo Catroga, Henrique Medina Carreira, João Salgueiro, Miguel Beleza, Manuel Jacinto Nunes, Miguel Cadilhe, Sérgio Rebelo. (DN, 20/06/2009)


 


Porque será?


 


Economistas portugueses criticam investimento em "grandiosos projectos"

António Carrapatoso, António Nogueira Leite, José Silva Lopes, João Salgueiro, Fernando Ribeiro Mendes, Miguel Beleza, Henrique Medina Carreira, João Ferreira do Amaral, Augusto Mateus e Vítor Bento. (Público, 27/07/2005)


 

8 comentários:

  1. Ernestina17:53

    Tenho um grande respeito por Silva Lopes, pela sua integridade e competência. Mas não deixa de ser um ingénuo.
    O manifesto faz parte da campanha montada pelo PSD, com a ajuda de Cavaco Silva.
    Repare-se no "argumentário" lançado há muito por empresas de comunicação: "obras faraónicas", "projectos que vão comprometer as novas gerações", etc.
    Faz bem em lembrar que o mesmo foi dito há quatro anos. E repetido pelos empresários do Compromisso Portugal, dominado pela Direita mais conservadora.
    No "Expresso da Meia-Noite" (SIC Notícias) de ontem, houve um debate esclarecedor sobre o TGV.
    Retive, por exemplo:
    a linha Lisboa-Porto está saturada;
    são indispensáveis novos corredores ferroviários para
    transporte de mercadorias no País e para a Europa;
    necessárias também novas estruturas ferroviárias compatíveis com as espanholas (o eixo Corunha-Setúbal é dos mais populosos da Europa).
    Ao contrário do que vem sendo propalado, tais obras seriam (serão) executadas por mais de 80% de empresas portuguesas. O know how adquirido na construção das auto-estradas permite que empresas portuguesas as estejam a construir lá fora. De igual modo, sucederia (sucederá) com o TGV.
    É de debate honesto que o País precisa. Receio que o não haja.

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    1. O debate (honesto ou desonesto) sobre estas obras está a acontecer há muitos anos, não é só desde 2005. Ora estes mesmos economistas já tiveram responsabilidades governativas, ou em partidos, ou em gabinetes de estudo. Tenho respeito por muitos deles mas isto é, obviamente, um instrumento político do tal bloco central, com patrocínio de Cavaco Silva.

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  2. Também não aprecio tartufos

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  3. É. Um despertador especial acordou-os agora. Então o Augusto Mateus não percebo mesmo o que faz neste lote. Insuficiência minha, só pode.

    :)

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    1. assis12:29

      augusto mateus se tivesse um pingo de vergonha na cara não assinava. então ele não recebeu já umas coroas grandes por estudos relativos ao novo aeroporto? quer mais estudos para ganhar mais?

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  4. assis09:28

    eu chamaria a estas eminências os empatas. é sempre a mesma coisa: estudos. os estudos já estão feitos e refeitos e agora o que falta é decisão política! andamos sempre a escondermo-nos atrás dos estudos para nada ser feito, para não haver decisão. é isso que nos distingue, por exemplo, de espanha. eles, depois de feitos os estudos, tomam a decisão. nós somos pouco decididos, quando chega a altura concretizar aparece sempre alguém a dizer "vamos lá empatar isto mais um pouco através de mais uns estudos".
    depois há outra coisa que me faz confusão: os ex-ministros. que eu saiba nenhum destes signatários foi especialmente brilhante na sua actividade governativa. porque é que agora se estão a colocar em bicos de pés, a arvorarem-se em referências?
    tudo isto, está claro, tem a ver com as eleições. faz-me confusão ver um tipo como silva lopes a deixar-se arrastar para esta manipulação.

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  5. Os "sujeitos" do costume. Ó p'ra eles!...

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    1. Exactamente, JRD , tal como diz no seu post : os sujeitos do costume e na altura do costume.

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