(pintura de Graça Morais)
Os simples recordam
manhãs de lençóis quentes
pão que estala entre dedos
as janelas de ar gelado.
Os simples não gastam
palavras necessárias
nas faces do amor
que se desejam.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]
(pintura de Graça Morais)
Os simples recordam
manhãs de lençóis quentes
pão que estala entre dedos
as janelas de ar gelado.
Os simples não gastam
palavras necessárias
nas faces do amor
que se desejam.
Para descansar da educação e dos ovos, dos enxovalhos e da incrível e demente demagogia que tomou conta de tanta gente com responsabilidade, ontem fiz um intervalo de bom filme, boa conversa e, sobretudo, boa companhia.
Recomendo vivamente Paris. A cidade luminosa e escura, de poesia e vielas, de sofrimento e amor, de solidão, não deixem de respirar aquele optimismo doce e furtuito. Lindíssimo.
(realização de Cédric Klapisch)
Começo por esclarecer que sou professor há mais de 22 anos.
Adianto também que não me reconheço nestas manifestações, nem na histeria manifestada pelos meus colegas.
Não é politicamente correcto dizê-lo, mas o que se passa é que a qualidade pedagógica e humana da maioria dos professores é muito, muito baixa. A maioria dos meus colegas formou-se com notas anormalmente fracas, acabaram para vir para o ensino apenas aqueles que não encontraram melhor alternativa de emprego. A maioria não são professores, são funcionários do Ministério da Educação, e que como parte do seu contrato de trabalho têm de aturar miúdos durante umas quantas horas por semana. As 'bestas' como alguns se lhes referem dentro da sala de professores, para gáudio geral.
Estão 100.000 professores na rua? Ou 100.000 funcionários que apenas vêm os seus privilégios ameaçados? 100.000 parasitas do Estado que apenas querem direitos, mas recusam quaisquer deveres, quaisquer obrigações de prestar contas à sociedade que lhes dá de comer?
O que mais me angustia é que há um erro de princípio na reforma da educação: ela não se fará com os professores (como é politicamente correcto dizer) porque estes não o são. Apenas se fará com OUTROS professores; dignos dessa profissão e cujo nome foi usurpado.
Escusado será dizer que não me atrevo a manifestar publicamente o meu desacordo perante os meus colegas na escola. Uma maioria esmagadora, ameaçadora, mesquinha e incapaz de discutir com quem discorda, apenas insultar. Estou refém dos meus colegas, tal como os pais dos alunos e todos aqueles que querem ver o seu país evoluir baseado no esforço e no mérito;
Estamos todos reféns porque hão-de vir paralisações e suspensões de aulas. Hão-de arranjar maneira de parar as aulas para pressionar os pais, mas sem greves, pois essas lhes afectam o vencimento que querem garantido no final dos 14 meses. Os alunos são as primeiras vítimas porque eles não têm, nem terão, quaisquer escrúpulos em os sacrificar à manutenção das suas mordomias, aos interesses políticos de terceiros. Quando ouvi o Manuel Alegre (em quem votei), dizer as barbaridades que hoje disse sobre a Ministra percebi o quanto esta é uma luta política de que os meus medíocres 'colegas' são meros peões.
Continue Senhora Ministra, continue, que não lhe faltem as forças, é o que todos os professores dignos desse nome, mas que têm de permanecer calados, clandestinos dentro das suas próprias escolas, lhe imploram.
Comentário de professor-na-clandestinidade (11/11/2008 - 23:43h)
Manuel Alegre não suporta os tiques autoritários da Ministra da Educação, não suporta o posso, quero e mando deste governo nem suporta mais a falta de cultura democrática de Maria de Lurdes Rodrigues.
Gostava de saber qual o conceito de cultura democrática de Manuel Alegre, que não disse uma palavra, pelo menos que eu tenha lido ou ouvido, sobre a suspensão de um deputado na Assembleia Regional da Madeira, ou sobre a suspensão da própria Assembleia Regional da Madeira.
Gostava de entender se o que Manuel Alegre se lembra das gigantescas manifestações do célebre Verão quente de 1975, e se defendia, nessa altura de revoluções e contra-revoluções, que aquilo que se reivindicava na rua fosse atendido pelo governo.
Também gostava de saber se Manuel Alegre acha mais importante a intervenção do Presidente da República na guerra civil da educação ou na efectiva garantia do normal funcionamento das instituições democráticas, como é uma Assembleia Regional.
Gostaria ainda de saber se Manuel Alegre também acha que a contestação democrática à Ministra, que é arrogante, autoritária e autista merece o enxovalho de receber ovos de uns meninos que contestam as leis que chegam à Escola, mesmo que nem saibam dizer quais são. Será que estão apenas a exercer o seu justo direito à indignação?
De facto alguns autistas existem em todo este processo, e não me parece que seja a Ministra Maria de Lurdes, que tem a minha inteira solidariedade. Não é admissível, em nome de coisa nenhum, aturar semelhantes abusos.
1.Strophe:
Sat wuguga sat ju benga sat si pata pat (Chor: „Pata Pata")
Sat wuguga sat ju benga sat si pata pat ...(Chor: Sat wuguga sat ju benga sat si pata pat...(Chor: „Pata
Sat wuguga sat ju benga sat si pata ...(Chor: „Pata Pata")
1. Refrain
Hihi ha mama, hi-a-ma sat si pata ...(Chor: „Pata Pata")
Hihi ha mama, hi-a-ma sat si pa ...(Chor: „Pata Pata")
A-hihi ha mama, hi-a-ma sat si pata pat ...(Chor: „Pata Pata")
A-hihi ha mama, hi-a-ma sat si pat ...(Chor: „Pata Pata")
2. Strophe
Aya sat wuguga sat ju benga sat si pata ...(Chor: „Pata Pata")
A sat wuguga sat ju benga sat si pat ...(Chor: „Pata Pata")
A sat wuguga sat ju benga sat si pata ...(Chor: „Pata Pata")
A sat wuguga sat ju benga sat si pata ...(Chor: „Pata Pata")
Bridge:
„Pata Pata" is the name of a dance ... we do down Johannesburg way.
And everybody ... starts to move ... as soon as „Pata Pata" starts to play - hoo ...
3. Strophe
Aya sat wuguga sat ju benga sat si pata ...(Chor: „Pata Pata")
A sat wuguga sat ju benga sat si pat ...(Chor: „Pata Pata")
A sat wuguga sat ju benga sat si pata ...(Chor: „Pata Pata")
A sat wuguga sat ju benga sat si pata ...(Chor: „Pata Pata")
2. Refrain
Hihi ha mama, hi-a-ma sat si pata ...(Chor: „Pata Pata")
Hihi ha mama, hi-a-ma sat si pat ...(Chor: „Pata Pata")
A-hihi ha mama, hi-a-ma sat si pata pat ...(Chor: „Pata Pata")
A-hihi ha mama, hi-a-ma sat si pat ...(Chor: „Pata Pata")
4. Strophe
Haji-a sat wuguga sat ju benga sat si pata ...(Chor: „Pata Pata")
A sat wuguga sat ju benga jo-ho ...(Chor: „Pata Pata")
A sat wuguga sat ju benga sat si pata pat ...(Chor: „Pata Pata")
A sat wuguga sat ju benga sat si ...(Chor: „Pata Pata")
Bridge
Hoo, every Friday and Saturday night ... it's „Pata Pata"-time.
The dance keeps going all night long ... till the morning sun begins to shine - hey!
Aya sat wuguga sat - wo-ho-o ...(Chor: „Pata Pata")
5. Strophe
Aya sat wuguga sat ju benga sat si pata ...(Chor: „Pata Pata")
A sat wuguga sat ju benga sat si pat ...(Chor: „Pata Pata")
A sat wuguga sat ju benga sat si pata ...(Chor: „Pata Pata")
A sat wuguga sat ju benga sat si pata ...(Chor: „Pata Pata")
3. Refrain
Hihi ha mama, hi-a-ma sat si pata ...(Chor: „Pata Pata")
Hihi ha mama, hi-a-ma sat si pat ...(Chor: „Pata Pata")
A-hihi ha mama, hi-a-ma sat si pata pat ...(Chor: „Pata Pata")
A-hihi ha mama, hi-a-ma sat si pat ...(Chor: „Pata Pata")
6. Strophe
Huh- a sat wuguga sat - hit it! ...(Chor: „Pata Pata")
Aah- sat wuguga sat - aim not si - hit it! ...(Chor: „Pata Pata")
A sat wuguga sat ju benga sat si pata ...(Chor: „Pata Pata")
Pata-Pata
Mesmo que muito desagradada com a forma com algumas pessoas comentaram os meus posts anteriores, não deixo de procurar informação, quando me dizem que estou desinformada.
Uma comentadora (ceu) ordenou-me que fosse ao site da FENPROF, pois havia lá um modelo alternativo de avaliação do desempenho dos professores, para discussão pública.
Eu fui. Lá está o modelo alternativo, disponível também em pdf (desdobráveis A e B). Vou transcrever alguns parágrafos dos documentos:
(...) A FENPROF assume as suas posições de contestação ao modelo imposto pelo ME e as suas responsabilidades na construção de uma alternativa. O estabelecimento de quotas na avaliação e a criação de duas categorias que, só por si, determinam que mais de 2/3 dos docentes não chegarão ao topo da carreira, completam o quadro político, administrativo e economicista de um estatuto de carreira docente que inclui o modelo de avaliação que vigora. (...)
(...) Na sequência do Memorando:
(...) Avaliação integrada e não individualizada:
A avaliação do desenvolvimento pessoal e profissional do Educador/Professor deve ser contextualizada, integrada nas suas experiências pessoais e deve ter em conta vectores e condicionantes da comunidade em que se insere. Tem de ser perspectivada num quadro mais amplo do que o pessoal, pois pressupõe a melhoria do serviço prestado pela instituição em que trabalha, bem como a melhoria da Educação na sua comunidade. (...)
(...) Co-avaliação, uma solução para um modelo integrado e participado:
A prática da co-avaliação implica que todos os elementos de uma determinada comunidade educativa possam ser avaliados mas também avaliadores. Mantendo-se a paridade profissional no reconhecimento de que estamos numa profissão em que temos todos a mesma habilitação de base e profissional, a co-avaliação resolve o problema do reconhecimento da autoridade do avaliador uma vez que há a co-responsabilização de todos os pares. (...)
Esclarece-nos a FENPROF de que não deverá haver graus na carreira, que haverá escalões de 1 a 8, a que se sobe de 4 em 4 anos desde que a classificação (não percebi a periodicidade) seja de Bom (só há 3 notas: Insuficiente, Bom e Muito Bom, sem quotas).
Esta é a alternativa para que tudo fique igual ao que era dantes: todos iguais, todos bons ou muito bons, todos a chegarem ao topo da carreira. O admirável mundo velho.
Será que a comentadora (ceu) tamém recomenda esta alternativa? Para mim isto não é avaliação.
Nota: bolds e sublinhados meus.
Não confundo os Professores, dignos de tal nome, tenham ou não ido às manifestações, com aqueles que assim se denominam e que não são capazes de discutir qualquer assunto sem insultar quem não está de acordo com eles.
Não confundo a competência e a dedicação dos Professores, dignos de tal nome, com a sua ideologia política e com as razões que de certo lhes assistem, e que justificam tomadas de posição contrárias às minhas.
Alguns dos comentários aos posts anteriores são bem o exemplo do que é necessário, do que é obrigatório fazer no que diz respeito ao recrutamento dos docentes para a Escola, Pública ou Privada.
O Estado tem a obrigação de zelar pela qualidade científica e humana dos seus quadros, na educação, na saúde, na justiça, em qualquer área de serviço que assegure. São os cidadãos e a excelência da qualidade da sua formação e da sua vida que estão em causa, não a negociação do estatuto sócio profissional de algumas corporações.
Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...