17 maio 2008

Solidariedade


 


O bom senso é importante, mesmo indispensável, e deve aplicar-se a várias áreas de comportamento. Não conheço as leis que regem a higiene, a segurança alimentar e a saúde na restauração ou noutros estabelecimentos que guardam e disponibilizam comida, com ou sem fins lucrativos, mas parece-me evidente que devem ser idênticos e rigorosamente controlados.


 


Não percebo porque é que as Instituições de Solidariedade Social podem ser autorizadas a terem piores condições para a conservação dos alimentos, ou porque não devem ter os mesmos cuidados com a proveniência e a confecção das comidas.


 


Será que quem necessita de recorrer a essas instituições tem apenas direito a comida, independentemente da forma como é conservada e confeccionada?


 


A quem estará a incomodar tanto a ASAE?

Fora do mundo

Há qualquer coisa de estranho quando se está cerca de uma semana sem saber notícias, sem ver televisão, sem ouvir rádio, sem ler jornais ou blogues.


 


Espanta-me como tudo está na mesma, como o mundo rola sem sobressaltos, para além dos abalos sísmicos e catástrofes naturais que vão matando pessoas e engolindo cidades. Mas até mesmo essas catástrofes são já consideradas fenómenos sem importância, que se propagandeiam de meia em meia hora por 1 ou 2 dias, sendo substituídos de imediato por notícias tão importantes como a imoralidade do comportamento do Primeiro-Ministro por fumar onde tal é proibido.


 


Estive mergulhada em células, num mundo que tentamos perceber e controlar, ouvindo e aprendendo como se usam infinitésimos fragmentos de nós próprios na tentativa de mudar o erro, a infecção, a mutação, a influência ambiental, como invadir menos para obter mais informação, como fazer mais e melhor, como rever práticas e mudar atitudes.


 


Será que não há nada mais interessante no país do que os cigarros de Sócrates?

14 maio 2008

Para me lembrar


(pintura de Nichola Moss: lovers)


 


Para me lembrar que estou contigo

neste vazio de cama

neste desaconchego de mãos,

para que a lembrança do teu abraço

me sossegue

enquanto me faltas.

13 maio 2008

Ciência, a quanto obrigas

Células, agulha fina, meio-líquido, rastreio, automatização, alto grau, FISH, fronteira virtual, caramelos, nuestros hermanos, Badajoz à vista...


 


Alentejo, nunca mais te vejo. Lisboa, que o tempo passa mas não voa.


 



 

11 maio 2008

Pensemos

Antes de mais devo agradecer e encaminhar este honroso prémio. Nem sempre estou para pensar, Donagata, mas ainda bem que te provoco.


 


São muitas as pessoas que me interpelam e me motivam, estranhas, felizes, mordazes ou dramáticas, mas a indicação é para uma mulher.


 


Pois bem experimentem, se é que já não conhecem, ler e sentir os textos de Ana de Amsterdam. É dos que viciam.


 



 

09 maio 2008

Futebolês

O telejornal da RTP1 fala, há longuíssimos minutos, de uma forma séria e circunspecta, de futebol, de Pinto da Costa, de pontos que se tiram, de Valentim Loureiro, etc. E estão lá vários comentadores e jornalistas, a discutirem todo este tão importante problema, em que se fala de coragem e de batalha jurídica.


 


Isto no dia em que Cavaco Silva ratificou o Tratado de Lisboa, aquela chinesice que não tem interesse nenhum, que não é compreensível para o cidadão comum, ou para o adepto comum, segundo outro comentador de que desconheço o nome.


 


Enfim, estamos de fim-de-semana.

08 maio 2008

Na obscuridade

Tenho estado sem internet, portanto não tem sido possível postar. É incrível como a internet se tornou uma necessidade tão absoluta como o telefone, ou mesmo a electricidade. Ontem se por acaso não tivesse gravado umas imagens numa pen, não teria feito um trabalho para hoje de manhã.


 


Não é uma obsessão de José Sócrates. A internet é o futuro no trabalho, nas comunicações, no conhecimento e informação, e em tantos outros domínios que nem desconfio.


 


Enfim, hoje o cansaço vence-me.



 

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...