Há qualquer coisa de estranho quando se está cerca de uma semana sem saber notícias, sem ver televisão, sem ouvir rádio, sem ler jornais ou blogues.
Espanta-me como tudo está na mesma, como o mundo rola sem sobressaltos, para além dos abalos sísmicos e catástrofes naturais que vão matando pessoas e engolindo cidades. Mas até mesmo essas catástrofes são já consideradas fenómenos sem importância, que se propagandeiam de meia em meia hora por 1 ou 2 dias, sendo substituídos de imediato por notícias tão importantes como a imoralidade do comportamento do Primeiro-Ministro por fumar onde tal é proibido.
Estive mergulhada em células, num mundo que tentamos perceber e controlar, ouvindo e aprendendo como se usam infinitésimos fragmentos de nós próprios na tentativa de mudar o erro, a infecção, a mutação, a influência ambiental, como invadir menos para obter mais informação, como fazer mais e melhor, como rever práticas e mudar atitudes.
Será que não há nada mais interessante no país do que os cigarros de Sócrates?
Haver há, arde é mais lentamente...
ResponderEliminar