14 maio 2008

Para me lembrar


(pintura de Nichola Moss: lovers)


 


Para me lembrar que estou contigo

neste vazio de cama

neste desaconchego de mãos,

para que a lembrança do teu abraço

me sossegue

enquanto me faltas.

13 maio 2008

Ciência, a quanto obrigas

Células, agulha fina, meio-líquido, rastreio, automatização, alto grau, FISH, fronteira virtual, caramelos, nuestros hermanos, Badajoz à vista...


 


Alentejo, nunca mais te vejo. Lisboa, que o tempo passa mas não voa.


 



 

11 maio 2008

Pensemos

Antes de mais devo agradecer e encaminhar este honroso prémio. Nem sempre estou para pensar, Donagata, mas ainda bem que te provoco.


 


São muitas as pessoas que me interpelam e me motivam, estranhas, felizes, mordazes ou dramáticas, mas a indicação é para uma mulher.


 


Pois bem experimentem, se é que já não conhecem, ler e sentir os textos de Ana de Amsterdam. É dos que viciam.


 



 

09 maio 2008

Futebolês

O telejornal da RTP1 fala, há longuíssimos minutos, de uma forma séria e circunspecta, de futebol, de Pinto da Costa, de pontos que se tiram, de Valentim Loureiro, etc. E estão lá vários comentadores e jornalistas, a discutirem todo este tão importante problema, em que se fala de coragem e de batalha jurídica.


 


Isto no dia em que Cavaco Silva ratificou o Tratado de Lisboa, aquela chinesice que não tem interesse nenhum, que não é compreensível para o cidadão comum, ou para o adepto comum, segundo outro comentador de que desconheço o nome.


 


Enfim, estamos de fim-de-semana.

08 maio 2008

Na obscuridade

Tenho estado sem internet, portanto não tem sido possível postar. É incrível como a internet se tornou uma necessidade tão absoluta como o telefone, ou mesmo a electricidade. Ontem se por acaso não tivesse gravado umas imagens numa pen, não teria feito um trabalho para hoje de manhã.


 


Não é uma obsessão de José Sócrates. A internet é o futuro no trabalho, nas comunicações, no conhecimento e informação, e em tantos outros domínios que nem desconfio.


 


Enfim, hoje o cansaço vence-me.



 

04 maio 2008

Desempregos colectivos de mulheres

Mas nem por no se ter qualquer solução a curto prazo, a sociedade , nós todos, devemos deixar de olhar para cada um destes desempregos colectivos de mulheres sem a preocupação de vermos e sentirmos a devastação que ele tem por trás , o atraso social que isto significa para Portugal. Estas mulheres não vão educar os seus filhos da mesma maneira , vão reproduzir melhor o Portugal antigo do que preparar o novo. Elas sentem que falharam, tinham algumas ilusões que perderam. Mas nós falhamos mais se não temos a consciência de fazer alguma coisa. Porque se pode, na acção cívica, no voluntariado, no mundo empresarial, na política, fazer muita coisa por estas mulheres. O que é preciso é vê-las e à sua condição e não as cobrir com o manto diáfano da inevitabilidade. A começar pelo Governo, que mais uma vez se vai voltar para o betão e não para as pessoas.


 


Vale a pena ler a totalidade deste excelente texto de José Pacheco Pereira, no Abrupto.

Acerto


(pintura de Susilowati: simple painting of mother and chlid)


 


Acerto o passo pelo teu, mãe.
Mesmo que perdida nas dobras do passado
aqui te espero na borda do presente.

Acerto o carinho pelo espaço que ocupas, mãe.
Mesmo que nas sobras dos sorrisos passageiros
aqui te espero no silêncio do amparo.

  Erwin de Vris Aguardo. A música varre o tempo amena a brisa que consola. Aguardo a voz de quem se esconde a terra aprisionada ...