12 março 2008

Aprender com os erros

Ao contrário do que Vitalino Canas diz, quando se faz um balanço de um período de trabalho, podemos orgulhar-nos e apontar os objectivos atingidos, as vitórias, mas obrigatoriamente devemos reconhecer as derrotas, os erros, o que não foi conseguido, para que se perceba porquê. 

Os erros podem e devem ter uma função pedagógica – evitar que se repitam, corrigir actuações infelizes, reorientar o esforço noutra direcção. 

A esquizofrenia dos avanços e dos recuos existe, mas é o próprio PS um dos grandes responsáveis por este estado psicótico, pois insiste em repetir exaustivamente chavões e palavras descabidas em relação ao governo. Uma das coisas que se pede ao partido do governo é que seja uma ponte entre o executivo e a população que o elegeu. Se, no partido, apenas se ouvem vozes glorificantes, que acham que estudar os erros cometidos, porque foram cometidos erros, obviamente, é uma perca de tempo, não me espanta que os cidadãos que apoiaram e votaram neste PS saiam à rua. 

Mais do que as políticas que têm sido desenvolvidas, melhor ou pior, é a vã glória, este estilo de arrogância bacoca que leva as pessoas a indignar-se, pois tanto pedantismo da parte daqueles que deviam estar atentos, respeitando as críticas e tentando rebatê-las com resultados, não com oratória vazia, são um hino à ira da tal classe média que está farta da crise. 

Gosto que haja firmeza e capacidade de decidir. Ainda bem que um governo democraticamente eleito não tem medo de decidir. O que se dispensa são estes porta-vozes que armam uma parede invisível, em volta dos governantes, que oculta a realidade, na esperança de se manterem encostados ao poder.

11 março 2008

Madrid, 11 de Março de 2004


 


Há 4 anos.

Casa nova

Pois é. Decidi mudar-me de armas e bagagens para este sítio, com a ajuda do Der Terrorist , da Maria João Nogueira e do Pedro Neves (do blogs sapo).


 


Ainda não sei muito bem como isto funciona. Mas espero que, em breve, todas as diferenças sejam para melhor.


 


O template ficará semelhante, espero, mas ainda vai demorar um pouco.


 


Quanto aos comentários a que eu respondi, mas ainda na outra casa, peço desculpa pela descontinuidade, mas falhei por um dia.


 



(pintura de Dennis Hollingsworth)

09 março 2008

Contra o terrorismo

Espero que hoje os nossos vizinhos espanhóis votem maciçamente e exprimam o seu repúdio pelo terrorismo da ETA.

Espero que Zapatero ganhe.

08 março 2008

Beco sem saída

Não há dúvidas sobre a dimensão da marcha da indignação.

Foi verdadeiramente uma manifestação da classe média contra o governo, o desemprego, a redução do poder de compra e a crise que nunca mais acaba, a reboque do protesto de uma corporação que não quer mudar o que é obrigatório que mude.

Quando o governo tomou posse todos avisaram que viriam aí inúmeros e enormes sacrifícios para os portugueses, que estes anos teriam que ser os anos das verdadeiras reformas, doesse a quem doesse, pois o país estava adiado há muitos anos.

Depois foi-se desagregando a oposição política, à esquerda e à direita, pela ausência de alternativas credíveis às odiadas e duras políticas governamentais. Cresceram os protestos dos vários grupos profissionais, principalmente daqueles que se mantém inamovíveis há mais tempo.

A ausência de alternativa político-partidária fez agruparem-se interesses de vários tipos, nomeadamente económicos, protagonizados e ampliados por alguns órgãos de informação, como o Público. Sócrates e o seu estilo secam o debate dentro do PS e o mal-estar instala-se, aproximando-se as eleições e começando a grassar o medo, dentro do aparelho, de uma derrota nas urnas.

Sócrates colocou-se num beco sem saída ao demitir Correia de Campos. Repentinamente, aquele que se autoproclamava o reformador, contra os interesses que identificou no seu discurso de posse, caiu pela base. A política de saúde antes existia agora está em ponto morto.

Se Sócrates demitir a Ministra o governo acabou como tal, pois frustra-se e desautoriza-se a si próprio. Para além disso, daqui para a frente não haverá ninguém com alguma vontade política para actuar que aeite assumir pastas como esta.

Se Sócrates não demite a Ministra, vai ter que aguentar a multiplicação e a ampliação dos descontentamentos vários, com as várias caixas de ressonância de todos os partidos políticos, que aproveitam estas ondas pois eles próprios não têm qualquer capacidade para gerar alternativas, por um longo período já em fase de campanha.

Este governo foi eleito por uma maioria absoluta, para cumprir um programa de 4 anos, para mudar, reformar, inverter o sentimento de inevitabilidade da mediocridade. Espero que cumpra esse mandato.

Transferências (2)

Rebate falso.

A coisa é demasiado complicada. É melhor ficar onde estou.

Não são permitidos gozos, pelo menos públicos! As mihas tentativas blogosféricas de domínios e transferências de plataformas são a prova de que não se deve fazer o que não se sabe.

Transferências (1)

Ainda não sei bem o que vou fazer, mas estou a tranferir-me para

http://defenderoquadrado.blogs.sapo.pt/

Espero que tudo corra bem!

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...