Depois deixa insinuações generalistas, sem qualquer concretização, sobre pressões que o poder político exerceria sobre a administração da RTP e que esta passaria recados aos jornalistas.
Se isto é verdade, José Rodrigues dos Santos não se deve ficar por insinuações generalistas, deve é esclarecer exactamente do que está a falar e de quem está a falar, para que se averigúem os factos, se apurem os responsáveis e se tirem as devidas ilações.
Mas, dada a gravidade das afirmações de José Rodrigues dos Santos, o que me espantaria e chocaria seria a ausência de resposta por parte da administração da RTP. É bom que tenha reagido e esperemos que o processo de averiguações não fique, como é hábito, para o dia de S. Nunca. Não se pode aceitar a permanente suspeição sobre a instrumentalização da televisão pública e dos jornalistas pelo governo, este ou qualquer outro.
Muito diferente é o caso que tem sido relatado pelos media de um visita da PSP à sede do Sindicato dos Professores da Região Centro, com a apreensão de documentos referentes a uma manifestação de protesto, aquando da visita programada de José Sócrates.
Para além de ser uma intolerável atitude intimidatória à liberdade de expressão e de manifestação, é absolutamente estúpido. Esperemos que o governo se demarque imediatamente deste tipo de actuações, as condene e pugne, através do Ministro da Administração Interna, para que se perceba exactamente o que se passou.

