04 março 2007

Ensino Superior

Ressalvando a injustiça presente em todas as generalizações, que se passa com as Universidades Privadas? Moderna, Independente, e outras de que já não me recordo, parecem ter sido fundadas mais para gerir negócios pouco claros e promover enriquecimento ilícito de famílias e amigos, do que para gerar conhecimento e desenvolvimento, em concorrência / complementaridade das Universidades Públicas.

E o que acontece aos alunos que confiaram na excelência dos conteúdos (parafraseando Mário Crespo), o que se faz com as suas expectativas de um ingresso no mercado de trabalho, cada vez mais contraído e competitivo? E onde está o Estado, como controlador e regulador da qualidade?

Fala-se muito do ensino básico e secundário, mas o ensino superior precisa urgentemente de reformas e rigor, a todos os níveis.

O fantasma de Salazar

Ao longo destes últimos 30 anos houve alguns temas que ninguém abordou. Um deles foi Salazar.

Pois é altura de se arejarem os fantasmas guardados nos armários da memória. Salazar e o Estado Novo podem e devem ser falados, em múltiplas abordagens e por múltiplas personagens.

Desde as visões históricas e rigorosas, com programas de televisão e rádio, livros, exposições, museus, teatros, cinemas, concursos, etc, conduzidos por historiadores, artistas, defensores e detractores, com conhecimentos e sem eles, enfim, o que é preciso é falar aberta e apaixonadamente de uma fatia de 50 anos do século XX português.

A revolta dos historiadores contra um concurso de televisão parece-me totalmente descabida. Um concurso é um concurso, um programa de entretenimento, que nunca pretendeu ser mais que isso.

Poderia ser melhor, ter outros intervenientes, outros objectivos? Muito provavelmente sim, tal como a grande maioria dos programas de televisão. Não é este concurso nem o seu formato que estão em causa, mas a falta de outro tipo de programas, com outros formatos, que deveria ser o cerne da questão.

A existência de um museu do Estado Novo, aproveitando a casa em ruínas de Salazar, não tem nada de especial. O aproveitamento que alguns fazem e farão disso é idêntico ao aproveitamento que alguns fazem quando se fala da resistência à ditadura e do 25 de Abril.

A História é um património comum, que deve ser usada e estar ao alcance de todos, sem paternalismos, complexos ou preconceitos.

Destapou-se qualquer coisa com cheiro a mofo? Areje-se!

Mas que grande trabalheira!

Depois de uma tarde de trabalho insano (!) não sei se a pesquisa vai ter alguma utilidade. Já introduzi algumas palavras que deram cerca de 19 000 resultados! Experimentei o Google search engine mas não percebi nada e, francamente, chega de me penitenciar por hoje.

Até porque deixei de falar sobre o assunto de momento, que já o é há vários dias, pois Paulo Portas encarregou-se de o ir lembrando, caso o fôssemos esquecendo, o seu tão badalado regresso à vida política activa.

Será que ele pensa que ainda consegue enganar alguém?

Depois o outro assunto de momento, que também já se arrastava eternamente, o da OPA da SONAE à PT. É tudo bastante maiúsculo, nomeadamente o galo com que deve estar Belmiro de Azevedo, e o nariz torcido de alguns defensores do Mercado, tais como José Manuel Fernandes.

Será que a OPA do MILLENNIUM ao BPI, tão ou mais maiúscula que a anterior, também vai encolher e tornar-se… minúscula?

Ah, pois, é claro, eu não percebo o Mercado, de facto não, mas como diz António Menezes Cordeiro, citado por A. Teixeira: “A OPA ganha-se com dinheiro (…)” e foi isso que Belmiro de Azevedo não quis, ou não pôde largar…

03 março 2007

Recomeçar

A ignorância é muito atrevida!

Resolvi começar a melhorar o template. Fiz tudo o que me mandaram, gravei o template que tinha, etc. Só que, não sei porquê, depois de fazer save, o blogue resolveu não aceitar o template, revoltou-se, e mostrou uma mensagem incompreensível, dizendo vagamente que a linguagem não era a correcta!

Fiz novamente o download, mas ele recusou-se terminantemente a colaborar. Como de computês não percebo rigorosamente nada, fiquei capaz de arrancar os cabelos de desespero!

Tive que mudar tudo. A figura do perfil foi a única coisa que se salvou. Mas, já que mudei TUDO, mudei também o perfil!

Vamos ver se me habituo (o motor de pesquisa está ligeiramente esquisito...).

Socorro!

Quem te manda, sapateiro, tocar tão mal rabecão?

01 março 2007

Noite

Negro barco
pedra fumo
negro arco
perde rumo.

Ergue véu
quebra cor
estala céu
cala dor.

Arde neve
sopra ser
ao de leve
anoitecer.

(Pintura de vidro de Althea Braithwaite: glass sea)

Reciclar

Serenamente arrumei
o cabide dos ombros,
metodicamente desossei
as bengalas das pernas,
aplicadamente desatarraxei
vértebra a vértebra.

Com as mãos em pás
esperançadamente atirei
a carne desabada:
ecologicamente reciclei.


(Aguarela de Mary Burke: recycle)

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...