02 julho 2006

in memoriam


QUANDO

Quando o meu corpo apodrecer e eu for morta
Continuará o jardim, o céu e o mar,
E como hoje igualmente hão-de bailar
As quatro estações à minha porta.

Outros em Abril passarão no pomar
Em que eu tantas vezes passei,
Haverá longos poentes sobre o mar,
Outros amarão as coisas que eu amei.

Será o mesmo brilho, a mesma festa,
Será o mesmo jardim à minha porta,
E os cabelos doirados da floresta,
Como se eu não estivesse morta.

(poema de Sophia de Mello Breyner Andresen; desenho de Arpad Szenes: Sophia)

Como todos os dias, as rotinas são as mesmas. Só o sol falhou, neste domingo de preguiça. Na qualquer superfície em que mentalmente me deito, volto-me para o outro lado, aconchegando virtualmente a manta. Hoje é um dia de memórias.

Quem era aquela mulher franzina, com o porte de uma deusa, tal como elas nos aparecem quando escrevemos poemas?

Quem era aquela musa, cuja voz planava pelos limites da música?

Sílaba a sílaba soletro o seu nome. Um vago murmúrio de ondas mergulha na minha paz.

01 julho 2006

Foi desta!

E foi um grande jogo, do princípio ao fim! Os ingleses jogaram muito bem, o que só dignifica a nossa vitória e a derrota deles. Não houve muita pantufada e o árbitro soube arbitrar.

Ricardo é mesmo o maior!

Parabéns

Através de “Um buraco na sombra” soube do aniversário de um blogue que tem alguns dos mais belos textos da blogosfera, para ler em qualquer domingo. Não posso deixar de o felicitar.

Será desta?



A batalha terá lugar às 16 horas (hora portuguesa), no Estádio da Copa do Mundo da FIFA, Gelsenkirchen, Alemanha.

Será desta que chegamos às meias-finais?

Uma questão de decência


Rui Rio tem dado vários exemplos de autoritarismo bacoco, a coberto de uma noção mais ou menos trauliteira do poder democrático.

Os subsídios devem ser dados se os projectos tiverem valor, independentemente do que os seus promotores pensem ou digam do poder público que lhos atribui – o poder autárquico não é pessoal – e têm todo o direito de criticar.

Rui Rio é que não tem o direito de chantagear a população.

Fim de tarde


Nestes momentos melancólicos de luz
desmaiada e em fogo, que se espraia
em pequenas amêndoas de persiana,
nestas horas de música langorosa,
sinto em todas as fibras um torpor
que não sei se é de ardor ou de lonjura,
pelo adeus a fragmentos de ternura.


(fotografia de Victor Zhang: afternoon sun)

30 junho 2006

Palaciano (ou quase...)

Então Ramos Horta já está disponível para assumir a chefia do governo, caso, é claro, a FRETILIN e o presidente Xanana Gusmão o queiram?!?!?!

Foi você que falou num golpe de estado?

A mudez perante o indizível

Timothy Schmalz É frequente ter vontade de escrever a minha indignação pelas várias indignidades a que assistimos diariamente. O mundo mud...