05 abril 2006

Foi ele!!


Foi ele o culpado.

Do défice, do atraso, da seca, da chuva, da falta dos subsídios, da negatividade a matemática, de Espanha, da alcoolemia, de sermos tristes e deprimidos, da preguiça, do desemprego, da vitória do Cavaco!

Foi ele!!!

Futebol

TSF, oito e cinquenta e oito, sete e cinquenta e oito nos Açores: notícias importantíssimas e de gravidade nacional – o jogo de futebol entre o Benfica e o Barcelona. Durante 10 minutos trocam-se informações, fazem-se debates, esmiúçam-se previsões. O intelectual de serviço, António Lobo Antunes, intelectualiza.

SIC notícias, vinte e três e dez, há mesa redonda em vez de quadrada, discute-se o rectângulo, em vez da quadratura, em círculo os especialistas da bola, em substituição de Pacheco Pereira, Lobo Xavier e Jorge Coelho.

Mas que bola de país!

04 abril 2006

A trapalhada

Que grande trapalhada, aquilo da Polícia Judiciária! É claro que o director nacional Santos Cabral, depois de ter dito que ou fazem ou saio… saiu! Mas era preciso demorar tanto tempo a sair? Ou a ser demitido?

Mas afinal foi ele que se demitiu ou foi o ministro que o demitiu? Quem falou primeiro? Será que falaram em coro? Ou tiraram à sorte, para ver quem falava primeiro? Cara ou coroa ou par ou ímpar?

Mas que brincadeira de mau gosto!

E onde fica a sensação de segurança? Querem esvaziar a PJ de funções, de poderes, ou o quê?

Que grande trapalhada, Sr. Ministro Alberto Costa!!

Sem memória


Seres humanos iguais na dor, na memória, na indizível crueldade, no assombro do horror.

Impossível perceber a fria capacidade de trucidar.

Impossível aceitar o demónio que se esconde em cada um de nós, nas esquinas dos sorriso mornos e dos feitos heróicos.

Impossível olhar para as consequências dos nossos actos, afundados no escuro da alma dos povos.

Sem vergonha.

02 abril 2006

Páscoa


A passagem, a libertação.

Para os hebreus, Deus protegeu-os das pragas que enviou aos egípcios, sendo a última a morte dos primogénitos. O povo de Deus, escravo, através de um sinal na porta feito com sangue do cordeiro sacrificial, foi poupado pelo anjo exterminador. A seguir foi libertado e rumou à Terra Prometida.

Para os cristãos, Jesus simboliza o cordeiro oferecido em sacrifício, que liberta o Homem dos seus pecados e que se liberta da morte, ressuscitando.

Para todos nós, religiosos ou não, que sempre necessitamos de nos libertar de tudo o que nos escraviza, emocional e fisicamente, celebremos as páscoas da nossa vida, como seres individuais, como povo e como comunidade de povos.

Páscoa
– passagem, do Lat. Pascha, do Gr. Páscha, do Hebr. pesakh
(Alexander Vaisman: pesakh)

Intervalo



Domingos langorosos, melancólicos,
de espera, nem luminosos
sábados de prazer, nem laboriosos
dias madrugadores.

Intervalo entre o espreguiçar e o debulhar,
indecisão permanente,
cíclica e mal vestida,
dia de casa ou de obrigatório passeio,
dia de sorriso só prazenteiro.

Ao longe o sussurro do carro,
na esplanada cafés frios, restos de bolos.

Domingos de migalhas.

(pintura: Avis Fleming)

01 abril 2006

Sábado


Lisboa é uma cidade iluminada. O sol côa os telhados e pinta os eléctricos. O Tejo refresca numa brisa tardia.

Sábado morno e primaveril, com cheiro a início.

(pintura de Raquel Martins: candeeiros de Lisboa)

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...