05 fevereiro 2006

Declaração Universal (?) dos Direitos Humanos


Declaração Universal dos Direitos Humanos
(Proclamada pela Assembleia Geral da ONU a 10 de Dezembro de 1948)
Considerando que o reconhecimento da dignidade inerente a todos os membros da família humana e dos seus direitos iguais e inalienáveis constitui o fundamento da liberdade, da justiça e da paz no mundo;
Considerando que o desconhecimento e o desprezo dos direitos do Homem conduziram a actos de barbárie que revoltam a consciência da Humanidade e que o advento de um mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem;
(…)
Artigo 1°
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade.
(…)
Artigo 18°
Toda a pessoa tem direito à liberdade de pensamento, de consciência e de religião; este direito implica a liberdade de mudar de religião ou de convicção, assim como a liberdade de manifestar a religião ou convicção, sozinho ou em comum, tanto em público como em privado, pelo ensino, pela prática, pelo culto e pelos ritos.
Artigo 19°
Todo o indivíduo tem direito à liberdade de opinião e de expressão, o que implica o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões e o de procurar, receber e difundir, sem consideração de fronteiras, informações e ideias por qualquer meio de expressão.
(…)

Perseguir a Felicidade


IN CONGRESS, JULY 4, 1776
The unanimous Declaration of the thirteen united States of America

(…) We hold these truths to be self-evident, that all men are created equal, that they are endowed by their Creator with certain unalienable Rights, that among these are Life, Liberty and the pursuit of Happiness. — That to secure these rights, Governments are instituted among Men, deriving their just powers from the consent of the governed, — That whenever any Form of Government becomes destructive of these ends, it is the Right of the People to alter or to abolish it, and to institute new Government, laying its foundation on such principles and organizing its powers in such form, as to them shall seem most likely to effect their Safety and Happiness. Prudence, indeed, will dictate that Governments long established should not be changed for light and transient causes; and accordingly all experience hath shewn that mankind are more disposed to suffer, while evils are sufferable than to right themselves by abolishing the forms to which they are accustomed. But when a long train of abuses and usurpations, pursuing invariably the same Object evinces a design to reduce them under absolute Despotism, it is their right, it is their duty, to throw off such Government, and to provide new Guards for their future security (…) - Thomas Jefferson, Virginia (and alt)

Perseguir – seguir, procurar alcançar


(rascunho do documento)

Liberdade


A nossa sociedade tolerante, tolera Deus e Alá, tolera ateus, agnósticos, hereges, blasfemos, beatos, esotéricos, astrólogos, cartomantes e maledicentes, descrentes, pessimistas, demónios, ilustradores, “cartoonistas”, escultores, músicos, economistas, donas(os) de casa, sopeiras, desocupados, donos do mundo, como Bush.

Tolera até o intolerável, como os actos de violência desenfreada e gratuita perpetrada pelos intolerantes.
(pintura de Abu Taher)

04 fevereiro 2006

Personalizar

Através do ancestral método científico das tentativas e erros, tenho conseguido alterar o “template” do blogue.

Tenho-me divertido imenso. Já estive com os “posts” a nadar num mar esverdeado, e com o contacto invisível. Mas não está mal!

O fim-de-semana afigura-se promissor!

03 fevereiro 2006

Em nome de Deus


A onda de violência que varre os fundamentalistas islâmicos, relativamente aos “cartoons” sobre Maomé, é absolutamente inqualificável, assim como o é qualquer acto de violência purificadora feita em nome de Deus, seja ele qual for.

Quem não gosta dos “cartoons” não compra o jornal, não liga a televisão. Se é uma ofensa retratar Maomé como incitador ao terrorismo, também me parece ofensivo o silêncio desses guardiães de Alá, quando há bombistas suicidas que matam indiscriminadamente, ou quando raptam pessoas para espalhar o terror.

Como reagiriam os cidadãos que agora incendeiam bandeiras da Dinamarca e que violentamente se manifestam às portas das embaixadas, se houvesse acções semelhantes na altura dos atentados de Nova Iorque, Madrid e Londres?

A liberdade é um valor em si, para os crentes e para os não crentes. Nunca ninguém se preocupou em avaliar a ofensa de um não crente quando ouve uma locutora de telejornal despedir-se “até amanhã, se Deus quiser…”. A crítica e o humor são corrosivos. Só tem medo desta conspurcação espiritual, por pensamentos e actos, quem se omite a pensar.

02 fevereiro 2006

Amar


Quero-te assim,
devagarinho,
dentro do mundo que eu sou.
Às vezes água,
às vezes vinho,
a exacta bebida que o amor criou.


Os/as homossexuais (mesmo querendo) não se podem casar. Mas os heterossexuais podem, se quiserem. Se não quiserem juntam-se, amancebam-se, amigam-se, juntam os trapinhos, unem-se, de facto. Mas o casamento está ali ao alcance da mão, ou mesmo ao alcance dos dedos.

Então porquê transformar as uniões de facto (estou sempre a falar relativamente aos heterossexuais) em casamento sem casamento? Não percebo.

Os/as homossexuais, de facto, só se podem juntar, unindo-se mesmo que não seja nessa união de facto. E são apelidados de lésbicas e "gays". Também não percebo. Para mim são só pessoas que, de facto, não podem (mesmo que queiram) casar-se. Para mim não é urgente. Para eles/elas pode, de facto, sê-lo.

Confuso? Não. O que é simples não confunde. Amar é simples. Saber olhar o amor, nem sempre.

(pintura de Kyung Hwa Kim)

Segredos

Afinal não foi o Bloco de Esquerda (penso eu!), mas hoje lá acordámos com outra bomba jornalística: uma secreta mais secreta que as secretas, chefiada por um secreto magistrado, no meio de grande e tenebroso secretismo, sob as ordens do ainda mais tenebroso e menos secreto (e muito menos discreto) José Sócrates!

Claro que há sempre algum segredo contado à orelha de algum indiscreto jornalista, por motivos muito secretos, para ser dito com grande alarido aos ouvidos dos incautos e estremunhados ouvintes.

Será verdade? Será mentira?

É segredo!

Skoda - o carro musical

Christine Tenho um carro possuidor de autonomia e vontade próprias. Ligado ou desligado. Sem perceber como nem porquê, este meu carro reso...