Ainda não percebi muito bem o que se passa com o “dossier” MIT.
Repentinamente, para os comuns ouvidores de notícias, o ex-coordenador do plano tecnológico, José Tavares, questiona o primeiro-ministro sobre a eventualidade da vinda do MIT para Portugal estar em causa, devido a divergências, dentro do próprio governo, relativamente às Universidades envolvidas no projecto. Afirmou ainda que havia um ministro (mas não disse qual, não percebo porquê) que se opunha à vinda do MIT para Portugal.
Após a agastada resposta de José Sócrates, muitas dúvidas ficaram no meu espírito.
Qual o objectivo do ex-coordenador do plano tecnológico ao trazer à baila este assunto? Será que, ao falar no projecto em perigo minimizou a possibilidade do mesmo ficar na gaveta, como deve ter acontecido a tantos, apenas por divergências, por vezes pouco abonatórias, entre os protagonistas políticos?
Todos temos a noção de que há alguns assuntos que são melhor tratados na discrição dos gabinetes do que sob os holofotes dos telejornais. Também todos sabemos que antes de se formalizarem acordos, projectos e tratados, há um sem número de contactos informais, cartas, faxes e telefonemas, dos próprios ou de colaboradores, preparando o terreno para a sua concretização posterior.
Será que assim foi o caso? Então qual a motivação de José Tavares? Despeito?
A falta de confiança nos nossos governantes é tanta que nos vêm à cabeça múltiplas possibilidades, nenhuma delas brilhante.
Gostava de ser esclarecida.