
Começo a conhecer-me. Não existo.
Sou o intervalo entre o que desejo ser e os outros me fizeram,
Ou metade desse intervalo, porque também há vida…
Sou isso, enfim…
Apague a luz, feche a porta e deixe de ter barulho de chinelos no corredor.
Fique eu no quarto só com o grande sossego de mim mesmo.
É um universo barato.
(poema de Álvaro de Campos; pintura de Amadeo de Souza-Cardoso)
ENTREGARMO-NOS AO SILÊNCIO DE NÓS PRÓPRIOS - uma boa sugestão para hoje, dia em que não vejo televisão.
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