
Os boicotes eleitorais são uma prática que se generalizou no nosso país. Todos os motivos são bons para os fazer, desde a ausência de estradas, centros de saúde ou, como parece ter sido o caso desta vez, o suposto esquecimento a que é votada uma Junta de Freguesia (Passos) que não tem a mesma cor política da respectiva Câmara.
Independentemente das razões que assistem a quem boicota (embora não pense que seja este o melhor meio de protestar, negando a própria essência da participação popular), uma coisa é boicotar o acto eleitoral, ou seja, não votar, não fazer parte da mesa, por falta de comparência, outra muito diferente é impedir activamente a abertura das assembleias de voto, destruir boletins, etc.
Estes últimos actos são ilegais. Portanto cabe ao Estado repor a legalidade, através dos corpos que existem para isso: PSP, GNR, etc. Num estado de direito e numa democracia ninguém deve ser impedido de votar. O boicote acontece por vontade própria dos cidadãos e não porque um grupo deles o impõe, recorrendo a meios ilícitos.
O que a mim me espanta é a complacência (ou mesmo conivência) de alguns dos nossos concidadãos e a cobertura mediática que é feita a este tipo de situações. Hoje, logo de manhã, acordei com a TSF a contabilizar os boicotes (sem boicotes nem há eleições que se prezem!) e a perguntar ao Presidente da Junta de Passos se já havia feridos nos confrontos entre os boicotantes e a polícia, mostrando-se este muito penalizado pelo facto de a polícia estar a tentar abrir, à força, a assembleia de voto.
Da mesma forma que a existência de piquetes de greve são atentatórias dos direitos civis dos cidadãos, penso que isto é um atentado aos seus direitos políticos e um atentado à autoridade do estado.
É claro que a autoridade do estado só é legítima se for exercida dentro dos limites da lei, ditados por uma sociedade civilizada. Não pode ser admissível o abuso da força e do poder pelas forças militarizadas, cuja função é primar pela nossa segurança.
Todos temos o direito de querer ou não querer votar, em segurança.
Independentemente das razões que assistem a quem boicota (embora não pense que seja este o melhor meio de protestar, negando a própria essência da participação popular), uma coisa é boicotar o acto eleitoral, ou seja, não votar, não fazer parte da mesa, por falta de comparência, outra muito diferente é impedir activamente a abertura das assembleias de voto, destruir boletins, etc.
Estes últimos actos são ilegais. Portanto cabe ao Estado repor a legalidade, através dos corpos que existem para isso: PSP, GNR, etc. Num estado de direito e numa democracia ninguém deve ser impedido de votar. O boicote acontece por vontade própria dos cidadãos e não porque um grupo deles o impõe, recorrendo a meios ilícitos.
O que a mim me espanta é a complacência (ou mesmo conivência) de alguns dos nossos concidadãos e a cobertura mediática que é feita a este tipo de situações. Hoje, logo de manhã, acordei com a TSF a contabilizar os boicotes (sem boicotes nem há eleições que se prezem!) e a perguntar ao Presidente da Junta de Passos se já havia feridos nos confrontos entre os boicotantes e a polícia, mostrando-se este muito penalizado pelo facto de a polícia estar a tentar abrir, à força, a assembleia de voto.
Da mesma forma que a existência de piquetes de greve são atentatórias dos direitos civis dos cidadãos, penso que isto é um atentado aos seus direitos políticos e um atentado à autoridade do estado.
É claro que a autoridade do estado só é legítima se for exercida dentro dos limites da lei, ditados por uma sociedade civilizada. Não pode ser admissível o abuso da força e do poder pelas forças militarizadas, cuja função é primar pela nossa segurança.
Todos temos o direito de querer ou não querer votar, em segurança.
Sem comentários:
Enviar um comentário