Então vou vestir de encarnado
Calçada regada de abril
Em marcha de passo embalado
O cravo como arma civil
É livre o corpo que canta
Vermelha a alma que ama
Na dor em que o medo agiganta
Acende-se o grito e a chama
Há dias que se abrem assim
Em brilho de puro cristal
Há vozes que são um jardim
E flores que são como um punhal

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