
La desserte
A pouco e pouco, vai reencontrando o equilíbrio. A velha inquietude, arrasada e desaparecida, refaz o caminho.
O sol também começa a aparecer e os corpos abrem-se às amenas claridades.
Nada como a alegria do convívio, os gestos com que cozinha, mistura os cheiros, abre as garrafas de vinho.
E depois a porta que se abre, as vozes, os abraços, a conversa.
A partilha das palavras, dos olhos, das mãos, o comungar da refeição, das preocupações, das incertezas da vida.
A vida que vai acontecendo.
À espreita, uns olhinhos espantados, observadores, risonhos, uma vozinha que derrete todos os medos e tristezas, vai absorvendo o estar junto de quem se gosta.
A continuidade.
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