31 dezembro 2020

Que sejamos felizes

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Picnic


Anna McNeil


 


Nem tudo foi mau.


Internacionalmente os sinais foram muito positivos – congregação de esforços na investigação científica, investimento maciço no desenvolvimento da vacina contra o SARS-CoV-2, equipamentos e recursos humanos nas áreas da saúde e da segurança social, uma União Europeia que aprendeu alguma coisa com os erros da crise anterior, a derrota de Trump.


Mas muita coisa foi péssima.


O vírus, a pandemia, a inacreditável invasão de falsidades, o enorme aumento da pseudociência, do autoritarismo, do medo irracional, da pobreza, das desigualdades, da caça às bruxas, dos sentimentos pidescos, da solidão, da tristeza e do desamparo.


Esperam-nos muitas dificuldades e, como sempre, a uns mais que a outros, nomeadamente aos mais frágeis e desfavorecidos, mas estou confiante que o próximo ano será melhor.


Temos que nos empenhar nas nossas vidas, individual e colectiva. Temos que nos amar, sem conta, peso ou medida. Isso é o que verdadeiramente importa. Em todas as esferas da nossa vida pessoal, no trabalho, nas responsabilidades que assumimos, nas escolhas que fazemos.


E isso significa saber o quanto para o outro significam todas as carências e abundâncias, todas as vitórias e derrotas, todos os lutos e renascimentos.


Que sejamos felizes, o mais que pudermos, fazendo felizes os outros.


Até ao próximo ano.

3 comentários:

  1. Anónimo10:21

    Graças à Pandemia, descobri este Blog. Nem tudo foi mau!
    Bom ano!

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  2. Muito obrigada! Espero que continue por cá.
    Bom ano!

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  3. Helena Andrade19:52

    Bom Ano!

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