
Nada espero do que não esperei
esperança de nunca que nada serei
sem nada do sonho do nada que sei
de mim que me dou a tudo o que dei
espero por ti que por ti me darei.
Faze que a tua vida seja o que te nega./ A luta é tua: fá-la./ Agora, os sonhos em farrapos, melhor é a luta que pensá-la.// Ergue com o vigor do teu pulso;/ solda-o em aço./ E da tua obra afirma:/ – Sou o que faço. [João José Cochofel]

Nada espero do que não esperei
esperança de nunca que nada serei
sem nada do sonho do nada que sei
de mim que me dou a tudo o que dei
espero por ti que por ti me darei.
É muito interessante a notícia que saiu hoje no Expresso online, sobre a afronta a ADSE exigir a alguns prestadores privados um montante de 38 milhões de euros que lhes terão sido pagos indevidamente (em causa facturações de 2015 e 2016). A notícia avança mesmo com a ameaça, veiculada pela Associação Portuguesa de Hospitalização Privada, de quebra de prestação de serviços à ADSE.
O que o Expresso se esqueceu de referir é que há um parecer da PGR dando razão à ADSE, obrigando os prestadores a pagarem a dívida reclamada - notícia de 13 deste mês.
Curioso. Mais curioso a fonte de ambas as notícias ser a mesma agência Lusa.
Em 2012, no governo do PSD/CDS liderado por Pedro Passos Coelho, Paulo Macedo (Ministro da Saúde) decide que a Maternidade Alfredo da Costa (MAC) deve encerrar. Foi uma comoção geral, nomeadamente por parte da oposição (PS, BE e PCP), tendo-se assistido a manifestações, correntes e abraços à volta da MAC, providências cautelares e decisões judiciais com o objectivo conseguido de adiar o encerramento.
Apesar de Assunção Cristas se esforçar imenso por apagar a presença do seu partido nesse governo, o CDS apoiou, e quanto a mim muito bem, a decisão de Paulo Macedo. Neste momento surge à porta da MAC perorando contra a escassez de Anestesistas e outros profissionais de saúde na MAC e no restante SNS. A falta de vergonha é mesmo gritante. E não há um único jornalista que lhe lembre estes factos. Na verdade, se a MAC deveria encerrar (mesmo que dentro de alguns anos), não tem muita lógica admitir mais médicos para os seus quadros. Mesmo que a MAC só seja totalmente desactivada apenas quando abrir o novo Hospital de Lisboa Oriental, a transferência de serviços para outras unidades, dentro do CHLC, não parece ter sido revertida.
Porquê agora esta barragem noticiosa, acrítica, em relação à falta de Anestesistas na MAC?
Meu poeta eu hoje estou contente
Todo mundo de repente ficou lindo, ficou lindo de morrer
Eu hoje estou me rindo, nem eu mesma sei de que
Porque eu recebi uma cartinhazinha de você
Se você quer ser minha namorada
Ah, que linda namorada você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha, essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer um juramento
De só ter um pensamento, ser só minha até morrer
E também de não perder esse jeitinho de falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito carinho
E chorar bem de mansinho sem ninguém saber porquê
E se mais do que minha namorada
Você quer ser minha amada, minha amada, mas amada pra valer
Aquela amada pelo amor predestinada
Sem a qual a vida é nada, sem a qual se quer morrer
Você tem que vir comigo em meu caminho
E talvez o meu caminho seja triste pra você
Os seus olhos tem que ser só dos meus olhos
Os seus braços o meu ninho no silêncio de depois
E você tem que ser a estrela derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois
Vinicius de Moraes

Crack the Whip
E quando os anos eram longos como longas
as tardes da nossa infância em que cabiam
todos os olhos e mundos que nos aguardavam.
E quando os braços eram pequenos como pequenas
as andanças das memórias a que chegamos
desbotadas fugidias sem que se apaguem ou expliquem
os dias que nos restam e dilatam os momentos
os poucos que ainda nos completam e seguram
como longas são as lembranças que nos deixam.

Tenho um problema com o rechear do peru ou, mais precisamente, de qualquer tipo de carne. Já há uns anos tentei um rolo de carne que saiu horrível, com a carne dura e rígida, qual cesto de madeira, com as cenouras e o ovo a escaparem indecentemente do abraço apertado das ataduras.
Mas não sou de desistir facilmente. A perna de peru já estava desossada pelo talhante, para receber o maravilhoso recheio que fiz: cebola, alho, salsa, pimento amarelo, cenoura, cogumelos, bacon, tâmaras, azeitonas, filetes de anchova (a ordem dos factores é arbitrária), tudo muito picadinho, regado com um fiozinho de azeite, vinho tinto e vinho do Porto, temperado com pimenta, cominhos e muito escasso sal, tudo envolvido numa alheira, (à qual tirei a pele, essa sim, só no fim).
Estava mesmo uma especialidade mas, quando tentei colocar o dito a meio do membro da grande ave galinácea, dobrando a perna sobre si mesma com a ajuda de uns fios próprios para o efeito (que, miraculosamente, estavam na dispensa), foi um desastre. Se atava uma ponta, o recheio fugia pela outra, se apertava a ponta oposta, o recheio fluía pelos lados.
Acabei por rodar a carne peru 180 graus, fazendo do recheio um colchão. Espalhei umas cebolinhas pequeninas no tabuleiro, umas castanhas congeladas, massajei o peru com massa de alho e de pimentão, um pouco de sal, um pouco de azeite, vinho e rodelas de laranja, para além de louro, cobri com papel de alumínio e assei durante cerca de duas horas. A meio da assadura virei o peru, para cozinhar dos dois lados.
Devo dizer que estava fantástico, com o exo-recheio misturado no molho, nas castanhas e nas cebolinhas. O esparregado (daqueles congelados já pré-cozinhados) serviu de acompanhamento saudável e vegetariano, enfim, uma perfeição.
Mesmo tendo saído vitoriosa desta provação, o problema do recheio mantém-se irresolúvel. Talvez para o ano já tenha inventado uma nova fórmula para o fazer. Os doces, os licores e o café remataram a refeição, tendo todos os comensais, após interrogação personalizada e universal (o que foi muito mal interpretado como bulling culinário) acenado e emitido vários ruídos com óbvio significado aprovador.
(...) Muito se perde, e muito fica; embora
Não tenhamos a força que, outros tempos,
Tudo movia – quanto somos, somos:
Uma igual têmpera do peito heróico,
Ao tempo e fado frágil, mas bem forte
Para buscar, achar, e não perder.
Ulisses, de Tennyson, tradução de Jorge de Sena
Obrigada a quem me mostrou este poema dito por Helen Mirren.
Manhã de Natal, ocupada a ganhar forças para preparar o jantar de Natal.
Passeio pela Internet, olhos as notícias dos jornais e ouço a TV que tenho aos pés da cama. De vez em quando levanto os olhos. Há uns minutos dei com uma cena de um filme no canal Cinemundo - O Espaço que nos Une (2017) - que se passa no futuro, e vejo um homem que, aparentemente, está a trabalhar em frente a um computador. Mostra-se apreensivo e ausente, enquanto uma mulher lhe dá um café, com ar deferente, preocupado, quase maternal. Era obviamente a sua secretária.
É assim que projectamos o futuro, com secretárias mulheres a oferecerem cafés aos seus superiores hierárquicos, homens. Por isso, quando leio esta notícia sobre o tempo que levará a ser atingida a igualdade entre géneros, em termos salariais - 202 anos - acho que, se calhar, os seus autores estão a ser optimistas.

O lema deste Natal é ser alternativo. Aliás os meus Natais são todos alternativos – aqui respira-se a tradição.
Na verdade comecei o dia com uma que comecei há cerca de ano e meio – um maravilhoso e revigorante treino, em prevenção para aumento de massas gordas, coisa terrífica e de muito difícil terapêutica.
Mas logo a seguir continuaram as actividades natalícias, que isto são turnos contínuos e sem remuneração adicional. Tenho que ponderar uma greve com coletes verdes e encarnados, a condizer com a quadra.
A calda de açúcar já está pronta. Água (500 ml) com açúcar (650 gr) casca de limão e paus de canela ao lume fazem verdadeiros milagres. Então se, ao levantar fervura, lhe juntarmos um bom cálice de vinho do Porto, deixando depois fervilhar durante 12 minutos, é a receita mais alternativamente tradicional que podemos ter para regar os sonhos (e as rabanadas).
Claro que, no entretanto, embrulhei mais umas garrafitas de licor. Este ano adoptei uma nova moda – nada de fita-cola nem dobras simétricas. Pega-se num papel, envolve-se o objecto a embrulhar, amarrota-se artisticamente, de modo a cobrir todas as superfícies, e ata-se o sobrante de papel com uma fita colorida e flamejante. E pronto, nem faço de conta que embrulho.
O bacalhau aguarda a sua vez de cozer, tal como as batatas, o grão e a couve – desta vez optei por couve coração, porque não me apeteceu estar 3 horas a arranjar e lavar uma enormíssima quantidade de couve tão portuguesa quanto cansativa, que mirra assustadoramente no tacho. A perna de perú para amanhã também já está de molho em água, tomilho, pimenta, louro e rodelas de limão e laranja. O recheio será uma inspiração de momento, mas já estou a imaginar algo que inclua cebola, bacon, tâmaras, alheira, pimentos, cogumelos, azeitonas e anchovas. Enfim, imaginação nunca me faltou.
Por agora gozo os prazeres da preguiça, mas tenho a certeza de que logo à noite, rodeada por gente que adoro e pelos vapores tradicionalmente alternativos da Consoada, ouvirei cá dentro uma voz poderosa a dizer:
Está tudo com bom aspecto militar!

Mourejar, sim, trabalhos forçados, também, mas não se procedeu à operação filhoses mas sim à operação rabanadas.
Todos os anos fazemos rabanadas, é mesmo o tiro de partida para a Consoada. Mas este ano, eu que tanto me apetecia fazer filhoses, acordei muito esmorecida, e só a ante-visão da farinha para amassar, retirou-me qualquer ambição doméstica de índole natalícia.
Mas as rabanadas estão com um aspecto fantástico. Já temos uma prática quase ancestral, uma linha de montagem perfeita, entre molhar as fatias de pão no leite, passá-las no ovo batido, fritá-las e polvilhá-las de açúcar e canela, que nem uma verdadeira pastelaria em hora de ponta.
Hoje, se tudo correr conforme planeio, ainda farei a calda para sonhos e rabanadas.
Amanhã será a a vez da aletria e do bacalhau, cozido com couves, mais tradicional é mesmo impossível. E eu, que tenho uma PT que parece uma assombração, e que me promete mundos de horríficos treinos para recuperar as graminhas que ganhar durante esta quadra, vou bebericando chá para resistir à tentação e ouvindo cantos celestiais, enquanto congemino as melhores formas de prevaricar sem dar muito nas vistas...
Anne-Sophie von Otter
Koppangen (Holy Night)
música de Per-Erik Moraeus
letra de Py Bäkman

.... para os trabalhos forçados dos próximos dias.
Na cozinha perfilam-se a farinha, os ovos, as laranjas, o chá e o leite, à espera do desencadear das hostilidades. O dia será de filhoses.
Hoje, em amena cavaqueira, enchi diversos frascos com diversos licores parecidos uns com os outros, o que levou a várias provas para rigorosa e científica identificação e colagem de rótulos.
Seguiu-se a confecção de uma prodigiosa novidade, indecentemente roubada a uma pessoa altamente preocupada com o meu peso e a sua redução, que consiste no derreter de chocolate com uma pitada de óleo de coco, mistura de sementes diversas, espalhanço do preparado num tabuleiro forrado com papel vegetal e esperança de que tudo se transforme em pequeníssimas bolachinhas para juntar aos parcos e esquálidos cabazes.
Enfim, it's beginning to look a lot like Christmas...

Salvador Dali -1960
Viro o Natal do avesso
examino-lhe as costuras
corto estrelas em excesso
aconchego nas suturas.
Fui ao mato buscar lenha
para acender a lareira
sem amor que me sustenha
arde a alma na fogueira.
Abri a porta da casa
ao Menino que nasceu
há um mundo que extravasa
a tristeza que há no meu.
Parti o pão que me deste
bebi da água e do vinho
meu Menino que nasceste
rodeado de azevinho.
Viro o Natal do direito
e penteio-lhe a nervura
verde lindo e sem defeito
polvilhado de ternura.

VOTO N.º 660/XIII/4.ª DE PESAR PELO FALECIMENTO DE
GENERAL LOUREIRO DOS SANTOS
É com profundo pesar que a Assembleia da República assinala o falecimento do General José Alberto Loureiro dos Santos.
O General Loureiro dos Santos era considerado um dos mais notáveis militares da sua geração, cuja distinta carreira o levou aos cargos de Vice-Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas e Chefe do Estado-Maior do Exército. Também na política, teve papel de relevo ao desempenhar o cargo de Ministro da Defesa Nacional nos IV e V Governos constitucionais.
Nascido a 2 de setembro de 1936, em Vilela do Douro, no concelho de Sabrosa, Vila Real, concluiu com distinção os estudos secundários em 1953, tendo ganho o prémio nacional de melhor aluno dos liceus, e ingressou na Escola do Exército, onde se formou em Artilharia.
Combatente na Guerra Colonial, o General Loureiro dos Santos participou na Revolução de Abril, tendo assumido o cargo de secretário do Conselho da Revolução, e foi um elemento ativo no processo de transição para a democracia em Portugal.
Doutrinador com vasta obra publicada, o General Loureiro dos Santos foi um dos grandes mestres da moderna escola de Estratégia em Portugal, com um papel fundamental no moldar do pensamento militar do pós-25 de Abril e na definição teórica da política externa portuguesa.
O General Loureiro dos Santos lecionou no Instituto de Estudos Superiores Militares, do qual fez parte do conselho científico, e no Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas (ISCSP) — no qual foi membro do Conselho de Honra. Era também membro da Academia das Ciências de Lisboa e do Conselho Geral da Universidade Nova de Lisboa, como personalidade externa.
Foi membro fundador do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais, membro do Centro de Estudos Estratégicos do Instituto de Altos Estudos Militares, membro do Grupo de Reflexão Estratégica do Ministério da Defesa Nacional e participou na Comissão de Revisão do Conceito Estratégico de Defesa Nacional em 2012.
Como comentador de assuntos de estratégia, segurança e defesa, o General Loureiro dos Santos era presença frequência nos meios de comunicação social, tendo granjeado a admiração do grande público.
Reunida em sessão plenária, a Assembleia da República lamenta profundamente a morte do cidadão ilustre, do militar exemplar e do pensador ímpar e endereça à família, aos amigos e ao Exército português as mais sentidas condolências. Palácio de São Bento, 21 de novembro de 2018.
O Presidente da Assembleia da República, Eduardo Ferro Rodrigues.
Outros subscritores: André Pinotes Batista (PS) — Lúcia Araújo Silva (PS) — José Manuel Carpinteira (PS) — Lara Martinho (PS) — Maria Conceição Pereira (PSD) — Ivan Gonçalves (PS) — Wanda Guimarães (PS) — Santinho Pacheco (PS) — Francisco Rocha (PS) — José Rui Cruz (PS) — António Sales (PS) — Ricardo Bexiga (PS) — Ana Passos (PS) — Norberto Patinho (PS) — João Marques (PS) — Sofia Araújo (PS) — Rui Riso (PS) — Cristina Jesus (PS) — Odete João (PS) — Maria Augusta Santos (PS) — Joana Lima (PS) — Ana Sofia Bettencourt (PSD) — Luís Pedro Pimentel (PSD) — Carla Sousa (PS) — Carla Tavares (PS) — Maria Manuela Tender (PSD) — Luís Leite Ramos (PSD) — Eurídice Pereira (PS) — Edite Estrela (PS) — Paulo Pisco (PS) — Luís Vales (PSD) — António Costa Silva (PSD) — Susana Lamas (PSD) — Nilza de Sena (PSD) — Elza Pais (PS) — João Gouveia (PS) — Regina Bastos (PSD) — Margarida Mano (PSD) — Maria Germana Rocha (PSD) — Alexandre Quintanilha (PS) — Berta Cabral (PSD) — Pedro Pimpão (PSD) — Sandra Pereira (PSD) — Sara Madruga da Costa (PSD) — Ana Oliveira (PSD).

Marine Le Pen ganharia hoje a primeira volta das eleições presidenciais francesas
O que mais me impressiona quando ouço e leio os argumentos dos chamados coletes amarelos a exigir a demissão de Macron e a realização de novas eleições, é a repetição de eu não votei nele e de ele não nos representa.
A democracia representativa, ou seja, o governo pela maioria eleita livremente, por um intervalo temporal que se rege pela lei, deixou de ter significado. Como não se vota em uma determinada pessoa ou opção política, não tem que se acatar a decisão e a escolha da maioria.
Portugal não é excepção, ao contrário do que se tem dito e repetido em vários meios de comunicação. As novas formas e ritmos das greves que estão a aparecer, tal como as notícias que se põem a circular sobre os actores políticos, muitas delas inventadas mas muitas outras, infelizmente, bem reais, são o perfeito caldo para o aparecimento daqueles que acabarão com todos os tipos de greves e todos os tipos de reivindicações - os ditadores e as ditaduras.
Têm que ser doces, os licores deste Natal. Muito doces, pegajosos e fortes, de forma a elevar os comensais às alturas das melopeias e das almas gentis, docemente embaladas em asas de anjos e sorrisos exemplares.
Lá fora ficam as greves e os populismos, tristezas e voluntarismos, desemprego e escravatura, consumismos e rezas fictícias. Natal começa a significar enrolarmos uns novelos fronteiriços entre nós, redutos do bem, e o mundo, tomado pelo mal. Portanto, este Natal os licores são de chocolate, de ovo e o terceiro é uma mistura dos dois anteriores, o melhor (na minha opinião).

Todas as experiências são levadas muito a sério e com todo o rigor: primeiro procura-se uma receita, depois pensa-se nos ajustamentos, depois procuram-se os ingredientes, no fim confeccionam-se as iguarias. A receita que acabei por compor (ou não assistisse eu a milhares de MasterChef) foi:
Numa panela grande, aquecer a água e o leite com o cacau, o chocolate partido aos pedaços, o açúcar e baunilha (as vagens abertas e o raspado do seu interior), mexendo bem e deixando ferver, como se estivesse a fazer um fantástico cacau quente.
Depois de arrefecer e coar (com um paninho de algodão) deve-se usar a varinha mágica para desfazer os grumos que tenham ficado. Quando estiver totalmente frio, juntar a aguardente com cuidado e mexendo, para incorporar. Engarrafar e deixar descansar uns quinze dias, pelo menos, agitando as garrafas de vez e quando.

Em relação à mistura, ela resultou de uma tentativa em reduzir a espessura e o grau alcoólico do licor de chocolate, tal como aumentar o grau e a espessura do licor de ovo. É só pegar num litro de licor de cada tipo e misturá-los. Fica muito, muito bom!

Acredito na boa fé de muitos dos que se juntaram às primeiras manifestações dos coletes amarelos, em Paris.
Agora ninguém tem qualquer dúvida sobre o objectivo que move a continuação da destruição e do vandalismo das novas manifestações. É vandalismo e terrorismo, com o objectivo imediato de roubar e lucrar e outro mais subterrâneo, aproveitado e incentivado pela extrema direita e pela extrema esquerda de destruir a confiança no regime democrático.
Por cá tenta-se copiar. A extensa e permanente cobertura pelos media dão motivos para aumentar a violência, pela divulgação do medo a nível nacional e internacional. É muito difícil tentar perceber qual o equilíbrio entre a informação e a propaganda gratuita.
Macron foi eleito há pouco mais de um ano. A extrema-direita está exultante perante as últimas vitórias, nomeadamente em Espanha. E nós todos, por acção ou omissão, vamos deixando que o abismo se aproxime.

27.
O meu irmão me criou
Com paus com pedras com cinto
Por sete mães me deixou
Por entre noites de absinto
O meu irmão me vendeu
Por dinheiro e por carinho
Por sete mares me perdeu
Morrendo devagarinho
O meu irmão me fechou
Para abafar o lamento
Por sete caves calou
A fome do meu tormento
O meu irmão definhou
Sem descanso nem perdão
Por sete infernos passou
Sem quebrar a maldição
in Prosas Biblicas - Livro 1
(pág. 39)
... do post anterior, se considerarmos o número de cirurgias programadas efectuadas em 2017, segundo os dados da ACSS terão sido 575.834, e o número de cirurgias já suspensas desde o início da greve dos enfermeiros - 5.000, é o adiantado pela imprensa, concluímos que, tal como a Ministra da Saúde disse, é uma percentagem residual - mais precisamente 0,8%.
Isto não diminui a gravidade do assunto, mas também convém ter uma perspectiva de peso e das percentagens, pois ajuda a compreender que a adesão é, de facto, residual. O mais extraordinário é a forma como a Bastonária da Ordem dos Enfermeiros está a comandar esta greve.
A Very British Coup é uma série de TV já com 30 anos, que conta a história de uma vitória eleitoral de um político de esquerda, do tipo do Jeremy Corbyn, que assume o lugar de Primeiro-ministro do Reino Unido. Como tal elimina o monopólio dos jornais, promove a retirada das bases militares americanas do seu território e a saída da NATO, para além do desarmamento nuclear unilateral, o que desencadeia uma união das forças políticas da oposição aliadas às empresas e aos lóbis mediáticos para desacreditar o próprio Pimeiro-ministro e promoveram um alarme social para levar à demissão do governo.
Ao assistir a esta onda de greves, principalmente à dos enfermeiros, que já levou ao adiamento de milhares de cirurgias, cujo reagendamento é muito difícil e levará, muito provavelmente, ao recurso às instituições privadas para tentar recuperar e tratar os doentes, penso sempre nesta série.
Será que não estará a haver instrumentalização dos enfermeiros para dar uma forte machadada no SNS? É que se o objectivo fosse boicotar só por boicotar, a forma não poderia ser mais bem escolhida.
A extrema direita alastra na Europa. Na Andaluzia, elege 12 deputados, em França, juntamente com a extrema esquerda, mantém o País refém da violência.
As democracias rangem e estalam. Que ninguém se engane - o regime democrático está em risco.
E Portugal?
Astor Piazzolla
Aydar Gaynullin - acordeão
Artyom Dervoed - guitarra
Sergey Shamov - cajón
David Robert Coleman - maestro
Orquestra Filarmónica de Berlim (2014)
Uma das coisas de que mais gostava era licor de ovo (Advocat – Bols) com Trinaranjus de limão. Desde esses anos longínquos, em que nada me fazia mal, que nunca me lembrei de procurar uma receita para fazer eu própria o licor. Há uns meses provei um licor de ovo caseiro, muito bom, feito na Bimby. Eu não tenho Bimby mas decidi procurar uma receita para fazer um licor à minha moda, que seria a novidade deste Natal.

Na internet encontrei várias receitas, e adoptei (adaptando) uma delas:
Na verdade, parece mais de leite do que de ovo, mas vamos ver como ficará!


São duas, simpáticas, afáveis e boas cozinheiras. Resolveram abrir um pequeno café-restaurante, onde se pode provar comida do Médio Oriente, petiscar e levar para casa.

Tudo feito de raiz, desde os molhos aos pickles, dos sumos ao pão Pita. Para além de muito agradável e acolhedor, o café e os pequenos doces são fantásticos.

Grão a Grão - Café Falafel merece a visita e a divulgação!
Resilience Paula Crown O Sapo vai deixar de ser uma plataforma de alojamento de blogs. Tudo acaba. Os blogs estão em agonia e só mesmo algu...