Manhã de Natal, ocupada a ganhar forças para preparar o jantar de Natal.
Passeio pela Internet, olhos as notícias dos jornais e ouço a TV que tenho aos pés da cama. De vez em quando levanto os olhos. Há uns minutos dei com uma cena de um filme no canal Cinemundo - O Espaço que nos Une (2017) - que se passa no futuro, e vejo um homem que, aparentemente, está a trabalhar em frente a um computador. Mostra-se apreensivo e ausente, enquanto uma mulher lhe dá um café, com ar deferente, preocupado, quase maternal. Era obviamente a sua secretária.
É assim que projectamos o futuro, com secretárias mulheres a oferecerem cafés aos seus superiores hierárquicos, homens. Por isso, quando leio esta notícia sobre o tempo que levará a ser atingida a igualdade entre géneros, em termos salariais - 202 anos - acho que, se calhar, os seus autores estão a ser optimistas.
E é melhor que os autores e, já agora, as mulheres se sentem bem, à espera de tal igualdade. Só para rir ou sorrir.
ResponderEliminarA Sofia faz este post sobre igualdade e em todos os posts à volta dele vemos a Sofia a cozinhar. Questiono se a igualdade já terá chegado à casa da Sofia...
ResponderEliminarPara já, gostaria que este Anónimo se identificasse. E depois, as suas questões demonstram bem os preconceitos existentes nas cabeças das pessoas. Para si a igualdade é as mulheres deixarem de cozinhar?
ResponderEliminarEm minha casa a igualdade vive-se, não se apregoa. Tenho a felicidade de poder contar com uma família que me respeita e me deixa cozinhar sempre que me apetece.
Não se irrite Sofia. Eu só fiz uma perguntinha... A Sofia respondeu, está respondido.
ResponderEliminarLuís Lavoura
P.S. Para a maioria das feministas, igualdade é umas vezes cozinharem elas, outras vezes eles. Eu não sou adepto dessa forma de igualdade - em minha casa sou sempre eu quem cozinha, a minha mulher lava a louça.