29 junho 2014

Há uma música do povo

E agora mais este (desfio a colocar música e poesia no facebook - a mim calhou-me a letra P, a pedido de uma amiga):


 





Mariza


Fernando Pessoa


Mário Pacheco


 


 


Há uma música do povo,


Nem sei dizer se é um fado...


Que ouvindo-a há um ritmo novo


No ser que tenho guardado...


 


Ouvindo-a sou quem seria


Se desejar fosse ser...


É uma simples melodia


Das que se aprendem a viver...


 


E ouço-a embalado e sozinho.


E essa mesmo que eu quis...


Perdi a fé e o caminho...


Quem não fui é que é feliz.


 


Mas é tão consoladora


A vaga e triste canção...


Que a minha alma já não chora


Nem eu tenho coração...


 


Sou uma emoção estrangeira,


Um eco de sonho ido...


Canto de qualquer maneira


E acabo com um sentido!

Gaivota

A este desafio (colocar poesia e música no facebook - pediram-me a letra A), respondo com:


 



Amália


Alexandre O'Neil & Alain Oulman


 


 


Se uma gaivota viesse
trazer-me o céu de Lisboa
no desenho que fizesse,
nesse céu onde o olhar
é uma asa que não voa,
esmorece e cai no mar.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se um português marinheiro,
dos sete mares andarilho,
fosse quem sabe o primeiro
a contar-me o que inventasse,
se um olhar de novo brilho
no meu olhar se enlaçasse.

Que perfeito coração
no meu peito bateria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde cabia
perfeito o meu coração.

Se ao dizer adeus à vida
as aves todas do céu,
me dessem na despedida
o teu olhar derradeiro,
esse olhar que era só teu,
amor que foste o primeiro.

Que perfeito coração
no meu peito morreria,
meu amor na tua mão,
nessa mão onde perfeito
bateu o meu coração.

Dos apoios crescentes e das descolagens


Henrique Monteiro


 


Estes apoios crescentes a Seguro que conduzirão à grande vitória nas primárias soam-me estranhamente familiares, exactamente como a grande descolagem da candidatura de Mário Soares nas Presidenciais de 2006.

28 junho 2014

Mobilizemo-nos


 


É mesmo a nossa única hipótese - que António Costa consiga mobilizar Portugal.


 


As movimentações da direcção do PS, afecta a António José Seguro, demonstram bem a falta de liderança e de visão política, para não falar da indesmentível preparação de umas eleições que são tudo menos a expressão livre de uma vontade. Avizinham-se regimentos de simpatizantes que o nunca foram e que apenas serão instrumentos de manipulação eleitoral.


 


António Costa tem que começar já a fazer a campanha para as legislativas, tem que falar para fora do PS. A sua única hipótese é que a mobilização popular seja de tal forma avassaladora que o próprio aparelho do PS perceba que, com António José Seguro, se arrisca a não ganhar o poder.


 


A candidatura de António Costa tem que manter o distanciamento em relação aos ataques pessoais e aos assassinatos de carácter. De certeza que irão aparecer notícias sobre perfídias de José Sócrates e sobre actos de corrupção, compadrio e tráfico de influências protagonizadas por António Costa, família e amigos. É a arma dos cobardes. É muito importante que quem deseja que o PS tenha uma vitória retumbante nas próximas legislativas e, mais importante que isso, alguém à frente do governo que relance a esperança e mude alguma coisa, deve participar nas primárias do PS. E temo bem que esse grupo anónimo de gente seja menos militante que os seguidores de António José Seguro.


 


Temos a oportunidade de fazer alguma coisa. É mesmo bom que a aproveitemos.

25 junho 2014

Das diferenças e semelhanças

António José Seguro tentou sempre, durante todos estes anos, afastar-se de Sócrates e dos seus governos. Nunca assumiu que houve mais coisas boas que más, nos governos anteriores à Troika e, por omissão, deixou que se instalasse em toda a sociedade a explicação para o desastre na culpa dos socialistas, mas apenas os socráticos.


 


Agora que António Costa lhe disputa a liderança, António José Seguro volta ao assunto, colando António Costa a Sócrates e aos seus governos, para passar a mensagem que com António Costa voltará Sócrates, a bancarrota, o desperdício de dinheiros públicos e a corrupção.


 


António José Seguro alia-se tacitamente à direita e à esquerda mais reaccionária para ver se consegue manter-se, a todo o custo, como candidato a chefe do governo nas próximas eleições legislativas. Ainda não percebeu que, quanto mais tempo se arrastar na liderança, mais perde o PS e, muito mais grave que isso, mais aumentam as hipóteses de termos um próximo governo idêntico ao presente.

23 junho 2014

Críptico

 



Bo Christian Larsson


 


Martelam-me na cabeça os nós


dos dedos de Deus.


Em cadência rítmica e dolorosa


chamam insistentemente


numa ladainha críptica


repetem segredos monótonos


que ecoam pela eternidade.

Meridional


Karen Hollingsworth 


 


Dou a volta a um parapeito que sobrevoa o caos


estranho o silêncio e a subtil luz meridional


sem sol nem brilho arrefecida de névoa


e vagar. Inclino os olhos e suspendo a voz


numa surda aceitação do tempo.


 


Recolho os sentidos e instalo a esquina


de um limite numa vida que se refaz.

22 junho 2014

Do jogo com os EUA

Está tudo a torcer por Portugal!


Vamos lá, equipa, lutar e vencer!


Temos que colocar a nossa bandeira na Rua da Copa.


 



 


Rua da Copa - Manaus

19 junho 2014

Do inacreditável

 


Estamos no país do inacreditável – o governo reage com raiva e vinga-se nos funcionário públicos, ameaçando-os de pagar a uns e não pagar a outros, após a decisão do Tribunal Constitucional, acusando-o de ser o responsável pelas atitudes de quase terrorismo a que vamos assistindo, desde há 3 anos.


 


Apenas um dia depois, os anunciadores da provocação são desmentidos por membros do mesmo governo.


 


António José Seguro esfrangalha o PS e qualquer hipótese de haver uma oposição credível, mobilizadora e ganhadora das próximas eleições legislativas, com uma cegueira política que só agrava a sua débil liderança, acusando António Costa de traição e oportunismo, em vez de, o mais rapidamente possível, clarificar a situação – demitindo-se e convocando eleições dentro do partido.


 


Entretanto há uma demissão em bloco dos Directores dos Serviços do Hospital de São João e a Administração compreende e está solidária mas… também se demitiu ou não? Porque se compreende e está solidária com os motivos das demissões - a qualidade na prestação de cuidados de saúde à população estar em risco – eu é que não compreendo a postura da Administração nem a falta de reacção do Ministério da Saúde.


 


Bem, na verdade eu não entendo absolutamente nada do que se está a passar.

João e Maria

É difícil escolher uma canção, de tantas e tão maravilhosas com que Chico Buarque nos tem presenciado.


 


Muitos e muitos parabéns para um dos grandes autores de música brasileira. Fica uma.


 






Agora eu era o herói
E o meu cavalo só falava inglês
A noiva do cowboy
Era você além das outras três
Eu enfrentava os batalhões
Os alemães e seus canhões
Guardava o meu bodoque
E ensaiava o rock para as matinês


 


Agora eu era o rei
Era o bedel e era também juiz
E pela minha lei
A gente era obrigado a ser feliz
E você era a princesa que eu fiz coroar
E era tão linda de se admirar
Que andava nua pelo meu país


 


Não, não fuja não
Finja que agora eu era o seu brinquedo
Eu era o seu pião
O seu bicho preferido
Vem, me dê a mão
A gente agora já não tinha medo
No tempo da maldade acho que a gente nem tinha nascido


 


Agora era fatal
Que o faz-de-conta terminasse assim
Pra lá deste quintal
Era uma noite que não tem mais fim
Pois você sumiu no mundo sem me avisar
E agora eu era um louco a perguntar
O que é que a vida vai fazer de mim?


40 anos de Abril na Saúde


 


 

16 junho 2014

Menos ais


 


Nada de queixas nem desculpas. Toaca a jogar como deve ser contra os Yankees.


 


Ainda há muita bola, convém que haja também pernas, vontade e brio.


 


Tudo e todos a torcer!

Das campanhas negras

 



 


Regressaram as notícias das corrupções de Sócrates. A direita tem receio de que alguma coisa comece a mexer, no PS.

15 junho 2014

Do desespero

Alberto Martins quer uma coligação com o PCP e o BE - a sério?


 


Com os mesmos partidos que consideram que o PS tem prosseguido, desde 1975, uma política de direita, de destruição do Estado Social e dos direitos dos trabalhadores?


 


Com os mesmos partidos que elegem o PS como um dos seus principais inimigos e que, sempre que consideram que isso serve os seus intentos particulares, se coligam com a direita para derrotar o PS, independentemente do que isso signifique para o Estado Social e os direitos dos trabalhadores?


 


Desespero, a quanto obrigas.

Da mediocridade reinante

É patética a figura de António José Seguro. Agarrado que nem uma lapa aos estatutos que impedem a disputa interna do seu lugar, arrasta-se penosamente, lançando veneno contra António Costa, esquecendo que vai estraçalhando o partido e o País. De uma coisa estamos certos - o PS com este líder está cada vez mais longe de uma vitória nas eleições legislativas.


 


António Costa tem resistido a responder no mesmo tom. Ainda bem. Que se demarque desta mediocridade imatura e infantil, desta péssima peça teatral em que ninguém acredita e em quem ninguém se revê.

Papa Francisco


 


Desconfiei sempre muito do que se dizia do Papa Francisco. De repente, logo após a sua eleição, o Papa Francisco era, praticamente, o novo Messias.


 


Assisti à entrevista que deu a Henrique Cymerman, com interesse crescente. É excelente e reveladora de alguém que se despoja do título mas entende a solenidade do mesmo e que dá a ideia de viver o que sente. Extraordinário o que diz sobre a globalização, a ideologia económica e social de hoje, as desigualdades, a nobreza da política, o anti-semitismo, o diálogo inter-religioso, as perseguições a cristãos. Não tem medo de ser politicamente incorrecto mas tem o cuidado de não ofender nem dividir.


 


Muito, muito interessante. Vale a pena ouvir e meditar.


 


 


 

Do esgotamento democrático

 


É muito interessante ouvir e ler algumas pessoas / agrupamentos partidários usarem a expressão - a democracia não se esgota nas eleições. São habitualmente as / os mesmas (os) que nunca aceitaram nem aceitam os resultados eleitorais.


 


De facto as eleições não são tudo - e têm que ser livres, sem censura, com liberdade de expressão de pensamento, imprensa livre e justiça a funcionar. Mas são a base e a fundação da democracia representativa. Qualquer desvalorização de eleições livres são sintoma de cultura totalitária, com ou sem roupagem de grande preocupação pela vontade do povo e das massas trabalhadoras.


 

14 junho 2014

Muitos parabéns


 


Duarte Nuno Vieira

Cinema Ideal


 


Nunca fui ao Salão Ideal nem sabia que tal sala de cinema tinha existido, quanto mais que fora a primeira sala de exibição cinematográfica de Lisboa.


 


Hoje, ao ler o Público, apercebi-me que ia ser reinaugurado como Cinema Ideal, na Rua do Loreto, a sua localização original. Fiquei muito curiosa e com grande vontade de lá ir. A ideia de uma reconstrução que devolva aos cinemas a sua mística, que os transforme em locais de convívio e bom cinema, sem que obrigatoriamente se passem os êxitos de momento, parece-me excelente.


 


Nunca me habituei às pipocas com Coca-Cola. Esta moda importada dos EUA, tal como o dia dos namorados e o dia das bruxas não me leva mais vezes ao cinema, bem pelo contrário. Neste caso (como em muitos outros) sinto-me retrógrada e fora de época. Tenho imensa pena, por exemplo, de terem acabado os bilhetes de cinema personalizados. Havia-os para todos os gostos e cada sal de cinema e cada filme eram especiais. Cheguei a juntar alguns, tal como de teatro e de museus, numa espécie de colecção da qual desisti rapidamente. Não sou mulher de coleccionismo.


 


A emoção do bilhete na mão, o escuro e o silêncio da sala, a comunhão de gargalhadas e de susto, de tristeza e de carinho, com a mole anónima à volta, era especial e mantém-se inalterada.


 


Um dia como os outros (143)


(...) quando foi que nos habituámos a aceitar que somos impotentes? que as coisas são o que são? que as decisões dos conselhos de admnistração, como 'dos mercados', são tão inelutáveis como as forças da natureza? quando foi que ficámos tão cobardes?


 


que aconteceu às comissões de trabalhadores, às negociações entre trabalhadores e empresas, aos compromissos, aos acordos, à divisão de forças? que aconteceu à nossa voz? que aconteceu connosco?


 


colectivo, nisto, só o despedimento. é bom que pensemos nisso -- porque, na nossa hora, teremos por nós exactamente o que agora oferecemos.


 


Fernanda Câncio

10 junho 2014

Do respeito sem inho


Público


 


A deriva populista e demagógica varre toda a sociedade portuguesa. A onda de ódio antipolítica e antipolíticos é um sintoma de falta de cultura democrática tão evidente como a preocupação em censurar imagens ou em calar manifestantes.


 


Já tenho aqui dito mais de uma vez que me incomoda que haja grupos de agitação permanente à espera dos representantes políticos para os apuparem, insultarem, acusarem. Aqueles que agora compreendem o povo que se manifesta contra Cavaco Silva, ministros, deputados, autarcas, não terão a mesma tolerância quando essas manifestações forem contra eles. Passou-se com Sócrates, com Maria de Lurdes Rodrigues, com Crato, com Relvas, com Correia de Campos, com Paulo Macedo e passar-se-á com qualquer um que ocupe funções no Estado.


 


Confunde-se liberdade de expressão com insultos e gritaria, com enxovalho e humilhação. É como os comentários aos posts e as graçolas nas redes sociais. Uma tristeza, de facto.


 


Cavaco Silva deve ser combatido politicamente, e respeitado como Presidente eleito, tal como todos os outros representantes políticos, pois todos são a emanação do voto popular e têm mandato para exercerem o poder. Entendo mas não aprovo a guerrilha de tipo sindical associado ao PCP, ou de esquerda ampla associado ao BE, que irrompe por salas de reunião, conferências e comemorações oficiais, confundido gritaria com opinião maioritária, esquecendo-se que as manifestações não têm legitimidade eleitoral, por muito importantes que o sejam.


 


Talvez eu tenha uma raíz muito deferente ou muito retrógrada, ou ambas. Mas custa-me muito que, em nome da liberdade de expressão e da democracia, se achincalhe uma figura que nos representa a todos.


 


Quanto ao tipo de comemorações do dia 10 de Junho - ouço e vejo muita gente a insurgir-se contra o tédio e o piroso destas comemorações. No entanto, as populações estão presentes e gostam. Suspeito que, no dia em que muitos desses detractores fossem condecorados, estas festas passariam a ser sofisticadas e a constituirem um insubstituível acto de cultura.

Demarcação


J. B. Durão


 


Fronteiras desenhadas apenas na mente


os olhos não abarcam separações geográficas. Nem a alma


dos poetas se sente outra quando a sonoridade


dos versos a surpreende e encanta.


Demarcamos o corpo mas o sonho perde-se na lonjura do amanhã


e com estas mãos de penedos e terra escrevemos


os contornos de um lugar que não se esgota.

08 junho 2014

Exactíssimamente*


 


Tens vergonha, Camarada?


 


*(Título indecentemente roubado ao Valupi)

O toque a finados

 


António José Seguro transfigura-se. Ele ataca Costa, Sócrates e Cavaco, faz voz grossa aos jornalistas e apela aos portugueses e às portuguesas. Ele vai à Feira dos agricultores em Santarém, ao jornal da Judite e ao jornal da Ana Lourenço. Ele ataca directamente, pelo facebook, e por interposta pessoa, pelo Beleza. Ele mexe-se muito, indigna-se muito, apela muito.


 


António José Seguro esganiça-se e empina-se. É o toque a finados da sua liderança. Mas enquanto a agonia se arrasta vai-se urdindo a coligação do costume - PSD/CDS e PCP, tudo farão para que haja eleições antecipadas. O governo dramatiza o chumbo do TC às medidas orçamentais que tomou, em absoluta consciência da inconstitucionalidade das mesmas. A crise nunca foi tão desejada e Seguro corre contra o tempo.


 


Depressa, Sr. Presidente - Seguro espera ser coroado Primeiro-Ministro, mesmo que seja apenas com um voto. Passos e Portas estão convencidos da vitória, nem que seja por um voto apenas.


 


O Presidente está paralisado, preso pela rede que foi urdindo e em que se enredou. E os cidadãos, muitos suspensos e em transe até ver o recibo de pagamento do próximo mês, esperam, esperam, esperam...

Um dia como os outros (142)


(...) Mas, por incrível que pareça, o primeiro-ministro foi mais longe. Disse que os juízes não eram "escrutinados democraticamente".


 


Talvez Passos Coelho tenha esquecido que a sua legitimidade tem a mesma origem da dos juízes do TC: vem dos deputados, dos representantes do povo. Pois, os juízes são escolhidos pelos deputados. Muito embora alguém devesse também lembrar ao primeiro-ministro que em demo- cracia o voto não é a única fonte de legitimidade. (...)


 


Pedro Marques Lopes

É isso aí


Ana Carolina & Seu Jorge

 


 


É isso aí
Como a gente achou que ia ser
A vida tão simples é boa
Quase sempre


É isso aí
Os passos vão pelas ruas
Ninguém reparou na lua
A vida sempre continua


Eu não sei parar de te olhar
Eu não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não sei parar
De te olhar


É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade


É isso aí
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores


Eu não sei parar de te olhar
Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar de te olhar


É isso aí
Há quem acredite em milagres
Há quem cometa maldades
Há quem não saiba dizer a verdade


É isso aí!
Um vendedor de flores
Ensinar seus filhos a escolher seus amores


Eu não sei parar de te olhar
Eu Não sei parar de te olhar
Não vou parar de te olhar
Eu não me canso de olhar
Não vou parar de te olhar

The Blower's Daughter


Damien Rice 

 


And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her skies

I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

And so it is
Just like you said it should be
We'll both forget the breeze
Most of the time
And so it is
The colder water
The blower's daughter
The pupil in denial

I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes off you
I can't take my eyes...

Did I say that I loathe you?
Did I say that I want to
Leave it all behind?

I can't take my mind off you
I can't take my mind off you...
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind off you
I can't take my mind...
My mind...my mind...
'Til I find somebody new 

07 junho 2014

40 anos de Abril na saúde

 



 

Da igualdade de género político

Até na campanha política PSD, CDS e os companheiros do Secretário-geral do PS - António José Seguro - os argumentos são iguais:


 


António Costa representa o regresso de muito do que foi o José Sócrates (Álvaro Beleza)


 


Estamos outra vez, portanto, no domínio dos ataques pessoais e da campanha de ódio contra Sócrates. Caiu totalmente a máscara a esta liderança socialista. Vamos assistir ao novo agitar das escutas, processos, etc., que foram a base das campanhas das últimas legislativas, só que, desta vez, é em campanha interna.


 


Lindo.

Da réstia de esperança


 


Gostei do discurso, da postura, do ênfase com que António Costa apresentou a sua candidatura. Precisamos de alguém mobilizador, com carisma e que levante a esperança.


 


Mas António Costa terá que fazer mais que isso. Por enquanto ficaram de fora ideias para a concretização dos seus objectivos, formas que reproduzam os seus valores.


 


António Costa não precisa de se debulhar em medidas para todos os dias, nem publicitar as promessas de milagres a acontecer se conseguir ser Primeiro-ministro. Mas se não disser claramente ao que vem e como fará quando chegar, será mais um balão a esvaziar, mais um profunda desilusão.


 


E nós já não temos folga para mais desalento.

Um dia como os outros (141)


Desde as europeias, o PS


Desde a noite das eleições europeias, o PS entrou finalmente em ebulição. Infelizmente, por enquanto, para dar aos portugueses todos os sinais de que a desconfiança com que olham para a sua actual direcção é justificada.
Na noite de domingo, Assis e Seguro tentaram a chico-espertice táctica de se auto-proclamarem grandes vencedores de uma contenda em que não o foram. Mas esta questão já está suficientemente analisada. Adiante.

António Costa, de seguida, teve o sobressalto cívico e a energia anímica que lhe faltaram na noite do abraço de há um ano, simplesmente proclamando como a criança da fábula que o rei vai nu. Evidentemente, ao fazê-lo, tal como a dita criança criou um problema ao rei, à corte e mesmo aos súbditos que aplaudiam e foram subitamente confrontados com essa denúncia de nudez.

A reacção de Seguro foi a pior possível. Revelou a público os traços autoritários que tinha meticulosamente protegido nestes anos, exteriorizou a raiva acumulada contra o seu adversário de décadas, expôs como nunca antes tinha feito a sua relação com as questões de regime. Numa semana, a grande vitória do PS passou a ser a expressão da grande crise do sistema político e, qual Manuel Monteiro dos velhos tempos, promete sangue contra "os políticos" ao povo. De uma só medida, nada menos que a maior redução de deputados desde 1975, uma reforma do sistema eleitoral, uma nova lei de incompatibilidades e, para o PS, um sistema de eleições primárias abertas. Todos sabemos o que Seguro pensava ainda há pouco tempo d as primárias abertas e todas as outras medidas foram já discutidas vezes sem conta dentro e fora do PS sem que houvesse a vocalização de tão profundo descontentamento e necessidade de tão radical mudança. Porquê agora?

Porque há lideranças políticas para quem princípios são a expressão conjuntural das prioridades tácticas. Seguro tem hoje três objectivos tácticos - dificultar ao limite a possibilidade de ser formalmente deposto do seu lugar de Secretário-geral, prolongar ao máximo o tempo que medeia entre o choque eleitoral da auto-proclamada vitória que demonstrou a nudez da sua liderança e a disputa da liderança do PS e colocar entre hoje e o seu confronto com António Costa momentos para recuperar o controlo ameaçado das estruturas intermédias do partido em que assenta o seu poder. É ao serviço desses objectivos que se entende a sua actuação na aberta crise do PS.

As suas propostas sobre o sistema político são uma mera manobra de diversão para tentar dar uma aparência séria à sua conversão súbita - para ganhar tempo - a umas eleições primárias que exigem um recenseamento, que carecem de um estudo de "direito comparado" que na solidez das suas convicções nunca tinha pensado em pedir e que fez questão de impor que se disputassem a quatro meses de distância, a ver se a irritação com a sua falta de capacidade de liderança democrática arrefece. Vamos a ver se nos próximos dias não surgirá a cereja em cima do bolo desta táctica com a convocação de congressos distritais para antes - repito, antes - das eleições primárias, na expectativa de colar alguns cacos partidos em certas distritais a tempo.

António Costa tem resistido estoicamente a todas as armadilhas de abertura de pretensos debates sobre a natureza do sistema político, sobre a legitimidade das manobras estatutárias, sobre o formalismo intermitente com as conveniências sobre as regras desta disputa. Mas arrefeceu o ímpeto com que apresenta novas ideias ao país, embora esteja mais que a tempo para ir concretizando as linhas estratégicas que o diferenciam de Seguro para além de todas as diferenças de estilo, de personalidade e de concepção da vida política que todos sabemos que o distinguem.

Com o PS afundado pelas manobras da sua direcção num crise que será prolongada em vez de rápida, como deveria ser; com as fragilidades políticas do seu líder, exposta pelas suas performances televisivas em período de maior exposição; coma mediocridade dos principais dirigentes actuais visibilizada  pela sua súbita aparição e em algum casos pelas suas patéticas declarações e ameaças, o PS desce nas sondagens.

Os portugueses descobrem que o rei vai nu e este, em vez de olhar as suas vestes, indigna-se com quem diz em voz alta que o vai e o risco que é para o PS, o país e a democracia não o apear. Uma volta esta manhã pelas páginas de Facebook dos dirigentes do PS não deixará margem para dúvidas. António José Seguro e a sua corte não percebem o que estão a fazer à credibilidade do PS e acreditam na teoria do inimigo interno. Felizmente não têm os instrumentos que outros cultivadore dessa teoria tinha. E também felizmente mesmo com quatro meses arrastando este circo pelos média, o povo socialista vai acabar com esta tragédia antes que se torne farsa. 

A alternativa da esquerda democrática para Portugal segue dentro de momentos. pedimos desculpa por esta interrupção.



Das indignações de Seguro

 


 


Leio, indignado, as sondagens do Expresso e do jornal i que dão uma queda brutal ao PS.
Este é o resultado da irresponsabilidade do António Costa.
Os danos provocados ao PS devido à sua ambição pessoal!
Um PS em queda, depois de termos ganho as eleições europeias e do Governo ter chumbado pela terceira vez no Tribunal Constitucional.
Lamentável.
O PS não merece isto!


 


António José Seguro


 


 


António José Seguro só se indignou com umas sondagens. As outras achou melhor ignorar. António José Seguro está, objectivamente, a destruir o partido e a condenar o País a nova vitória da direita, nas próximas legislativas. Tanta cegueira e tanta falta de nível é difícil de imaginar.


 


O PSD/CDS já delinearam a sua estratégia - contar com o Presidente da República para usarem o TC como causa próxima da precipitação da queda do governo, para que haja eleições antes da disputa entre António Costa e o actual Secretário-geral do PS.


 


António José Seguro arrasta-se e arrasta tudo com ele. Isto é mesmo demasiado mau. Isto é mesmo inaceitável.


 


Das desinformações jornalísticas

 


Qualquer semelhança ente a notícia da TSF e o comunicado do SIM é pura coincidência.


 


(...) A Federação Nacional dos Médicos e o Sindicato Independente dos Médicos convocaram uma greve para 8 e 9 de julho, uma decisão tomada após uma longa reunião realizada na sexta-feira. (...)


 


(...) Na base desta protesto está a proposta sobre a existência de um Código de Ética, que a Ordem dos Médicos rejeita tendo mesmo pedido ao ministro da Saúde para que recuasse nesta matéria. (...)


 


TSF (07/06/2014 - 01:19)


 


 


(...) Reunidos hoje durante 4 horas com o Sr. Ministro da Saúde, conjuntamente com a Ordem dos Médicos e a Federação Nacional dos Médicos (e após uma reunião prévias das três organizações médicas), foram apresentados conjuntamente pelas duas associações sindicais médicas os pontos abaixo discriminados, os quais mereceram do Sr. Ministro uma aparente receptividade e uma resposta genericamente pela positiva, (...)


 


(...) Relativamente á resolução anunciada na reunião pela Federação Nacional dos Médicos (FNAM) de decretar uma Greve Nacional dos Médicos, o SIM manifesta desde já e publicamente a sua compreensão pela opção, caso esta se confirme.



As várias organizações médicas possuem os seus órgãos dirigentes eleitos e dotados de natural autonomia de decisão conferida pelos respectivos estatutos. Nesse sentido, é natural que existam diferenças de avaliação das situações político-sindicais e de posicionamento perante os problemas concretos que afectam os médicos.



Cada organização médica é livre de tomar as posições que entender e de assumir, por essa via, as suas responsabilidades perante os médicos em geral e os seus associados em particular.


 


O Secretariado Nacional do SIM (reunião com o Ministério da Saúde - 06/06/2014)

04 junho 2014

Dos sobressaltos (in)constitucionais

 


O governo de Passos Coelho e Portas, assim como a maioria que o sustenta, vai continuando a pressionar o Tribunal Constitucional, para que a opinião pública fique com a ideia de que o chumbo das normas orçamentais fazem parte de uma posição política dos Juízes e não de uma decisão baseada nos preceitos da Constituição. Toda a manobra do pedido de aclaração assim o demonstra.


 


É claro que temos um presidente que continua a fingir que não entende este clima de guerrilha institucional que o governo e a Troika mantém. 


 


Porque o problema está posto exactamente ao contrário - que está a causar um permanente sobressalto constitucional é o governo pois insiste em fazer orçamentos inconstitucionais.


 


Continua o folclore. E António José Seguro vai queimando em forno lento a hipótese de fazer oposição com a triste figura que se arrasta dia após dia.


 

02 junho 2014

Um dia como os outros (140)

 



(...) No Sábado, a surpresa: Seguro recusa discutir a convocação de congresso; tira da cartola a bicefalia, com eleições primárias para um cargo de futuro incerto, garantidamente gerador de instabilidade, o de candidato a primeiro-ministro. Sem regulamento que o suporte, nem calendário que o materialize. Lá fora as pessoas perguntarão: para quê dois, em vez de um só, designado por sufrágio universal de militantes? Dois galos no mesmo poleiro cantarão afinados? Por que razão Seguro propõe agora o que recusou há dois anos? Quem define, aceita, inscreve os simpatizantes eleitores? Como se previne a chapelada das inscrições a granel? Faltando 14 meses para legislativas, queimar meio ano num processo inovador mas desconhecido, deixando o governo a apascentar cabras em terreno de cultivo, não será o passaporte para uma derrota? Responder a uma sociedade civil, que só deseja Passos e companhia pela borda fora, com procedimentos inexperimentados, complexos, duvidosos e demorados, não será aumentar o desânimo?


 


António Correia de Campos


 

Nova morada - do Sapo para o Blogger

Resilience Paula Crown O Sapo vai deixar de ser uma plataforma de alojamento de blogs. Tudo acaba. Os blogs estão em agonia e só mesmo algu...