Gostei do discurso, da postura, do ênfase com que António Costa apresentou a sua candidatura. Precisamos de alguém mobilizador, com carisma e que levante a esperança.
Mas António Costa terá que fazer mais que isso. Por enquanto ficaram de fora ideias para a concretização dos seus objectivos, formas que reproduzam os seus valores.
António Costa não precisa de se debulhar em medidas para todos os dias, nem publicitar as promessas de milagres a acontecer se conseguir ser Primeiro-ministro. Mas se não disser claramente ao que vem e como fará quando chegar, será mais um balão a esvaziar, mais um profunda desilusão.
E nós já não temos folga para mais desalento.
Os discursos de António Costa têm sido tranquilos, e evitando o bombástico.
ResponderEliminarMas marcaram bem a diferença, face a A. J. Seguro, ao elogiarem a governação de A. Guterres e J.Sócrates.
Era tal, uma necessidade para Costa:
- obter apoios no seio do Partido Socialista
- obter apoios no eleitorado do centro esquerda, do centro e em nichos do centro direita.
Neste momento, o cerne da disputa pela Liderança e Nova Estratégia, do e no Partido Socialista fixa-se no timing, e na manobra dilatória de A. J. Seguro.
Este é ponto em que urge insistir.
Bom Fim de Tarde.
Bom Domingo:
Cordiais, Amistosas e Afáveis
Saudações Democráticas e Socialistas.
ACÁCIO LIMA
Concordo.
ResponderEliminarO discurso foi, no essencial, um enunciado de princípios. Faltou a apresentação de algumas, não muitas, medidas concretas, com efeito mais mobilizador.
Lavra por aí ,no entanto, uma discussão cuja racional a mim me escapa.
Dizem os críticos de António Costa, que isto é somente uma questão de personalidades, que o argumento base da candidatura de António Costa é este: eu sou candidato porque faço melhor que tu.
E daí? Eu acho que também é isso mesmo.
Será que o papel da liderança nas organizações não é relevante no sucesso para a realização dos seus objectivos? Existem inúmeros estudos académicos e científicos que mostram que o papel da liderança pode fazer, e muito, a diferença.
Seguro é um líder fraco. Mostra-o os resultados eleitorais, as sondagens de opinião pública e essa é a imagem que lhe está, irremediavelmente, colada.