27 outubro 2013

Dos inauditos perigos da Constituição

 


Temos assistido a uma autêntica inundação informativa sobre o perigo da pronúncia pela inconstitucionalidade de medidas do OE 2014 por parte do Tribunal Constitucional (TC). Não há dia em que não se leia ou ouça doutas personalidades, nacionais e internacionais, avisarem o TC do perigo de resgates, bancas rotas e sacrifícios inomináveis, arrastados pela descrença dos mercados e daquelas instâncias voláteis que governam o mundo neste pobre povo português.


 


Estamos outra vez perante o esforço de manipulação da direita retrógrada que quer impor a sua agenda ideológica fazendo crer que o não cumprimento do desmantelamento do estado social trará a catástrofe e o dilúvio, tal como aconteceu na altura do chumbo do PEV IV. Todos já percebemos o que significam estas inevitabilidades.


 

26 outubro 2013

A derrota da crise (16)

 


Poemas sobre a língua portuguesa


 



 


Natália Luiza


(selecção de Inês Pedrosa)  


Língua – Caetano Veloso


Língua Portuguesa – Olavo Bilac


Língua mater dolorosa – Natália Correia


Lamento para a língua portuguesa – Vasco Graça Moura


Pátria – Rui Knopfli


Língua – Gilberto Mendonça Teles


Novas ruminações – Gíria de Cacimbo


As linguagens – Mutimati Barnabé João


  


1 de Novembro, às 18h30, na Casa Fernando Pessoa


 

20 outubro 2013

Morte em Pemberly

 



 


Morte em Pemberly é um livro de P. D. James, uma autora consagrada de livros policiais e grande admiradora de Jane Austen. Neste livro P. D. James desenvolve a história tendo como personagens Elizabeth Bennet e Fitzwilliam Darcy, o casal de Pride and Prejudice, 6 anos após o casamento, em Pemberly, no Derbyshire. Com eles reencontramos Jane e Charles Bingley, Georgiana, Lydia e Whickham, entre outros, que ajudam a compor e a recriar o ambiente típico dos romances de Jane Austen.


 


Ao contrário das críticas que já li, gostei bastante do livro, que se centra na vida interior dos personagens, dando-nos conta dos pensamentos e dos sentimentos de Dracy e Lizzie quando um amigo de Whickham é morto a caminho de Pemberly, num noite tempestuosa, em circunstâncias que apontam para a culpabilidade de Whickham, obrigando Darcy a acolhê-lo e a olhar para a forma como a sua vida tinha sido e continuava a ser condicionada por ele. A trama policial arrasta-se pelo tribunal, deixando os leitores vogar pela organização estratificada e hierarquizada da sociedade inglesa, com os seus ricos proprietários rurais e as suas obrigações enquanto tal. P. D. James imaginou uma história condizente com o ritmo e a narrativa de Jane Austen, preocupando-se em tornar o livro credível como continuação da história anterior.


 


Nunca tinha lido nada de P. D. James, mas tenho bastante curiosidade em conhecer os seus detectives.


 

As Centenárias

 



 


Até 10 Novembro


Quarta a Sábado às 21:30h


Domingo às 16:00h


 


Carpideiras de vocação, duas antigas amigas aliviam as dores das famílias dos defuntos e alegram os falecidos, ritualizando as passagens para o outro lado, para cima ou para baixo, abrindo as portas do paraíso ou do inferno, desfilam pela vida entre mortos e rezas, cantos, choros  e ladainhas, em fuga constante da própria morte.


 


O sotaque do nordeste brasileiro apimenta e dá uma cor diferente às palavras. Um espectáculo imperdível, delicado e gentil, mordaz e divertido, a morte promove encontros e desencontros, explicando a vida que dói e se desenrola num tempo pendular, de memórias que se baralham e se ajudam.


 


Mais uma vez o Teatro Meridional deslumbra. O texto é soberbo, a adaptação (peça de Newton Moreno), a cenografia, a iluminação, o som e as actrizes fantásticas, em duas horas de várias histórias brilhantemente contadas.


 


Espalhem a notícia, divulguem e não percam. Além disso têm um espaço de aconchego enquanto esperam, café, chá e bolo, fotos que relatam o percurso desta companhia, verdadeiramente excelente e inovadora.


 

19 outubro 2013

Dia da Criação

 



Vinicius de Moraes

 

I
Hoje é sábado, amanhã é domingo
A vida vem em ondas, como o mar
Os bondes andam em cima dos trilhos
E Nosso Senhor Jesus Cristo morreu na Cruz para nos salvar.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Não há nada como o tempo para passar
Foi muita bondade de Nosso Senhor Jesus Cristo
Mas por via das dúvidas livrai-nos meu Deus de todo mal.

Hoje é sábado, amanhã é domingo
Amanhã não gosta de ver ninguém bem
Hoje é que é o dia do presente
O dia é sábado.

Impossível fugir a essa dura realidade
Neste momento todos os bares estão repletos de homens vazios
Todos os namorados estão de mãos entrelaçadas
Todos os maridos estão funcionando regularmente
Todas as mulheres estão atentas
Porque hoje é sábado.

II

Neste momento há um casamento
Porque hoje é sábado.
Há um divórcio e um violamento
Porque hoje é sábado.
Há um homem rico que se mata
Porque hoje é sábado.
Há um incesto e uma regata
Porque hoje é sábado.
Há um espetáculo de gala
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que apanha e cala
Porque hoje é sábado.
Há um renovar-se de esperanças
Porque hoje é sábado.
Há uma profunda discordância
Porque hoje é sábado.
Há um sedutor que tomba morto
Porque hoje é sábado.
Há um grande espírito de porco
Porque hoje é sábado.
Há uma mulher que vira homem
Porque hoje é sábado.
Há criancinhas que não comem
Porque hoje é sábado.
Há um piquenique de políticos
Porque hoje é sábado.
Há um grande acréscimo de sífilis
Porque hoje é sábado.
Há um ariano e uma mulata
Porque hoje é sábado.
Há um tensão inusitada
Porque hoje é sábado.
Há adolescências seminuas
Porque hoje é sábado.
Há um vampiro pelas ruas
Porque hoje é sábado.
Há um grande aumento no consumo
Porque hoje é sábado.
Há um noivo louco de ciúmes
Porque hoje é sábado.
Há um garden-party na cadeia
Porque hoje é sábado.
Há uma impassível lua cheia
Porque hoje é sábado.
Há damas de todas as classes
Porque hoje é sábado.
Umas difíceis, outras fáceis
Porque hoje é sábado.
Há um beber e um dar sem conta
Porque hoje é sábado.
Há uma infeliz que vai de tonta
Porque hoje é sábado.
Há um padre passeando à paisana
Porque hoje é sábado.
Há um frenesi de dar banana
Porque hoje é sábado.
Há a sensação angustiante
Porque hoje é sábado.
De uma mulher dentro de um homem
Porque hoje é sábado.
Há a comemoração fantástica
Porque hoje é sábado.
Da primeira cirurgia plástica
Porque hoje é sábado.
E dando os trâmites por findos
Porque hoje é sábado.
Há a perspectiva do domingo
Porque hoje é sábado.

 

Obrigada, Zélia.

 

18 outubro 2013

La Chanson des Vieux Amants

 



 Jacques Brel


 


 



Anne Sofie Von Otter & Brad Mehldau

 


Bien sûr, nous eûmes des orages
Vingt ans d'amour, c'est l'amour fol
Mille fois tu pris ton bagage
Mille fois je pris mon envol
Et chaque meuble se souvient
Dans cette chambre sans berceau
Des éclats des vieilles tempêtes
Plus rien ne ressemblait à rien
Tu avais perdu le goût de l'eau
Et moi celui de la conquête


 


Mais mon amour
Mon doux mon tendre mon merveilleux amour
De l'aube claire jusqu'à la fin du jour
Je t'aime encore tu sais je t'aime


 


Moi, je sais tous tes sortilèges
Tu sais tous mes envoûtements
Tu m'as gardé de pièges en pièges
Je t'ai perdue de temps en temps
Bien sûr tu pris quelques amants
Il fallait bien passer le temps
Il faut bien que le corps exulte
Finalement finalement
Il nous fallut bien du talent
Pour être vieux sans être adultes


 


Oh, mon amour
Mon doux mon tendre mon merveilleux amour
De l'aube claire jusqu'à la fin du jour
Je t'aime encore, tu sais, je t'aime


 


Et plus le temps nous fait cortège
Et plus le temps nous fait tourment
Mais n'est-ce pas le pire piège
Que vivre en paix pour des amants
Bien sûr tu pleures un peu moins tôt
Je me déchire un peu plus tard
Nous protégeons moins nos mystères
On laisse moins faire le hasard
On se méfie du fil de l'eau
Mais c'est toujours la tendre guerre


 


Oh, mon amour, mon doux mon tendre mon merveilleux amour
De l'aube claire jusqu'à la fin du jour
Je t'aime encore tu sais je t'aime


 

17 outubro 2013

Deste país (dizem)

 


Este, dizem, é um país de gente dócil e de brandos costumes. Este, dizem, é um governo que pegou na insustentável situação legada por Sócrates e, em submissão aos ditames da Troika, não tem alternativa senão escolher repetidamente políticas recessivas, que agravam a situação económica e que perpetuam o problema.


 


Assisti aos primeiros minutos da declaração da Ministra das Finanças ao monocórdico país que, em monocórdico tom, reiterou o pensamento e a ideologia que este governo professa, ao abrigo da fachada encarnada pelas ordens da Troika.


 


Entre as várias medidas que ainda ouvi, e dos rodapés que fui lendo ao longo da noite informativa, o Orçamento de Estado esquece a reforma do dito e a história da melhoria da produtividade na função pública visto que, ao mesmo tempo que aumenta o horários de trabalho para 40h/semana, propõe aos trabalhadores uma redução em 8h/semana. Poderia ser para reduzir o desemprego, mas é apenas para reduzir o montante que gasta com os salários. Portanto, a 12% de redução salarial (por aumento de horário de trabalho) somam-se os cortes, que passarão a visar os salários a partir de 600,00€, e atingirão os 12%.


 


A luta entre o CDS e o PSD está cada vez mais aparente, não se coibindo José Luís Arnaut de ser mais assertivo nas críticas à decisão e à gestão política dos cortes nas pensões de sobrevivência, do que Eurico Brilhante Dias, em frente ao inefável Mário Crespo. O PSD diverte-se a armadilhar Paulo Portas que, com os seus ministros pós remodelação, aceitam o contrário do que apregoaram antes de ascenderem ao governo.


 


Entretanto já não é só a Troika que se acha dona de Portugal. Angola compra as nossas empresas, os nossos jornais e assume a sobranceria de quem tem poder e manda, após a tristíssima e indigna figura de Rui Machete. Mas nem o gozo angolano serviu de mote à demissão do Ministro dos Negócios Estrangeiros.


 


Estrangeira sinto-me eu, no meu país. Este país que dizem brando e submisso, está cada vez mais alheado e descrente destas instituições, nacionais e europeias, que nós ainda acreditamos ser democráticas. Este é um país em que a gente boa, cumpridora, pobre, sem perspectivas, atraiçoadas pelos seus representantes eleitos, a quem tiram a dignidade e a esperança, tem todas as condições para vitoriar o primeiro vendedor de sonhos que lhe prometa um pouco de segurança e de placidez futura.


 


Este é um país de gente triste. E a infelicidade é a melhor arma para o mal, o mal corriqueiro, quotidiano e mediano, que se instala nas conversas, nas invejas, nos vizinhos, aquele mal que nos enforma a indiferença com que olhamos a diferença, a cor da pele, os bairros sujos e degradados, aquele mal de antes eles que eu. A infelicidade é perigosa.


 

13 outubro 2013

Tricot

 



The Hospital at 4 am


Douglas Manry


 


Tentou enrolar-se de lado, no cadeirão de plástico que rangia ao mais leve movimento. Ficou a olhar para ela, cabeça a descair, olhos fechados e mãos que desenhavam alguns gestos incompreensíveis. Angustiou-se. O que se passaria na sua cabeça? Seguiu atentamente aquelas mãos, uma ligada ao soro, a outra que se levantava do braço do sofá. Esforçou-se para a ouvir, pensando que necessitava de alguma coisa.


 


E percebeu que, no seu atabalhoado sono artificial, ela explicava a alguém o número de voltas, as malhas, as agulhas e as cores que iria tricotar, com a gentileza de quem ajeita a lã ao corpo, medindo com olhar da mente os centímetros do decote, a inclinação da cava. Levantou-se a devagarinho sossegou-a, como quem acalma uma criança, sem conseguir conter as lágrimas.


 

Um dia como os outros (135)

 


 



(...) se lhe perguntarem se ele tem linhas vermelhas, não tem. se lhe perguntarem se tem vergonha, nem sabe o que tal seja. se lhe perguntarem se acha que se vai safar, está convencidíssimo disso. e o pior de tudo é que é mesmo possível: quem semantém no governo depois de uma demissão irrevogável e sobe até nas sondagens pode acreditar que o céu é o limite para todas as desonestidades e patifarias.


 


Fernanda Câncio


 

Obrigada, Senhor (ex) Presidente

 


Que conforto na alma ouvir alguém defender o país, a democracia, as instituições democráticas. Que dor esta de perceber que é mais uma das vozes a clamar no deserto. Como Jorge Sampaio disse, é inadmissível ouvirem-se ataques ao Tribunal Constitucional e à Constituição da parte de responsáveis nacionais e internacionais.


 


É inadmissível o que se passa em relação aos salários, às pensões, às barragens manipulativas, aos desesperos ideológicos dos fanáticos de hoje, que minam e destroem os cimentos da convivência social - a solidariedade entre gerações, a redistribuição da riqueza, a confiança entre os cidadãos e o estado.


 


Tudo se rompe e tudo deixa de fazer sentido. Entre governo fanático e oposição inepta, tudo se usa e utiliza num crescendo de demagogia e populismo, esgrimindo-se até a segurança dos cidadãos a propósito da manifestação convocada para a ponte 25 de Abril. Estarão os serviços de informação e a PSP a soldo de Passos Coelho?


 


Não se acredita em nada nem em ninguém. O descalabro do sentido de voto no PS, que deveria corporizar a ânsia de alternativas, é apenas mais um sinal.


 


Triste, é um tempo triste, um povo que regressa à inenarrável manhã cinzenta, sempre à beira do abismo e da tempestade.


 


Obrigada, Jorge Sampaio, pela intensidade das suas palavras, pela clareza dos seus sentimentos e pela infeliz raridade da sua indignação e da sua dignidade.


 


Nota - Peço desculpa a quem viu o vídeo que coloquei. Não era o que eu queria, estava desactualizado. A entrevista a que me refiro ainda não está disponível.

06 outubro 2013

Seis Concertos de Violino para Anna Maria

 




Antonio Vivaldi


Guglielmo


L'Arte dell'Arco


 


Isenções e dispensas de cobrança

 


Quanto à polémica sobre quem tem ou não tem isenção de pagamento de taxas moderadoras no SNS, convém ir às fontes e ler o que a legislação, neste momento, consagra:


 


Decreto-Lei nº 128/2012
21 Junho/2012


(actualiza o Decreto-Lei nº 113/2011, 29 Novembro/2011)


 


Circular normativa 12/2012


30 Janeiro/2012


 


Circular informativa 8/2013


2 Julho/2013


 


Para que não fiquem dúvidas, os doentes oncológicos estão isentos de pagamento se tiverem incapacidade declarada superior a 60% e dispensados de cobrança nalgumas consultas, exames complementares e terapêuticas.


 



 



 


De sobrevivência

 


Estamos a falar de pensões de sobrevivência. Estamos a falar de mais reduções nos salários e de cortes de 10% das pensões, para além do aumento das 35 para as 40 horas sem renegociação salarial. Estamos a falar da manutenção dos cortes extraordinários. Estamos a falar da destruição de tudo o que é serviço público, do empobrecimento generalizado.


 


Estamos a falar de retrocesso.

Insustentável

 



 


A situação do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros é cada vez mais insustentável, diminui o prestígio de Portugal e apouca os seus cidadãos, colocando-os numa posição de subalternidade em ralação a Angola.


 


Rui Machete diz-se e desdiz-se a toda a hora, desrespeitando as suas funções e o seu país. O Primeiro-ministro aceita e colabora com esta situação. O Presidente assume a pose de Pilatos e assim continuamos.


 


Estas Instituições nacionais demonstram, quase diariamente, não estarem à altura das suas funções nem do povo que representam.


 

05 outubro 2013

A derrota da crise (15)

 



As Centenárias


Newton Moreno 
Teatro Meridional
Estreia a  17 de Outubro

Res Publica

 



 


Hoje é dia 5 de Outubro, dia em que se celebra a implantação da República.


 


A República dos nossos dias tem um Presidente que conseguiu desvirtuar o seu cargo de tal forma que o desrespeito pelos símbolos nacionais, sendo ele um deles, marca presença nas manifestações.


 


Há falta de liderança nas instituições democráticas. A linguagem dos governantes, portugueses e europeus, a falta de cultura democrática, a incapacidade de conhecer o passado para entender o futuro, tudo nos arrasta, a nós e ao mito europeu, para a derrocada.


 


A ditadura da crise, a manipulação das opiniões públicas e a constante ameaça aos cidadãos, o susto permanente e a insegurança da sua vida, faz com que a luta pela sobrevivência ocupe a totalidade da existência.


 


Mas a dignidade dos cidadãos pode levantar a revolta surda que todos sentimos. A democracia e o contrato social, rasgados pelos desmandos de entidades sem rosto e com os seus porta-vozes quase sempre acéfalos, são ainda o dique que impede a inundação.


 


Durão Barroso, Cavaco Silva, Passos Coelho, Paulo Portas, Rui Machete, Maria Luís Albuquerque, Vítor Gaspar, Nuno Crato, Carlos Moedas, António Borges, Poiares Maduro, Pedro Lomba, Marco António Costa, Mota Soares, Eduardo Catroga, tantos e tantos outros que foram e são cúmplices desta orgia de depressão contínua a que condenam os seus concidadãos, sem qualquer respeito ou discrição, juntamente com António José Seguro, Francisco Louçã, Jerónimo de Sousa, tantos e tantos outros que arredondam os discursos para disfarçar o vazio das suas propostas, são protagonistas de um tempo que se degrada e não acaba.


 


E nós, todos nós que assistimos em catalepsia ao colapso de um projecto que manteve a paz na Europa durante décadas, não sabemos o que fazer e como poderemos ser o motor da mudança.


 


Viva a República. Pelo menos mantenhamos presente o seu significado, mesmo que apenas dentro desta tristeza cinzenta e fosca que atravessamos.


 


Vivam a liberdade, a democracia e o sentido da causa pública.

Nova morada - do Sapo para o Blogger

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