28 maio 2010

O regresso da direita

 


PSD: 43,9%
PS: 27,6%
BE: 7,7%
CDS-PP: 7,5%
CDU: 7,1%


 


A última sondagem da Marktest é arrasadora para o PS e demonstra que Passos Coelho está a fazer boas opções. Mesmo estando em desacordo com  as ideias de Passos Coelho percebo que ele representa uma alternativa. Resta ao PS e a Sócrates perceberem que têm que fazer política e mostrarem o que é ser diferente. Porque para ser igual, Passos Coelho é, pelo menos, uma novidade.


 


Manuel Alegre divide a esquerda, não a une. Tal como Eduardo Pitta já disse, se não houver uma alternativa credível que possa unir o eleitorado, o PS deve dar liberdade de voto. Também já tinha defendido essa solução. Quanto mais tarde ela for tomada mais perdedor sairá o PS.


 

3 comentários:

  1. ACÁCIO LIMA22:45

    COMENTÁRIO AO POST DE SOFIA LOUREIRO DOS SANTOS- "O REGRESSO DA DIREITA"


    01- A figura da “liberdade de voto” não mascara nem concerta, nem remedeia, a dissonância de posições, no seio do Partido Socialista, no que toca à Candidatura de Alegre, e não só.

    A questão Alegre é muito vasta. Reporta à questão da justeza das Reformas encetadas pelo 1º Governo Sócrates, do Partido Socialista, e a uma visão imobilista e populista, que o fixa a uma postura, que era válida na década de 60, mas deixou, entretanto de o ser. O Modo de Produção Capitalista, manteve-se, mas esse Modo de Produção alterou-se.
    Os Modelos Sociais da época, deixaram, entretanto, de ser sustentáveis.

    Alegre nunca entendeu isso, num imobilismo confrangedor.

    A unidade Ideológica e Política, no seio do Partido Socialista terá de ser construida tijolo a tijolo.

    02- A “liberdade de voto”numa eleição presidencial, será um liberalismo, e não serve o desideratum de afastar o conservador Cavaco Silva, da Presidência da República, um centro de “Poder” demasiado importante, num regime Semi-Presidencialista.

    E isso impõe um necessário esforço para se encontrar o melhor “compromisso”, havendo os “bons”, os “razoáveis” e os “maus”. “compromissos”. A Política é sempre uma “Arte do Compromisso”.
    Das Políticas de Aliança.

    03- A “liberdade de voto”, no caso vertente, seria lida como o “lavar de mãos”, à boa maneira de Pôncio Pilatos.

    04- Na Política não há lugar para “purismos” nem ela é “acéptica”.

    “Sujam-se as Mãos”, sem receios, sempre na certeza que a Água e o “Sabão Azul” tudo limpa, e se o “Sabão Azul” for insuficiente, não desesperemos, pois há o “Sabão Amalelo”, chamado “Sabão Macaco”.
    A designação “Macaco” diz tudo.

    05- No passivo de Sócrates, há dois “desastres” de monta:

    - o abandono do Projecto Ota, numa cedência ao conservador Cavaco Silva conluido com os Maximalistas, Bloco, PCP e Alegre. Erro Económico e Estratégico, e, sobretudo, Erro Político.

    - mas, mais grave que isso, foi a Estratégia seguida por Sócrates, no tratamento dos desvios políticos e ideológicos de Alegre.

    Essa Estratégia, impediu-o de perspectivar uma Candidatura atrevessando a Sociedade, tal como Jorge Sampaio o soube fazer.

    Este erro estratégico, que o tornou refém de Alegre e de Louçã, valer-lhe-à o cargo de Secretàrio-Geral do Partido Socialista, e, no “razoável” “Compromisso” virá um António Costa, na constrangente ausência de Ferro Rodrigues e dos seus próximos.

    Mas tudo no “Envelope” de uma renovada Declaração de Princípios do Partido Socialista, numa nova Geração de Políticas Sociais, e, no reforço das “Liberdades, Direitos e Garantias, Individuais”, no retomar da tradição da Esquerda e do Partido Socialista.

    06- Tudo há que fazer, para impedir Cavaco Silva de rir, no troçar de nós todos.
    Lembro Álvaro Cunhal, que tal como eu, tinha um bom Estomago, que tudo digeria, desde a pápa doce a batráquios, e não era “esquisito”.

    CORDIAIS, AFÁVEIS E AMISTOSAS SAUDAÇÕES DEMOCRÁTICAS, REPUBLICANAS E SOCIALISTAS

    DE

    ACÁCIO LIMA

    PS-As Sondagens têm de ser lidas em conjunto com outros indicadores, avaliadores, ou indiciadores, da CORRELAÇÂO de FORÇAS.

    No caso vertente é de uma Sondadora de Segunda, que sempre que é possível cotejar as suas Projecções com Resultados nas Urnas, sempre empola as intenções de voto do BLOCO e do PPD.
    Um Modelo de Sondagem adulterado.

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    Respostas
    1. Acácio, o PS não tem candidato alternativo. O apoio a Manuel Alegre, embora compreenda o que diz quando fala da arte do possível, é débil, contrafeito e obviamente insatisfatório para quem, como o Acácio demonstra, não se revê na postura do candidato durante os últimos anos.

      Penso que será mais honesto não assumir o apoio a nenhum dos candidatos. O melhor seria apoiar alguém com estatura para a presidência. Eduardo Ferro Rodrigues podia, de facto, ser a resposta. Pelos vistos à direita nada está pacífico.

      Quem sabe? Talvez as presidenciais sejam mais animadas do que o que eu previa.

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    2. ACÁCIO LIMA23:18

      DRª D. SOFIA LOUREIRO DOS SANTOS:

      01- Anoto o Seu comentário, anotando a linha de continuidade do Seu pensamento.

      02- A minha grande preocupação, preocupação central, reside mais no futuro da Esquerda, no futuro do Partido Socialista, que na eleição presidencial.

      Por isso mesmo, referi a Declaração de Princípos, referi a nova geração de Políticas Sociais, referi as “Liberdades, Direitos e Garantias, Individuais”, podendo acrescentar uma crítica radical à Doutrina Corporativa, que vem do anterior regime, bem como a enfase a dar ao Conceito de “Excedentes” gerados na actividade económica.

      Tudo isto, para além da Campanha Presidencial.

      Mas o curso da Campanha Presidencial não deixará de afectar esse devir para a Esquerda no Partido Socialista.

      03- Daí a “REAL POLÍTICA”.

      Renovadas Saudações

      ACÁCIO LIMA


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