10 janeiro 2010

Lenda

 



 


Exagero o corpo por dentro de mim

exagero os dedos as balas os dentes

exagero os nervos num frenesim.


 


 


Encolho os olhos dentro da garrafa

sem fricção do mundo sopros de nada

faço do corpo casa de Aladim.


 


Espero por dentro sossego de monstro

estrela dolente lenda esquecida

por sapo beijada bela por fim.


 


 

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