Antes das eleições para a Assembleia Constituinte, a 25 de Abril de 1975, antes das sondagens e dos estudos de opinião, na alvorada das campanhas, das estratégias e das manipulações políticas, havia a percepção generalizada de que o PCP seria a escolha da grande maioria dos cidadãos.
A omnipresença dos comunistas e da extrema-esquerda em todas as áreas da sociedade, as manifestações, as canções, os debates nas escolas, nas fábricas, nos serviços, a dificuldade de afirmação do contraditório pelo medo de ganhar fama de fascista (todos eram fascistas e reaccionários, com excepção dos comunistas), era avassaladora.
O resultado eleitoral foi uma esmagadora derrota dos comunistas (PCP: 12,46%; MDP: 4,14%) e uma significativa vitória dos socialistas (37,87%). O PPD teve 26,39% e o CDS 7,61%. O País apercebeu-se de que, mais importante do que aquilo que os activos propagandistas faziam acreditar, era o voto popular, era o resultado do acto eleitoral. A decisão popular foi soberana e importantíssima para a legitimidade da luta pela restauração da democracia a 25 de Novembro de 1975.
Hoje em dia há vários activos propagandistas na oposição, sendo Pacheco Pereira um dos mais encarniçados. Se substituirmos socráticos por fascistas e reaccionários, estão lá todos os ingredientes da intoxicação pública de uma dramática encenação, fazendo crer que o país não suporta mais este governo, que o país está à beira de o expulsar, tal como antigamente estava prestes a castigar o grande capital, os monopolistas e os latifundiários.
Mais uma vez o voto livre demonstra qual a vontade dos portugueses. Nas últimas eleições legislativas, a vontade livre e soberana dos cidadãos legitimou a manutenção do governo do PS e do Primeiro-Ministro José Sócrates. Convinha que não nos esquecêssemos que, por muito que Pacheco Pereira gostasse que fosse diferente, apenas 29,11% dos eleitores (do PSD, partindo do princípio que todos pensam da mesma forma) comungam das opiniões de Pacheco Pereira. O PS teve 36,56%, O CDS 10,43% e o PCP 7,86%.
Convém manter uma visão desapaixonada da realidade. Pacheco Pereira perdeu-a.
ResponderEliminarAS VEZES DA' PENA VE-LO TAO DESARRANJADO... E EXPOSTO AO RIDICULO DE SE COLOCAR NUM PEDESTAL QUE LHE AUTOCONFERE O DIREITO DE INSULTAR TUDO E TODOS.
OS SEUS ANTEPASSADOS RECEBERAM TITULOS A QUE TITULO?LEMBRAM-SE?
pacheco enquanto enlouquece.pprocura disseminar o virus de autodestruiçao,para que nao reste pedra sobre pedra.
e' um caso psiqiatrico a seguir...
Dona Sofia por ignorância ou má fé, quero lembrar a V. Exa. que há data dos factos que comenta o PS. estava em todas as frentes que a senhora hoje critica.
ResponderEliminarEsquecer que o trabalho do MFA e de todos os que generosamente lutaram pela instauração em Portugal de uma sociedade livre e sem explorados, nunca apelaram ao voto expressamente em partidos políticos nessa eleição apelávamos para votar no Socialismo para o nosso país.
Não sendo de admirar que o PS fosse o partido mais votado para a Assembleia Constituinte .
O resto é deturpação de factos a que os militares de Abril já estão habituados.