No último programa da Quadratura do Círculo, a propósito da transferência, em 2010, da Red Bull Air Race para Lisboa, Pacheco Pereira questionou António Costa e acusou a CML e o governo de receberem patrocínios de empresas estatais. Deselegante, arruaceiro, prepotente e arrogante, levantou suspeitas sobre o comportamento do governo e de António Costa, como Presidente da CML, que lhe respondeu indignado, duramente, esclarecendo que tinha sido a própria empresa a requer que a dita corrida fosse em Lisboa.
Não sei se é uma derrota política para o Porto e para Rui Rio, porque as motivações podem ser apenas a largura do rio Douro em comparação com a largura do rio Tejo. É, de certeza, um revés económico para o Porto e para Gaia.
Mas Pacheco Pereira fez uma demonstração ao vivo do que tinha sido a estratégia do PSD na campanha eleitoral para as legislativas. E quando diz que as pessoas estão fartas de José Sócrates, o que as pessoas disseram nas urnas é que estão fartas desta estratégia de insinuações e suspeitas, dos ataques ao carácter, da falta de sentido cívico e da falta de ética. O que as pessoas disseram, alto e bom som, é que estão fartas deste PSD.
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