15 dezembro 2008

Plataforma de esquerda

aqui escrevi o que penso sobre a refundação das esquerdas. O discurso de Manuel Alegre faz prever que, apesar de ainda não assumido, na sua cabeça está aquilo a que se poderá chamar um frentismo de esquerda, com um novo partido em coligação com o BE, ou com um movimento de cidadania do género MIC que envolverá o BE.


 


Não deixa de ser interessante o interesse de Francisco Louçã em Manuel Alegre na construção de uma alternativa de esquerda. Se estão a pensar numa alternativa ao poder, e por isso concorrerem a eleições e ir a votos, talvez fosse boa ideia concretizar de que forma o vão fazer.


 


Não sei é se essa força alternativa de esquerda não levará, na prática, a um fenómeno semelhante ao do PRD. Mas Manuel Alegre está convencido que o combate à direita se faz com a retirada de votos ao PS. Não partilho dessa opinião. Acho mesmo que é a forma mais fácil de regresso da direita ao poder.

6 comentários:

  1. Na mouche , Sofia.
    Como é médica talvez nos possa explicar as amnésias da esquerda. E o PRD não foi há muito tempo.
    Cumprimentos

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    1. Acho que tem havido muitos aproveitamentos políticos das dificuldades porque estamos a passar e de muita inabilidade política do governo. As amnésias são sempre muitas.

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  2. Penso que ao poeta Manuel Alegre não lhe assiste o direito de andar a lutar contra o seu próprio partido, pois é à conta do PS que ele se tem governado nos últimos 34 anos. É eleito deputado nas listas do PS, com a confiança dos militantes do PS e com os votos destes e de todos os portugueses que se revêm no PS.
    Tem andado desde há 34 anos a mamar o vencimento de deputado à pala do PS.

    Porque é que não tem a coragem de se demitir de deputado e de militante Socialista e fazer então o tal partido ou movimento ou lá o que lhe quiserem chamar?
    É bom mamar os quatro mil e tal euros na Assembleia não é?

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    1. Quintanilha
      Manuel Alegre foi eleito para a Assembleia pelos cidadãos. O lugar de deputado deve ser exercido de uma forma que não viole a sua própria consciência. A remuneração que tem é-lhe devida. Mesmo que não concorde com muito do que ele diz, acho que tem todo o direito de o dizer.

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    2. Penso que o poeta não está a ser honesto, nem com o partido que o elegeu, nem com o seu próprio eleitorado.
      ainda não vale tudo!

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  3. Sempre lúcida, criativa e serena! Até parece simples escrever assim!
    :))

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