(pintura de Jackson Pollock: one)
Senhora do alto destes muros
sinto o abismo que me chama
mais puro
mais só
mais nada.
Rodo nos braços do fogo
solta na esfera que me encanta
mais quente
mais vulto
que mente.
Esvoaço pela noite demolhada
nos lábios do vento que me beija
mais fome
mais lume
mais seja.
Gostei muito!
ResponderEliminarBj
Mais fosse...
ResponderEliminarPoético, simples, lindo!
ResponderEliminarBonito poema.
ResponderEliminarBeijinhos de Ponte de Lima.
"Quem me dera que eu fosse o pó da estrada
ResponderEliminarE que os pés dos pobres me estivessem pisando...
Quem me dera que eu fosse os rios que correm
E que as lavadeiras estivessem à minha beira...
Quem me dera que eu fosse os choupos à margem do rio
E tivesse só o céu por cima e a água por baixo...
Quem me dera que eu fosse o burro do moleiro
E que ele me batesse e me estimasse...
Antes isso que ser o que atravessa a vida
Olhando para trás de si e tendo pena..."
Alberto Caeiro
Obrigada a todos pelos comentários.
ResponderEliminarFantástico, Sofia. Que bem que sabe dizê-lo!
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