18 junho 2008

Provas de aferição

Não há dúvida que a melhoria nos resultados das provas de aferição de Matemática e Língua Portuguesa dos 4º e 6º anos são um pouco suspeitas, levando rapidamente à conclusão de diminuição acentuada da exigência.


 


No entanto, se analisarmos os resultados por níveis, de E (o pior) para A (o melhor), os resultados podem ter outra leitura.


 


Na Língua Portuguesa:


 


 



 


 


   


 


 


Na Matemática:


 


 


 


 



       


 


Enfim, as curvas estão mais ou menos na mesma. Estou com Nuno Crato: os resultados do PISA são mais fidedignos e de 2003 a 2006 não houve quaisquer alterações (em Matemática, pelo menos).

8 comentários:

  1. donagata23:28

    Não dá sequer para comparar os resultados do PISA com os das provas de aferição. São estudos também um pouco diferentes e cujos objectivos não são, também, coincidentes.

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    1. Tens razão, Donagata . Queria apenas dizer que é um estudo exterior e independente, que usa vários critérios. Mas tens razão.

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    2. donagata00:04

      É que por vezes estas coisas dão lugar a confusões diversas. Os estudos que decorrem no âmbito do PISA (Programme for international student assessment)visam avaliar as competências dos jovens de 15 anos não apenas no domínio dos conteúdos mas, sobretudo, na sua utilização em desafios supostamente da vida real.

      As provas de aferição têm por objectivo apurar quais as competências que estão a ser alcançadas pelos nossos alunos, em cada ciclo, com o sistema de ensino utilizado. Ou seja; permitem a monitorização da eficácia do sistema aplicado tendo em vista a reflexão nas escolas (e, supostamente nos outros patamares subsequentes), pressupondo ajustes metodológicos ou outros (ou não), no sentido de melhorar as práticas pedagógicas.
      Como provavelmente já sabias não se trata exactamente da mesma coisa.
      Claro que, exactamente por ser um estudo exterior e, supostamente, se me permites, isento, também para mim é um pouco mais fiável. Contudo, devo-te dizer que, em muitas escolas nem sequer é objecto de análise e muitos professores até desconhecem a sua existência...

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    3. Donagata , mais uma vez tens toda a razão e agradeço estes esclarecimentos. Já agora o que achas das provas de aferição, elas próprias? Tiveste oportunidade de as ver?

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    4. donagata00:16

      Vi com bastante atenção a de Português e, na minha modesta opinião, creio que genéricamente estava bem elaborada ( havia uma pergunta que poderia eventualmente suscitar confusão e não devia, por se tratar de pergunta de escolha múltipla e pretender avaliar a compreensão do texto e não a capacidade de identificar pequenas subtilezas na resposta) cumprindo os objectivos que se propunha. Tinha como texto base um poema(!), que não é fácil para alguns alunos por ser mais difícil trabalhar-se a poesia, é mais subjectiva, obviamente e o tipo e a forma das questões eram semelhantes às dos anos anteriores pois destinam-se a avaliar o grau de aquisição das mesmas competências. Contudo, muito importante também são os critérios de correcção aos quais não tive acesso e, mais importante ainda a formação dos correctores com vista à aplicação eficaz e o mais uniforme possível dos critérios de correcção. Fui sempre correctora de provas de aferição bem como formadora de correctores e, devo-te dizer, que aí podem residir alguns problemas.
      Mas, pelo que vi e também pelo que ouvi, não me pareceram mal.
      Claro que há sempre os arautos da desgraça mas, em relação a esses nada resulta. Choram porque sim e berram porque não!

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    5. Obrigada, Donagata . A tua opinião é bem mais importante para mim do que a dos arautos da desgraça.

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  2. E eu que, até clicar num, estava espantado com a qualidade dos gráficos da Sofia! De qualquer modo, recordo-me de ter ouvido miúdos na TV a dizerem que a prova de português tinha sido "muita fácil". Suspeito que terão cortado aqueles que disseram que tinha sido bué da fácil".

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