28 junho 2008

Congresso feminista

Enquanto as mulheres se preocuparem a discutir a sua diferença natural no exercício do poder, a sua forma diferente de estar na política e nas empresas, enquanto se organizam congressos em que uma das suas preocupações é demonstrarem que se livraram do macho para procriação e que, portanto, podem ser mães lésbicas, em vez de exercerem o poder, de exigirem a partilha das tarefas domésticas de quererem interessar-se pela causa pública porque assim entendem, de terem vontade de serem seres humanos completos, honestos, felizes, independentemente de serem fêmeas, enquanto se arrogarem a superioridade de tratarem os homens como machos, nunca haverá igualdade de oportunidade entre os géneros.


 


 


A paridade é algo por que se luta e que se pratica diariamente, nas famílias, nos empregos, no lazer, nos partidos, no poder. Não me interessa se é feito por homem ou mulher, importa-me que seja bem feito. Diferente, não tenho dúvidas, como diferentes são todos os seres humanos.


 


(ver jornal "o Público", artigos de reportagem de São José Almeida e Sofia Branco - págs. 12 e 13 - e artigo de opinião "Coisas de Gajas" - pág. 46 - links indisponíveis)


 


4 comentários:

  1. A.Teixeira11:18

    Se, antes de 1989, esse tipo de discurso tinha todo o aspecto da transposição da "dinâmica da luta de classes" marxista-leninista para um contexto onde não tinha cabimento (como dizia Churchill, havia - e há - muito convívio com o inimigo...), depois disso ainda se tornou mais ridículo, porque vetusto.

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    1. Parece-me que este discurso teve muitíssimo cabimento na primeira metade do século XX, na sociedade ocidental. Hoje em dia terá cabimento nas sociedades em que a mulher é considerada um ser inferior e sem direitos. Não é o caso, felizmente, da nossa, mesmo que ainda não haja, de facto, paridade de direitos e deveres entre homens e mulheres.

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  2. Os partidos não fazem comícios?
    As associações sócio-culturais não promovem jantares e coisas do género?
    Eu nem acho graça e estes 'arraiais', mas porque é que uma associação não deve fazer o que outras fazem?...

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    1. Não tenho nada contra as causas feministas, leia-se procura e luta de igualdade de oportunidades para os sexos. Não me parece que, hoje em dia, a melhor forma de lutar por isso esteja retratada num congresso feminista. Não percebo mesmo o que é que a orientação sexual das mulheres (ou dos homens) tem a ver com o feminismo. Mas é claro que não contesto de maneira nenhuma a organização e a realização deste ou de qualquer outro congresso. Só acho este anacrónico e oportunisticamente clonado por interesses que estão completamente fora da causa que diz defender.

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