Vagueio pela casa de sons de fundo, sem perceber muito bem porque não me fixo, não me sento, não leio, não durmo. Fujo mentalmente dos próximos dias, assumindo que hão-de aparecer, mas não já, não agora, não amanhã, pois ainda não aceitei que viessem.Vagueio mentalmente em círculos contínuos, em pensamentos viciados e desajustados. Não há descanso para estas pernas moleculares, para a electricidade celular, para as constantes trocas iónicas. As células vivem e respiram, intoxicam-se e morrem quando eu peço apenas a suspensão de tudo.
(pintura de Anne Karin Glass: wondering)
Excelente!
ResponderEliminarAdorei!
Bj
Vale a pena vaguear assim!
ResponderEliminarPode (e deve!) continuar.
A vaguear e, muito melhor, a divagar...
Nem a minha proverbial preguiça em escrever nos “blogs” resistiu! Gosto muito, muito!
ResponderEliminarObrigada ao Bernardo Moura, ao Impaciente (que é sempre paciente comigo!) e à São. Os vossos comentários são sempre muito apreciados.
ResponderEliminarTambem já me aconteceu.Admito ter a vantagem dos serra da estrela - e a possibilidade de vaguear com eles - mais o de barro - o mais respeitado por todos.Grite
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