Helena Roseta desistiu do PS. É natural, muitos de nós estamos a desistir do PS, mesmo os que não são militantes.Tudo o que se tem passado na Câmara de Lisboa é uma vergonha para todos os partidos. Não se pode conceber que o calculismo político, os arranjinhos, as cobardias e o aparelhismo tolham desta forma a governação da capital do país.
É bom e meritório que ainda existam pessoas que estejam dispostas a lutar pelas suas ideias, que tenham ambição de participar porque acreditam nelas e nas suas propostas, à margem do emperramento partidário.
Seria muitíssimo bom que se gerassem grupos de cidadãos que se mobilizassem e apoiassem essas pessoas. A tal sociedade civil de que tanto se fala e que tão pouco se vê.
António Barreto, no seu último e excelente programa da série Portugal, Um Retrato Social, falou da administração pública, da falta de produtividade de toda a administração pública, da corrupção, do poder autárquico, dos interesses que se movem e se entrecruzam, dos que se sentem donos nos vários sectores da administração, da promoção do partidarismo e da falta de importância do mérito e da competência.
Mas não é obrigatório, não é preciso que assim seja. Há que perceber e que intuir que a administração pública é para servir o público, que os serviços existem para servir a população e não as classes profissionais que integram os vários sectores, que é possível fazer mais e melhor.
Os nossos governantes deveriam ser os primeiros a pensar no bem comum.
O PS e, especificamente, José Sócrates, têm uma enorme responsabilidade nesta trapalhada. Quem é a figura que se prestará a concorrer como cabeça de lista? António José Seguro, João Soares, Manuel Maria Carrilho, Ana Gomes, Sérgio Sousa Pinto, António Vitorino (o eterno), Edite Estrela, Vitalino Canas, Maria de Belém? Quem será a misteriosa arma secreta?
E porque não Helena Roseta, enquanto ainda era militante do PS? Porque não tem currículo, peso político, porque é uma não alinhada?
Espero que haja outras pessoas a avançarem como independentes para as eleições intercalares em Lisboa, pessoas com vontade de trabalhar, que discutam as várias opções, as ideias que cada uma tem para a cidade, por exemplo Maria José Nogueira Pinto.
É tempo de abanar o status quo. E além disso, era muito mais interessante!
MARIA JOSÉ N .PINTO? - PREFIRO VOTAR EM SI DONA SOFIA - tem uma vista - não disse visão - poética da vida - e isso é muito importante para vermos melhor.Voto em si.
ResponderEliminarEstou em desacordo profundo com muitas das ideias de Maria José Nogueira Pinto e não votaria nela, mas reconheço-lhe valor.
ResponderEliminarQuanto a mim... não estou disponível!
Pena não estar disponível, provavelmente a Helena Roseta acolheria a sua participação com agrado.
ResponderEliminarE como disse "...pessoas com vontade de trabalhar, que discutam as várias opções, as ideias que cada uma tem para a cidade..."
Seja uma delas
É verdade que nem sempre tenho uma participação maior do que a que desejaria. Estou muito embrenhada no meu trabalho e noutro tipo de afazeres.
ResponderEliminarMas escrever a nossa opinião num blogue, também é participar. Discutir com os colegas de trabalho, lançar os debates, ser activa no dia a dia, também é participar. Talvez em muito escasso e pequeno grau, mas pode ser que tenha algum significado!
Ainda há quem tenha a coragem de mostrar que a democracia não se faz somente de partidos politicos(quando por aqui cirstaliza temos uma democracia imperfeita). Deveria haver mais mulheres e homens, em massa seria o ideal com atitudes como a da Helena Roseta.
ResponderEliminarBoa tarde Cristina
Fernando
O que diz António Barreto sobre a produtividade no sector público não é exactamente o mesmo que vem noticiado este artigo (http://dn.sapo.pt/2006/09/27/editorial/gestores_xeque.html) do DN, embora compreenda o que diz na contextualização e na responsabilização da classe política e dirigente em muitas asneiras inconcebíveis que se vêem por todo o país. Sobre a candidatura de Helena Roseta, alegra-me que surjam candidaturas credíveis, como esta o será, fora da lógica Yes dos partidos. Se me é permitido, chamo a atenção para o post de Paulo Pedroso no Canhoto a este respeito.
ResponderEliminarSubscrevo! E a tal sociedade civil, existe, tem é que ser despertada e a Helena ajudou muito na última campanha com Manuel Alegre.
ResponderEliminarObrigada a todos os comentadores. Penso que vai ser uma campanha animada, com muitas personalidades a posicionarem-se. Ainda bem para Lisboa!
ResponderEliminarEla ajudou na campanha de Manuel Alegre?
ResponderEliminarE a campanha de Manuel Alegre serviu para quê?
Eu, quando estiver farto do país vou-me embora?
Quando não concordo com as situações borrifo-me nas regras? Cidadania sim. Ressabianços, não.
Amigos Bloguistas,
ResponderEliminarPara que a candidatura de Helena Roseta se tornar uma realidade, são necessárias 4000 assinaturas, o formulário está disponivel no blog da candidatura:
http://cidadaosporlisboa.blogspot.com
ou então directamente neste link:
http://www.simplicidade.com/cidadaosporlisboa/declaracao_propositura.pdf
Também podem escrever para:
cidadaosporlisboa@gmail.com
Para colaborar e participar nas acções de recolha de assinaturas e de campanha.
Assinem e divulguem, temos muito pouco tempo.
Vamos Todos "Assinar por Lisboa"